Nintendo Switch Sports Resort | Review
Nintendo Switch Sports Resort foi lançado em 22 de outubro de 2026, trazendo mais um jogo exclusivo para o Nintendo Switch 2. Desenvolvido e publicado pela Big N, o game reúne 12 modalidades esportivas que utilizam os controles por movimento do console. Tudo isso em uma ilha paradisíaca, com partidas para até quatro jogadores no multiplayer local ou até 16 jogadores no modo online.
Confesso que foi muito bom reencontrar algumas modalidades que fizeram parte das minhas jogatinas desde os tempos do Wii Sports, lá em 2006. E, depois de passar várias horas explorando o Spocco Resort, na Ilha Wuhu, fiquei bastante satisfeito com o que encontrei. Os controles por movimento dos Joy-Con 2 respondem muito bem, as partidas são fáceis de aprender e a variedade de esportes permite alternar entre competições mais intensas e atividades tranquilas, daquelas que você aproveita sem pressa.
Me diverti bastante com as novidades, especialmente com as atividades que permitem explorar a ilha pelo ar, pela terra e pelo mar. Mas será que o retorno de uma das franquias esportivas mais queridas da Nintendo conseguiu aproveitar bem os recursos do novo console? Prepare aquele coado bem quentinho para recarregar as energias, dê uma pausa para o alongamento e venha comigo rumo à Ilha Wuhu em mais uma análise do Pizza Fria!
Seja bem-vindo à nova temporada de esportes
A história de Nintendo Switch Sports Resort começa lá em 2006, com o lançamento de Wii Sports para aquele console charmoso, o Nintendo Wii. Mais do que apresentar as possibilidades de seus incríveis controles por movimento, o jogo levou a diversão para dentro de casa de uma maneira que aproximava jogadores experientes, crianças e aqueles que nunca haviam se interessado por videogames. Bastava segurar o Wii Remote e movimentar o braço para rebater uma bola de tênis, derrubar os pinos no boliche ou disputar uma partida de boxe.
Desenvolvido e publicado pela própria Nintendo, Wii Sports chegou junto com o console e se tornou parte da experiência de muitos jogadores que compraram o Wii. A combinação de simplicidade, diversão e partidas compartilhadas com os amigos ajudou a transformar o título em um dos grandes sucessos da geração, estabelecendo as bases para o futuro dessa deliciosa franquia.
Três anos depois, em 2009, chegou Wii Sports Resort, também para o Wii. Dessa vez, a Nintendo ampliou a proposta com 12 modalidades esportivas e levou os jogadores até a Ilha Wuhu, cenário que se tornaria uma das marcas mais reconhecíveis da série. Na época, o jogo aproveitou o Wii MotionPlus, acessório que permitia reconhecer os movimentos do controle com maior precisão.

Em outubro de 2013, a franquia recebeu Wii Sports Club, lançado para o Nintendo Wii U. O título resgatou modalidades do primeiro jogo, com gráficos aprimorados e partidas online. É importante deixar bem claro que, embora compartilhassem a mesma base, cada lançamento procurou aproveitar os recursos de seu respectivo console, mantendo a acessibilidade como um dos principais pilares da experiência.
Após um hiato de quase uma década, a franquia voltou a ganhar destaque em 2022, com Nintendo Switch Sports, lançado para o Nintendo Switch. O jogo trouxe modalidades conhecidas, como tênis e boliche, além de novidades como vôlei, badminton e futebol. Os Joy-Con permitiam reproduzir os movimentos dos jogadores durante as partidas, enquanto os famosos Miis, personagens que marcaram a era do Nintendo Wii, também retornaram.
Eis que Nintendo Switch Sports Resort foi lançado em 22 de outubro de 2026, exclusivamente para o Nintendo Switch 2, dando continuidade a essa proposta. O novo jogo reúne esportes clássicos e atividades inéditas, além de trazer de volta a Ilha Wuhu, agora com possibilidades de exploração que vão além das partidas tradicionais.

Por fim, só para esclarecer, Nintendo Switch Sports Resort não é um remake de Wii Sports Resort, mas um jogo inédito, trazendo a proposta de revisitar uma das experiências mais populares da Nintendo e adaptá-la aos recursos do novo console, com os Joy-Con 2.
Encaixe as alças e coloque as pulseiras
Como o próprio nome sugere, Nintendo Switch Sports Resort é um jogo de esportes que reúne 12 modalidades bem diferentes entre si, todas com controles simples e intuitivos. A proposta funciona tanto para jogadores casuais quanto para os mais experientes, incluindo quem não costuma jogar videogame ou tem pouco tempo para isso, mas procura uma maneira de se movimentar sem precisar sair de casa.
Uma das coisas que mais gostei foi a rapidez com que o jogo permite começar uma partida. Logo na tela inicial, encontramos uma interface minimalista, com opções bem organizadas e acesso fácil às modalidades. Essa praticidade combina bastante com a proposta do título, já que você consegue escolher um esporte e começar a jogar em poucos instantes, sem precisar navegar por vários menus. Há até uma atividade de pular corda para quem quiser fazer um aquecimento antes das disputas.
Outro acerto está na acessibilidade dos comandos. Todas as modalidades oferecem suporte para canhotos e destros, permitindo escolher a mão dominante antes de começar. É um cuidado simples, mas que faz diferença em um jogo tão dependente dos movimentos do jogador, especialmente quando a ideia é reunir pessoas com diferentes níveis de familiaridade com videogames.

