Majogami | Review
Majogami é um jogo de ação e plataforma em 2D, no estilo side-scrolling, que acompanha a jornada de Shiroha, uma jovem sem memória que viaja ao lado de Shioki, seu pai, agora transformado em papel. Desenvolvido e publicado pela Inti Creates, Majogami foi lançado em 30 de outubro de 2025 para PC e Nintendo Switch 1 e 2.
Vivencie uma história rica, com um elenco vibrante e cheio de personalidade, enquanto avança por jornadas secundárias que revelam mais sobre o passado e a essência da protagonista. Aproveite os recursos do poderoso híbrido da Nintendo e explore um mundo peculiar e único. As majogami que bloqueiam seus caminhos possuem designs encantadores e marcantes, cada uma é guiada por uma obsessão própria, tornando a vitória um desafio árduo para Shiroha.
E então, ficou curioso para saber como a nova criação de Yuji Natsume, conhecido por Blaster Master Zero e Bloodstained: Ritual of the Night, se saiu no Nintendo Switch 2? Então bora para aqueles cinco minutinhos sagrados, prepara o coado bem quentinho e vem comigo em mais uma análise do Pizza Fria!
Um mundo mágico dominado pelas bruxas das artes
Em Majogami, controlamos Shiroha, uma garota solitária que perdeu todas as suas memórias e agora segue uma longa jornada com um destino incerto. Ao despertar em uma terra estranha, distante de tudo o que conhece, ela encontra um peculiar pedaço de papel em forma humana, com um rosto desenhado, terno e gravata. O papel falante se apresenta como Shiori, o pai da garota, e logo revela seu verdadeiro nome, Shiroha.
Pouco depois, um grito desesperado ecoa pela região, uma jovem está em perigo, sendo perseguida por terríveis monstros de papel. No momento do desespero, o nome de sua espada, Kamikiri, surge na mente de Shiroha, que rapidamente derrota os inimigos, os chamados Apóstolos. Salva dos perigos, a garota se apresenta como Karma e convida Shiroha e seu pai de papel para seu esconderijo.
No refúgio, Karma explica que aquele lugar se chama Orchesgra, um mundo feito de papel e artesanato, completamente diferente de Luludidea, a realidade de onde Shiroha veio. É um reino governado pelas temidas Bruxas das Artes e seus Apóstolos, porém, a situação muda repentinamente, a aparência frágil de Karma se desfaz, revelando sua verdadeira identidade, ela própria é uma Bruxa das Artes.

Após um confronto mortal, Shiroha sai vitoriosa e recupera uma carta misteriosa, capaz de restaurar parte de suas lembranças. Logo em seguida, aparece uma entidade ainda mais poderosa, revelando que existem várias outras cartas como aquela, chamadas Recarte, e que todas as memórias da protagonista foram seladas nelas, agora sob a posse das Bruxas das Artes.
Assim tem início a jornada de Shiroha e seu pai, Shiori, o sábio pedaço de papel, em busca das Recartes para restaurar suas memórias e encontrar uma forma de voltar para Luludidea.
Experiência para todos os gostos
A fim de agradar a todos os públicos, do jogador casual ao mais hardcore, Majogami oferece três níveis de dificuldade que moldam completamente a jornada de Shiroha. Além do modo padrão, o Normal, cada opção altera atributos essenciais da protagonista e até mesmo o design dos estágios.
No modo Fácil, Shiroha inicia com 300 pontos de vida, em vez dos 100 do padrão, o dano por queda é reduzido, itens têm efeitos restauradores ampliados e os combos dos inimigos ficam mais fáceis de evitar. Para completar, alguns estágios recebem plataformas adicionais, ajudando jogadores menos experientes a progredir pela aventura.
O modo Difícil, por sua vez, transforma a jornada da garota em um verdadeiro teste de habilidade, aqui, Shiroha carrega o selo de defesa Fugaku, que reduz drasticamente sua proteção e a deixa vulnerável, sofrendo uma queda acentuada no escudo. O dano por queda aumenta, os efeitos de cura dos itens diminuem e o tempo de petrificação dos inimigos é encurtado, tornando os confrontos muito mais perigosos.

