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INAYAH: Life After Gods | Review

INAYAH: Life After Gods é um metroidvania de ação, em duas dimensões, desenvolvido pela ExoGenesis Studios e publicado pela Headup. Nele, acompanhamos a jornada de uma jovem que sai por um mundo parte destruído, parte tomado pela natureza, em busca de sua tribo, suas origens e os malvados homens de amarelo que a separaram de seus pais.

E aí, será que vale a pena acompanhar essa jornada ? É o que saberemos agora, em mais uma análise caprichada do Pizza Fria!

Luva de guerreira

Bem vindos e bem vindas, leitores e leitoras, ao nosso querido cantinho virtual de sempre. Aquele no qual, como já é de se esperar, nos encontramos para fofocar e trocar opiniões açucaradas acerca de qualquer jogo que tenha capturado nossas atenções nesta semana. Todos prontos?

Nosso título de hoje, pronto para ser analisado e educadamente apontado para, se chama IINAYAH: Life After Gods, e chega com doces promessas que possuem o poder de me deixar instantaneamente interessado. Metroidvania, foco em combate com diferentes armas, boa exploração com elementos de plataforma e uma trama com escolhas que ajudam a moldar a narrativa. O que mais poderíamos querer?

Devo dizer que o título foi um tanto quanto divisivo para mim, por alguns fatores que espero conseguir explicar nessa próximas linhas. Ainda que eu tenha me divertido com a maioria do que vi, certos pontos me causaram uma considerável dor de cabeça. Mas, chega de enrolação, e vamos para a análise!

INAYAH: Life After Gods
Tem uma review aí, meu chegado? (Imagem: Divulgação)

História

A trama de INAYAH: Life After Gods gira em torno de Inayah, uma jovem um pouco diferente que vive com seu mestre em um mundo arruinado que, acho eu, pode ter sido parecido com o nosso um dia. Além de ser vista coma uma forasteira e estranha por muitos a sua volta, nossa colega também é uma órfã que, faz muito tempo, se perdeu de sua tribo. Que situação complicada, não é mesmo?

Contudo, as coisas mudam logo após começamos a jogar. Um terremoto, ou algo nessas linhas, faz com que a humilde morada de nossa chegada fique escombros e, de quebra, com que ela perca seu mentor. Agora, acompanhada pelo espírito do recém falecido, Inayah precisa ganhar o mundo para descobrir mais de seu passado, do paradeiro de sua tribo perdida e de qual seu real lugar nessa história.

Eu curti a premissa de INAYAH: Life After Gods, principalmente por achar fascinante todo esse lance de uma era nascida da destruição daquilo que conhecemos como tempos modernos. Além disso, podemos tomar decisões ao longo da jornada que afetam a maneira que os eventos se desenrolam, do começo ao final. Ainda que geralmente sejam um tanto simples, bastando escolher se seremos a Inayah legal, neutra ou otária, é algo que dá uma diferença na narrativa e também serve como uma boa maneira de dar nuance para a jornada.

INAYAH: Life After Gods
Acho que essa planta não tá muito pra papo hoje. (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

Em essência, INAYAH: Life After Godsopera como um bom e velho metroidvania. Logo, podem esperar uma boa dose de exploração 2D, com um monte de inimigos para enfrentar, habilidades para aprender, armas para usar e centenas de espinhos, buracos e outras coisas totalmente seguras sendo colocados em nosso caminho. Como deve ser, não é mesmo?

Uma das ideias centrais de INAYAH: Life After Gods, que me lembra um pouco o esquema visto em Blasphemous 2 se não me engano (abençoados sejam seus bits) é que logo no começo podemos escolher uma de três armas para Inayah usar. Cada uma dela possui usos distintos, tanto na luta quanto na exploração, e alteram levemente a forma como começamos o jogo. Mas, claro, eventualmente conseguimos colocar nossas mãozinhas em todas elas.

A primeira são um par de luvas que bater rápido e forte, acumulam calor conforme são usados e precisam que fiquemos parados para atingir todo seu potencial. Com elas, podemos nos prender em certas paredes. A segunda é uma espada, que corta plantas e nos levanta um pouco quando usamos seu ataque aéreo. A terceira é uma bola de espinhos, que quebra certas paredes e nos permite prender e lançar de certos pontos do cenário.

Cada arma de INAYAH: Life After Gods funciona de uma maneira bem diferente, além de ter sua própria, e extensa, árvore de habilidades. Por exemplo, o estilo da luta recompensa o alto risco com um bom dano, além de ter certos poderes que nos protegem de alguns ataques. As espadas podem aparar golpes, além de serem pau para toda obra. E a bola de espinhos? Bem, ela é lenta mas bate forte para caramba.

