Castlevania: Belmont’s Curse | Review

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Castlevania: Belmont’s Curse é um metroidvania 2D, desenvolvido pela Evil Empire e pela Motion Twin e publicado pela Konami. Nele, tomamos o papel de Rose Belmont, filha de Trevor Belmont e Sypha Belnades que, 23 anos depois dos eventos de Castlevania III: Dracula’s Curse, precisa ir até uma Paris em chamas e infestada de monstros para dar um jeito na bagunça criada pelo velho Drácula e seus parças. Sempre ele, não é mesmo?

Mas e aí, será que essa volta da família Belmont deu bom? É o que descobriremos agora, em mais uma análise vampiresca do Pizza Fria!

Que dia incrível para ser amaldiçoado

Saudações, caçadores e caçadoras de vampiros de meu coração! Estamos reunidos novamente neste que pode até ser conhecido como o site mais gótico, trevoso e elegante deste lado da Transilvânia, para falar de um jogo que prometeu matar minha saudade das aventuras em um tal castelo, de uma tal de Vania.

Fazia um bom tempo que a gente não via um Castlevania 2D inédito na praça, então fiquei muito curioso e interessado quando anunciaram Castlevania: Belmont’s Curse, ainda mais sabendo que ele vinha das mãos do pessoal responsável pelos incríveis Dead Cells e The Rogue Prince of Persia. Contudo, uma franquia desse tamanho voltando depois de tanto tempo sempre deixa a gente meio desconfiado, porque a expectativa vai lá em cima e o tombo pode ser feio (como costuma ser, infelizmente).

E como prometeram. Nova personagem, mecânicas, uma retomada do estilo que deixou a franquia ainda mais famosa e vozes da série animada da Netflix. Promessa é o que não falta. Mas, será que deu bom? Pois se ajeitem em suas cadeiras (ou caixões, como preferirem), e vamos descobrir juntos.

Castlevania: Belmont’s Curse
Hora de caçar nossa review. (Imagem: Divulgação)

História

Castlevania: Belmont’s Curse nos coloca na pele de Rose Belmont, filha de Trevor Belmont e Sypha Belnades, o casal que ajudou a dar cabo do Drácula lá em Castlevania III: Dracula’s Curse ao lado do Alucard sanfoneiro e o Grant sumido no rolê. A história se passa 23 anos depois daquela aventura, com a família Belmont sempre atenta e preparada para uma possível próxima ressurreição do conde mais odiado do momento.

A treta começa quando os Belmont são chamados pelo Bispo de Paris para tentar ajudar a salvar a cidade que, vejam só, está sendo tomada e devastada por toda sorte de demônios e aberrações. Rose e o pai partem, então, para tentar dar um jeito na situação fazendo o que a família faz de melhor: caçar monstros e derrotar a noite. Ou o que vive nela, ao menos.

Então, entre um monstro e outro, nossa Belmont caçula precisa descobrir quem está por trás de toda essa bagunça e dos planos para trazer o Drácula de volta mais uma vez, e, se possível, conseguir levar uma vida um pouquinho mais tranquila que a do pai.

Castlevania: Belmont’s Curse
Paris em chamas. (Imagem: Divulgação)

Gostei bastante da história de Castlevania: Belmont’s Curse, principalmente pela forma como ela explora nossa nova Belmont, a maldição que a consome (representada em seu braço) a relação dela com o pai e todas as tretas e esquemas por trás dessa nova ressurreição do Drácula. Rose é uma protagonista bem interessante, e acompanhar sua relação com Trevor, e seu próprio amadurecimento, foi muito legal.

Os antagonistas clássicos da série também estão muito bem representados, a começar pelo próprio Drácula, e o jogo faz várias conexões com a versão da Netflix de Castlevania, que, salvo alguns deslizes e uma terceira temporada bem fraca, entregou conteúdo de qualidade.

Além disso, fãs da franquia que forem atentos e exploradores vão encontrar vários pequenos acenos espalhados por boa parte das zonas e do conteúdo de Castlevania: Belmont’s Curse, o que deixa a exploração ainda mais recompensadora para quem acompanha os Belmont há um bom tempo. Excelente!

Castlevania: Belmont’s Curse
Rose não tem medo de nada. (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

Em essência, Castlevania: Belmont’s Curse é um metroidvania que aplica muito bem as bases do gênero, nos dando muita coisa para explorar, habilidades que ajudam tanto na movimentação quanto no combate, uma boa seleção de armas, um bocado de poderes especiais e bastante segredos para encontrar em cada cantinho do mapa.

Em se tratando de combate, temos um botão para ataque normal, um para magia, saltos, esquivas, aparos e muitas outras ferramentas para lidar com tudo que o jogo manda na nossa direção, o que deixa as lutas bem variadas e nos dá uma boa gama de opções de ataque e defesa. Eu, por exemplo, sempre tentava aparar tudo para contra atacar logo depois com minha arma de curto alcance.