E para deixar tudo ainda mais desafiador no modo difícil, os chefes se tornam inimigos mais fortes, sua resistência ao estilo Mestre Espadachim sobe consideravelmente, e seus golpes ficam ainda mais devastadores. É a experiência ideal para quem busca dominar cada mecânica e superar Majogami em seu estado mais brutal.
Jogabilidade tão afiada quanto sua Kamikiri
Majogami é um jogo de ação e plataforma em 2D no estilo side-scrolling, ou seja, com o protagonista avançando da esquerda para a direita até alcançar o fim do estágio ou enfrentar o confronto principal. E aqui, meus amigos, a cereja do bolo são justamente os chefes, batalhas magníficas, desafiadoras e extremamente recompensadoras.
A jogabilidade de Majogami é simples, responsiva e intuitiva, à medida que a jornada de Shiroha avança, novas habilidades são adicionadas gradualmente ao seu repertório. Esses poderes podem ser adquiridos por meio dos pergaminhos vendidos na lojinha Etcetera, da simpática Uyuha, o que torna a progressão da campanha sempre interessante e impede que o jogo caia na repetição de apenas pular e apertar botões.
E por falar na Etcetera, antes de sair por aí picotando Apóstolos com sangue nos olhos, sempre vale dar uma passada na lojinha. Lá você encontrará uma lista de itens recomendados para o ato atual, desde consumíveis de cura até amuletos que oferecem vantagens importantes para Shiroha, além dos pergaminhos. Também é possível acionar a coruja branca, que ajuda a localizar tesouros raros escondidos em cada fase.

No mapa principal, você também pode acessar o menu Conversas, que é desbloqueado gradualmente e adiciona diálogos entre a protagonista, seu pai e outros personagens encontrados pelo caminho, expandindo a lore de Majogami para além da campanha principal.
Por fim, ainda no menu principal, estão os Testes, estágios especiais com condições únicas para serem concluídos. Eles variam de desafios de tempo, passando por uma fase no estilo Arkanoid, onde você rebate esferas para atingir inimigos, até estágios em que é permitido usar apenas a rasteira para chegar à cortina final. Cada teste rende uma recompensa e, ao concluí-los, você pode enviar seu tempo para os Rankes Globais, comparando seu desempenho com o de jogadores do mundo inteiro.
Audiovisual em um mundo de papel
Majogami possui três modos gráficos distintos, o modo leve, que prioriza a estabilidade durante o jogo, o modo desempenho, que oferece movimentos mais suaves, disponível apenas no modo TV, e o modo gráfico, que deixa os visuais ainda mais detalhados, sacrificando um pouco do desempenho, também exclusivo para o modo TV.
Dito isso, o jogo roda extremamente bem no Nintendo Switch 2 e, durante toda a minha jornada por Orchesgra, não presenciei bugs, gargalos ou travamentos. Visualmente, Majogami é um título muito bonito, Shiroha possui um leve traço preto como contorno, e uma roupa que mistura o preto com cores vibrantes, destacando-se dos cenários e dos inimigos, deixando tudo ainda mais vivo e estiloso. Cada elemento do jogo é muito bem construído, e reforça o charme artesanal do mundo de papel.
As músicas e efeitos sonoros são simples, mas funcionam perfeitamente para ambientar cada estágio. O destaque vai para a trilha que toca quando você aciona os astrais, canções cantadas que elevam o clima e destacam o clímax das batalhas.

Ah, e algo que eu jamais poderia deixar de mencionar, Majogami conta com excelente dublagem em japonês e legendas localizadas para o português do Brasil, garantindo uma experiência muito mais acessível e imersiva para os jogadores brasileiros.
Vale a pena jogar Majogami?
Sim, vale muito a pena jogar Majogami, especialmente se você gosta de jogos de ação e plataforma com identidade própria. A aventura de Shiroha é cativante, misturando uma história cheia de mistérios com um mundo estiloso feito de papel e artesanato. A jornada para recuperar as memórias da protagonista é acompanhada por personagens carismáticos e encontros marcantes com as Bruxas das Artes, garantindo momentos que realmente prendem o jogador.
A jogabilidade é simples, fluida e muito responsiva, evoluindo de forma gradual com novas habilidades e pergaminhos que tornam cada estágio mais interessante. As batalhas contra chefes são o grande destaque, desafiadoras, variadas e com visuais incríveis. Além disso, o jogo oferece modos de dificuldade que atendem tanto os jogadores casuais quanto quem busca um desafio à altura, sem falar nos “testes” opcionais, que aumentam a longevidade e incentivam a competir pelos ranques globais.
No quesito desempenho, Majogami brilha no Nintendo Switch 2, o game roda de forma estável, sem travamentos ou quedas perceptíveis, e ainda oferece três modos gráficos para quem prefere priorizar fidelidade visual ou fluidez. Os cenários são belíssimos, as cores vibrantes combinam perfeitamente com o estilo artístico, e a trilha sonora, embora simples, reforça bem a atmosfera de cada fase.
Por fim, o pacote fica ainda mais especial com a localização completa para o português do Brasil, incluindo legendas de qualidade e uma ótima dublagem japonesa, que torna tudo mais imersivo. Com história envolvente, ótima direção artística, desafios bem construídos e performance sólida, Majogami é uma excelente adição ao catálogo do Nintendo Switch e uma aventura que, ao menos, a meu ver, vale realmente o seu tempo.
Majogami está disponível para PC, via Steam, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.
*Review elaborada em um Nintendo Switch 2, com código fornecido pela INTI CREATES CO., LTD.


