Lily in Puzzle World | Review

Lily in Puzzle World é um modesto jogo indie, daqueles feitos por apenas uma pessoa, que mistura plataforma e quebra-cabeça com desafios na dose certa. Com uma direção de arte charmosa, a Lily do título é uma criatura rosa alongada, mais parece um comprimido, que se encontra num mundo em preto e branco com traços simples e repleto salas com obstáculos.

Publicado pela eastasiasoft apenas em formato digital, Lily in Puzzle World foi desenvolvido apenas por Derik Figueredo e fica disponível a partir de hoje para PC e consoles.

Será que este jogo família perfeito para crianças vale a pena? Descubra na análise curtinha para o Pizza Fria!

Lily in Puzzle World: um lapso de diversão

Às vezes, a gente só quer um jogo para jogar quase sem compromisso, sem fritar a cabeça e sem arcos narrativos. É abrir o jogo para brincar com as nossas percepções e coordenação motora. Foi exatamente isso que encontrei em Lily in Puzzle World: uma brincadeira divertida.

Lily in Puzzle World
Oi, esta é a Lily! Ela precisa chegar até a chave para abrir a porta e escapar da fase. (Imagem: Reprodução)

Essa brincadeira é mais ou menos assim: um só jogador controla Lily, essa cápsula de comprimido rosada e fofa, por microfases que ocupam nada mais do que aquilo que vemos na tela.

E isso é quase tudo. Mas pera lá!

Lily in Puzzle World
Liberdade! Lily in Puzzle World é curtinho, sim, mas entretido enquanto dura. (Imagem: Reprodução)

As 50 fases estão recheadas de obstáculos (claro, faz parte da brincadeira!) como espetos, serras rotativas, plataformas móveis e blocos que caem depois de tocados.

Uma vez que a única habilidade de Lily é saltar, além de ir de um lado para outro, somos obrigados a termos precisão. Afinal, basta um único esbarrão com uma armadilha para Lily se desintegrar. Não tem problema, recomece a fase quantas vezes forem necessárias. Os controles são suficientemente rápidos para agir de acordo com o reflexo do jogador.

Alguns níveis ainda por cima têm disparadores de flechas escondidos, algo que nos obriga a não só sermos precisos, como a termos cadência dos movimentos.

E, por falar em movimentos, nosso objetivo maior é guiar Lily até a porta de saída, antes passando obrigatoriamente por um bloco com ícone de chave capaz de abri-la. Tudo isso enquanto evitamos obstáculos.

Lily in Puzzle World
O jogo de plataforma e quebra-cabeça está em português – não que seja realmente necessário pelo pouco texto. (Imagem: Reprodução)

Logo, logo percebemos que os blocos estão alinhados como numa grade e, frequentemente, Lily é mais alta que a passagem ou seu pulo é curto demais para superar o espaço entre plataformas…

Para estes momentos, um tempero a mais entra em jogo: um bloco especial capaz de transformar Lily em uma bolinha. Sua forma mais compacta é capaz de entrar em corredores estreitos e de planar um pouco mais longe que o salto comum.

Essa variação traz um tempero especial, pois esses micro desafios ganham uma camada de complexidade instigante. Se você gosta de quebra-cabeças, ao ver a fase, é necessário fazer uma certa engenharia reversa e traçar a rota certa, como naqueles passatempos labirínticos de revistas.

Traçou a rota de fuga? Agora é hora de executar seu plano e torcer para a coordenação entre olhos e mãos estar em dia!

Lily in puzzle world
Sem margem para erros: basta um esbarrão em qualquer armadilha para falhar.(Imagem: Reprodução)

Lily in Puzzle World não é punitivo, longe disso, mas a dificuldade também não é trivial. Eu diria que está no ponto certo entre a curva de aprendizado do jogo, duração, e diversão.

Contudo, ainda não acabou! Há dois desafios adicionais: as moedas e a opção de tempo.

Toda fase tem ao menos uma moeda para ser coletada que nem sempre está a fácil acesso. Não é obrigatório pegar nenhuma dessas moedas em momento algum, o jogador prossegue ao sair pela porta. Porém, as moedinhas servem para serem trocadas pelos quatro chapéus divertidos de Lily – um detalhe bobo e charmoso.

Outro desafio é o tempo. Tempo vem desabilitado no início e o jogador que quiser terminar as fases dentro de um tempo limite deve habilitar a opção pelo menu. Eu só liguei o desafio do cronômetro depois que terminei todos os níveis e devo dizer que o limite é bem apertado.

Lily in Puzzle World
Lily muda de forma e, quando bolinha, salta planando, além de caber em espaços apertados. (Imagem: Reprodução)

Vale a pena jogar Lily in Puzzle World?

O que me fez querer jogar foi o trailer com seus visuais simples. Naquele momento eu não tinha ideia do escopo do jogo a não ser essa noção de quebra-cabeças do tipo “encontre a saída”.

A experiência é modesta, mas ainda assim honesta.

O bloco com a chaves e as moedas estão em lugares complicadinhos? Tudo bem! Repetimos a fase curtinha algumas vezes até conseguirmos sair. Nada exigente no nível de Celeste ou para ficar possesso de raiva. 😅

Lily in Puzzle World
Se você gosta de um pouco mais de desafio, tente superar a fase dentro do tempo limite. (Imagem: Reprodução)

Se por um lado o jogo não dura muito, por outro, também não é caro. Pois por menos de duas horas, os enigmas foram um ótimo entretenimento quase casual, sem ambição maior e ainda assim bem divertidos. Imagino que, nas outras plataformas, acabe virando um daqueles jogos de conquistas e troféus rápidos. Ainda assim, é uma boa pedida para distrair visitas e alternar jogadores.

Gostaria de ter mais para jogar? Com certeza! E vou esperar uma atualização – quem sabe a possibilidade de editar e criar fases?

No fim, Lily in Puzzle World é um ótimo jogo para família, daquele estilo “morreu, passa o controle”, para se divertir sem compromisso e ótimo para crianças (e para todo mundo).

Lily in Puzzle World está disponível para PC, via Steam e Microsoft Store, Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch.

*Review elaborada no Nintendo Switch, com código fornecido pela eastasiasoft.

Lily in Puzzle World

+ R$ 16,99
7

Diversão

8.0/10

Dificuldade

8.0/10

Jogabilidade

8.0/10

Visuais

6.0/10

Sons

5.0/10

Prós

  • Fofo sem ser bobo
  • Divertido e descompromissado
  • Dificuldade ideal
  • Preço justo

Contras

  • MUITO curtinho
  • Um editor de fases viria a calhar!
  • Assim como dois jogadores...

Carlos Maestre

Jornalista que passou a pesquisar acessibilidade digital pela constante necessidade de inverter o eixo Y - desde GoldenEye 007. Cresceu com a Nintendo e fã da (atual) Microsoft, quer a velha Rare de volta. Além de achar divertido caçar conquistas, sofrerá uma intervenção a qualquer instante por culpa de Stardew Valley.