Os desafios de plataforma de Castlevania: Belmont’s Curse também são excelentes e desafiadores de uma boa maneira, muito por conta dos controles bem responsivos e precisos. Isso é algo que não se vê sempre, e faz muito para que jogar o título seja um deleite. O jogo consegue capturar bem a essência do gênero, fazendo com que ele seja um dos melhores do estilo esse ano sem sombra de dúvida.

Castlevania: Belmont’s Curse
Como chego lá em cima? (IMagem: Divulgação)

Outro ponto legal é a exploração, que ficou excelente e recompensa o jogador curioso com relíquias úteis, atalhos, itens e mais um bocado de coisas. Por isso, vale muito a pena revisitar as zonas de Paris e do castelo sempre que aprendemos um truque novo. Geralmente costumo deixar isso para o final, mas aqui fiz durante todo meu tempo de jogo.

Somando tudo, temos um jogo que consegue entregar uma experiência bem arrojada e redonda, com desafio e diversão em igual medida ao seu jogador. Realmente curti o que vi, e acho que essa é uma das partes mais fortes do título.

Contudo, nem tudo são flores, e duas coisas me incomodaram em Castlevania: Belmont’s Curse. A primeira é que o começo é um pouco puxado demais, porque temos poucas opções defensivas, e a esquiva padrão da Rose não nos dá frames de invencibilidade, como acontece em outros jogos do gênero. Ou seja, sem poder aparar, o que resta é pular por cima ou abaixar, o que nem sempre dá certo. Isso diminui ao longo do tempo, mas gera uma frustração inicial.

A segunda é que, em alguns momentos, o jogo deu uns micro congelamentos que fizeram minha boneca teleportar para a frente, o que me fez errar um pulo ou outro. Não foi algo muito frequente, mas incomoda bastante numa sequência de plataforma mais apertada.

Castlevania: Belmont’s Curse
Por quê nada nunca é fácil? (Imagem: Divulgação)

Sons e visuais

Visualmente, Castlevania: Belmont’s Curse é sensacional, com personagens bem modelados e animados e um uso de cores muito impressionante. Seja nas catacumbas ou no castelo, tudo está muito bem feito, juntando o estilo próprio da desenvolvedora com o DNA da franquia. Realmente gostei do que vi.

O mesmo vale para a trilha sonora, que conseguiu capturar a essência de Castlevania sem perder sua própria identidade, inclusive com algumas remixagens bem boas, como a nova versão de Vampire Killer. As vozes também são um ponto forte de Castlevania: Belmont’s Curse, como já comentei lá no começo, com direito ao Drácula de Graham McTavish, o mesmo da série da Netflix. E, para fechar com chave de ouro, temos legendas em português!

Castlevania: Belmont’s Curse
Os visuais são um dos pontos altos. (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar Castlevania: Belmont’s Curse ?

Castlevania: Belmont’s Curse, minha gente, é um retorno muito bem-vindo para a franquia, que respeita o legado dos Belmont e ainda consegue ter uma cara própria, além de ser um dos melhores metroidvanias que joguei esse ano.

Temos uma história bem legal, com uma protagonista interessante e um monte de acenos para os fãs, uma jogabilidade precisa e cheia de ferramentas, desafios de plataforma excelentes, uma exploração que recompensa os curiosos, visuais sensacionais, uma trilha que honra a série e vozes de respeito. De negativo, o começo é um pouco puxado demais por conta das poucas opções defensivas, e alguns micro congelamentos me fizeram errar um pulo ou outro.

Sendo assim, Castlevania: Belmont’s Curse é um prato cheio para quem é fã da franquia ou de metroidvanias no geral, e também uma ótima porta de entrada para quem nunca pegou no chicote dos Belmont ou para quem esteja procurando algo legal para jogar e passar o tempo. Seja qual for seu caso, pode ir sem medo!

Castlevania: Belmont’s Curse será lançado em 15 de outubro de 2026 para PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S e PC, via Steam.

*Review elaborado em um PC equipado com uma Geforce RTX, com código fornecido pela Konami.

Castlevania: Belmont’s Curse

BRL 169,90
9.3

História

9.0/10

Gameplay

9.0/10

Gráficos e Sons

10.0/10

Extras

9.0/10

Prós

  • Jogabilidade precisa, responsiva e divertida
  • Exploração recompensa bastante o jogador
  • Boa variedade de armas e magias para usar e encontrar
  • Visuais sensacionais
  • Excelente trilha sonora, com boas adaptações de clássicos da franquia e vozes da série

Contras

  • Começo um pouco espinhoso, ao menos até conseguir a habilidade de aparar ataques
  • Alguns congelamentos curtos podem atrapalhar certos movimentos, ocasionalmente

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.