INAYAH: Life After Gods
Espera só quando eu chegar aí, pra você ver. (Imagem: Divulgação)

Isso tudo conspira para que o combate seja, de longe, uma das partes mais divertidas de INAYAH: Life After Gods. Além de ser bem rápido, poder trocar de armas com o toque de um botão, e combar golpes e poderes, é bem satisfatório e nos dá uma sensação bem legal de poder. Além de, claro, terminar em umas pancadarias lindas de se ver.

Além disso, a troca de equipamentos também permite uma maior liberdade para explorar os mapas. Como cada uma das armas possui sua função de “plataforma”, por se dizer, elas podem ser usadas em sequência para nos levar até lugares mais altos ou secretos. Pule, dê um golpe com a espada para subir, um com a luva para ir um pouco mais alto e com a bola de espinhos para se prender em algo.

Contudo, eu diria que a exploração é uma das partes menos interessantes de INAYAH: Life After Gods. Primeiro, senti que o mapa pouco ajuda a nos orientar. Apesar dele mostrar alguns poucos pontos de interesse, não tem como nos situarmos nele e, apesar de saber se temos saídas na direita ou esquerda, por vezes me vi rodando a mesma sala por minutos até achar o local certo que precisava alcançar.

Além disso, mudar de armas pode ser um pouco confuso no calor do momento. Especialmente, como costuma acontecer com certa frequência, na hora em que estou lutando para não cair em determinados buracos ou ter minha cara engolida por algum inseto. Por fim, certos inimigos são mais enjoados que deveriam para enfrentarmos, o que contribuiu para momentos de baixa e certa frustração durante a experiência.

INAYAH: Life After Gods
Ao infinito e além! (Imagem: Divulgação)

Sons e visuais

Um dos maiores atrativos de INAYAH: Life After Gods é seu visual, contando com artes feitas à mão, animações que lembrar bastante aqueles desenhos animados que víamos nas manhãs de sábado e cores bem vivas. Eu curti bastante o que vi, inclusive das transições de cutscenes para jogo, e acredito que faz muito para tornar o jogo único nesse aspecto.

A trilha sonora é mais comportada, sem muitas músicas que prendam na cabeça mas sem nada que, ao contrário, incomode demais. Contudo, achei as vozes em inglês bem canastronas e difíceis de levar a série. Mas, por outro lado, temos nossas legendas!

INAYAH: Life After Gods
Temos visuais bem caprichados e coloridos. (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar INAYAH: Life After Gods?

É isso aí, leitores e leitoras. Devo admitir que me diverti com INAYAH: Life After Gods, e acredito que o título faz mais do que o necessário para nos entreter e entregar o que esperamos do gênero. Ainda que ele não quebre muito dos moldes do metroidvania, as mecânicas e ideias são bem implementadas e podemos, inclusive, o considerar como uma boa introdução ao estilo.

As três armas, e suas diferentes habilidades e estilos, ajudam a dar uma boa variedade no combate, além de também incrementarem o lado de exploração. Os visuais são bonitos, e o sistema de escolhas é sempre bem vindo. Contudo, senti que o jogo é confuso de explorar em alguns momentos e, mais frequente do que deveria, me senti um tanto quanto frustrado com o que acontecia na tela.

Mas, entre mortos e feridos, todos acabam por se salvar. Inayah – Life after Gods, apesar de um ou outro deslize, ainda é um jogo competente e bem construído. Ainda que ele não faça uso de todo seu potencial em certos momentos, o que temos aqui é mais do que suficiente para fazer valer o comprometimento para com a jovem Inayah e sua aventura.

INAYAH: Life After Gods foi lançado no dia 27 de março para PC, via Steam, com versões previstas para Nintendo Switch, PlayStation e Xbox ainda este ano.

*Review feita em um PC equipado com GeForce RTX, com código fornecido pela Headup.

INAYAH: Life After Gods

BRL 73,99
7.5

História

7.5/10

Gameplay

7.5/10

Gráficos e Sons

8.0/10

Extras

7.0/10

Prós

  • As armas possuem usos e estilos distintos, complementando combate e exploração
  • Boa quantidade de habilidades para liberar, dentro das árvores de cada arma
  • Bonito e colorido
  • Legendado em português

Contras

  • Trilha sonora pouco inspirada, além de uma dublagem estranha em inglês
  • O mapa não ajuda muito, causando frustração em diversos momentos
  • Trocar de armas para passar de certos desafios de exploração pode ser complicado. Ainda que possa ser aliviado com controle de dificuldade, é algo a se notar

Matheus Jenevain

    Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.