MARVEL Cosmic Invasion | Review
Desde que apareceu pela primeira vez, MARVEL Cosmic Invasion já tinha um brilho diferente. A premissa parecia certeira: unir a essência dos clássicos beat ’em ups com alguns dos maiores nomes da Marvel, em uma aventura que mistura Terra, espaço profundo e muita pancadaria estilosa. Na preview que publiquei no Pizza Fria, a empolgação já estava lá, mas agora, com o jogo completo em mãos, fica claro que ele entrega muito mais do que prometia.
Desenvolvido pela Tribute Games e publicado pela Dotemu, o jogo chega com um refinamento técnico e artístico que coloca a Marvel em um patamar raramente visto dentro do gênero. É frenético, cheio de estilo, recheado de nostalgia e com uma quantidade de conteúdo surpreendente. Confira agora a análise completa e antecipada do Pizza Fria!
Um elenco de respeito
O roster final de MARVEL Cosmic Invasion conta com 15 personagens jogáveis, cada um com animações próprias, combos específicos e estilos de jogo bem distintos. É um dos elencos mais completos já vistos em um beat ’em up moderno. Porém, um detalhe importante: nem todos os 15 heróis estão disponíveis desde o início.
Alguns só aparecem conforme você avança na campanha, o que incentiva a progressão e dá aquele gostinho de recompensa conforme a história progride. Isso torna cada nova fase ainda mais interessante, porque sempre existe a possibilidade de surgir um herói novo para testar combos e sinergias.

Entre os nomes disponíveis:
- Capitão América
- Wolverine
- Homem-Aranha
- Tempestade
- Rocket Raccoon
- Nova
- Pantera Negra
- Mulher-Hulk
- Surfista Prateado
- Bill Raio Beta
- Phyla-Vell
- Motoqueiro Fantasma Cósmico
- Venom
- Fênix
- Homem de Ferro Invencível
O elenco de MARVEL Cosmic Invasion é, honestamente, excelente. Variado, estiloso e cheio de personalidade e o Cosmic Swap, o sistema de dupla que dá alma ao combate, é um dos maiores diferenciais do jogo. Você escolhe dois personagens para jogar cada fase e pode alternar entre eles no calor da batalha. A mecânica funciona impecavelmente, já que adiciona estratégia, criatividade e um enorme fator de rejogabilidade.
Na preview, eu tinha apontado essa mecânica como promissora. No jogo final, ela se torna essencial e viciante, especialmente combinando personagens completamente diferentes.

O Modo Arcade e as rotas alternativas
Outra novidade muito bacana, e que merece destaque, é o Modo Arcade. Ele resume a experiência em formato clássico, direto e desafiador, com vidas limitadas e uma sequência acelerada de fases, como nos fliperamas dos anos 90.
Melhor ainda é que, já da primeira para a segunda fase, surge uma escolha entre dois caminhos diferentes.
Essa bifurcação muda cenários, inimigos e até itens que aparecem, dando ao modo um charme especial e incentivando múltiplas jogatinas.
É uma adição simples, mas que mostra como a Tribute Games respeita as raízes do gênero.

Minha dupla principal e a experiência com cada um
Como sempre faço em beat ’em ups, resolvi escolher dois personagens para jogar a maior parte da campanha de MARVEL Cosmic Invasion e sentir sua evolução real.
- Pantera Negra: surpreendente, ágil e preciso. O Pantera dispensa apresentações: aqui, ele é rápido, responde bem, tem bons golpes de aproximação e mantém um equilíbrio perfeito entre mobilidade e dano. É um personagem que “casa” com praticamente qualquer dupla e sempre parece útil em qualquer situação.
Jogar com ele durante boa parte da campanha foi uma experiência fantástica, fluida e envolvente.
- Motoqueiro Fantasma Cósmicor: overpowered? Talvez. Divertidíssimo? Com toda certeza! Logo nas primeiras fases ficou claro: o homem é insano. Ele bate de longe, bate de perto, bate com corrente, bate com fogo, usa metralhadora, usa moto… e não parece ter dificuldades reais em nenhum tipo de inimigo. Se alguém me dissesse que ele é meio overpower, eu assinaria embaixo. Mas sabe o que mais? É uma delícia jogar com ele.
Um personagem exagerado em todos os sentidos, exatamente como tem que ser dentro da proposta cósmica do jogo. A dupla Pantera Negra + Motoqueiro Fantasma virou minha favorita, equilibrando precisão e loucura com uma sinergia deliciosa.

Visual retrô com alma moderna
A pixel art de MARVEL Cosmic Invasion está divina. Animações fluidas, efeitos de energia cósmica estilizados, explosões, partículas, cores vivas e cenários inspirados fazem cada fase parecer uma página animada dos quadrinhos.É bonito, criativo e cheio de identidade Marvel.
Com coop local e online para até quatro jogadores, incluindo drop-in/drop-out, o jogo fica ainda mais divertido. Seja em família, com amigos ou até com desconhecidos online, a experiência se mantém caótica, engraçada e altamente viciante. E um detalhe: o game conta com crossplay, ou seja, pode ser jogado com amigos de diferentes plataformas, e localização completa em português do Brasil.

Vale a pena jogar MARVEL Cosmic Invasion?
Sou suspeito para falar, pois adoro tanto beat n´up, quanto jogos estilo retrô/pixel art, como jogos desses universos de heróis. Sendo assim, MARVEL Cosmic Invasion é uma das melhores surpresas do ano e facilmente um dos beat ’em ups mais completos já feitos sob o selo Marvel. Ele combina o respeito pelo passado com ideias modernas que renovam o gênero, trazendo variedade, estilo e um sentimento de celebração à história dos super-heróis.
Se você gosta de pancadaria, coop, personagens variados do universo Marvel (tanto “manjados’ como “lado B”) e ação sem parar, este jogo merece muito o seu tempo.
MARVEL Cosmic Invasion estreia nesta segunda-feira, 1º de dezembro, para PC, via Steam, Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox.
*Review elaborada em um Nintendo Switch, com código fornecido pela Dotemu.
MARVEL Cosmic Invasion
BRL 160,47Prós
- Roster variado com 15 personagens desbloqueáveis ao longo da campanha do jogo
- Sistema de dupla (Cosmic Swap) extremamente divertido e estratégico
- Pixel art lindíssima
- Modo Arcade excelente, com rotas alternativas já no início
- Personagens muito diferentes entre si, incentivando experimentação
Contras
- Como todo beat n´up, pode parecer repetitivo para um público casual que for se aventurar só pelo tema Marvel
- Personagens como Ghost Rider pode parecer forte demais comparado a outros heróis
- Quem busca progressão ao estilo RPG ou jogos mais “Modernos, pode sentir falta de customização mais profunda
- Nem todos heróis liberados de início pode frustrar quem quer “jogar com seu favorito imediatamente