Começando pelo tênis, temos uma das modalidades mais tradicionais da franquia. Aqui, os movimentos do Joy-Con 2 reproduzem as rebatidas da raquete, enquanto os personagens se deslocam automaticamente pela quadra. Essa combinação deixa as partidas bastante acessíveis, já que você pode concentrar sua atenção no momento certo de acertar a bola, sem precisar se preocupar com a movimentação dos atletas.
O esporte oferece dois modos offline. Na partida tradicional, até quatro jogadores podem participar de confrontos em duplas, enquanto a partida descontraída permite disputas individuais, com uma bola maior e movimentos mais lentos. Gostei dessa diferença entre as modalidades, pois a segunda opção facilita bastante o aprendizado e permite que jogadores menos experientes acompanhem as partidas sem tanta dificuldade. Ao mesmo tempo, quem já conhece os comandos pode aproveitar o ritmo mais acelerado dos confrontos tradicionais.
Assim como o tênis, o boliche é um dos grandes clássicos da franquia e continua sendo uma ótima opção para reunir os amigos. Os movimentos são fáceis de executar com apenas um Joy-Con 2, e as partidas tradicionais permitem até quatro participantes. O destaque, porém, fica para o modo especial, que acrescenta obstáculos e pisos móveis às pistas, exigindo um pouco mais de atenção na hora dos arremessos. Gostei dessa variação, pois ela quebra a previsibilidade das partidas convencionais e traz desafios diferentes para uma modalidade que já conhecemos há bastante tempo.

O jogo de 100 pinos, disponível para até quatro participantes, também merece atenção. A pista fica abarrotada de pinos, e derrubar dezenas deles com um único arremesso é bastante divertido. As canaletas fechadas facilitam as partidas para iniciantes, sem eliminar o desafio de conseguir uma boa pontuação.
Já o tiro com arco utiliza os dois Joy-Con 2 para simular os movimentos de segurar o arco e disparar uma flecha. A modalidade exige um pouco mais de coordenação, especialmente na hora de alinhar a mira, mas os comandos são fáceis de aprender.
Após a primeira partida, você desbloqueia o modo especial, no qual cada jogador precisa acertar uma seção específica do alvo. A direção e a velocidade do vento também influenciam os disparos, exigindo precisão e tornando as disputas ainda mais interessantes.

Outro grande clássico da franquia, o boxe ficou ainda melhor com a precisão dos Joy-Con 2. Os movimentos dos controles permitem desferir socos, proteger diferentes partes do corpo e esquivar dos ataques, enquanto a barra de stamina exige cuidado para não gastar toda a energia de uma vez. As lutas podem ser disputadas contra a CPU, com três níveis de dificuldade, ou entre dois jogadores, desde que cada um tenha seu próprio par de Joy-Con 2.
O voleibol, que estreou no jogo anterior, também aposta em comandos simples, mas exige atenção ao ritmo das jogadas. As partidas acontecem entre duas duplas, com seu parceiro controlado pela CPU, quando não há outro jogador humano na equipe, e envolvem recepções, levantamentos, cortadas e bloqueios.
Gostei bastante da possibilidade de movimentar o personagem pelo analógico, mesmo com o deslocamento automático, pois isso oferece um controle adicional, e ainda mais liberdade durante as disputas.

Já o modo Manchetes no Ritmo testa a precisão dos jogadores em três níveis de dificuldade. Até quatro participantes disputam quem consegue acertar mais manchetes acompanhando a música. A proposta é simples, mas encontrar o tempo certo dos movimentos rende partidas bastante divertidas.
O tênis de mesa foi uma das modalidades de que mais gostei. Os comandos são intuitivos, e a resposta da bola à força e à inclinação da raquete permite aplicar diferentes efeitos, deixando as disputas variadas e agradáveis de jogar.
Além das partidas tradicionais para dois jogadores, há o Desafio de Devoluções, que reúne até quatro participantes para acertar latinhas com a bolinha antes que o tempo acabe. É uma variação que exige reflexos rápidos e boa precisão nas rebatidas.

O basquete oferece quatro modos offline, com destaque para as partidas de dois contra dois, que permitem até quatro jogadores. Os comandos são intuitivos, e a alternância entre ataque e defesa funciona muito bem, deixando as disputas divertidas e dinâmicas. A CPU também pode atuar como companheira de equipe.
Para variar, há três desafios de arremesso. O Desafio de Triplos permite treinar sozinho, enquanto a Batalha de Triplos e a Série de Cinco reúnem de dois a quatro jogadores em competições de cestas de longa distância ou de cinco acertos consecutivos.
E chegamos ao golfe. Ah, que modalidade maravilhosa! Joguei esse esporte lá em 2006, no Wii Sports, e foi muito bom reencontrá-lo com controles mais refinados e precisos no Nintendo Switch 2. A resposta dos Joy-Con 2 torna as tacadas agradáveis de executar, seja para relaxar sozinho, seja para disputar uma partida com até três amigos.

O jogo oferece três cenários e permite escolher entre partidas rápidas, de três a nove buracos, ou percursos completos de 18 buracos. Gostei dessa flexibilidade, que permite aproveitar a modalidade tanto em sessões curtas quanto em disputas mais demoradas.
A luta de polegares é uma das novidades mais curiosas de Nintendo Switch Sports Resort. Nela, dois jogadores tentam imobilizar o polegar do adversário para conseguir o nocaute. Os comandos são simples, mas exigem atenção ao momento certo de atacar e escapar das investidas. Achei a modalidade bastante divertida, especialmente pela maneira inusitada como utiliza os movimentos do Joy-Con 2.
Além dos modos offline que apresentei nas nove modalidades competitivas, o jogo também permite enfrentar jogadores do mundo inteiro por meio de pareamento automático. Testei as partidas online e tive uma ótima experiência. Encontrei adversários rapidamente, com níveis de habilidade semelhantes ao meu, e não enfrentei problemas de lag.

Os últimos três são os esportes recreativos
Chegamos aos esportes recreativos, que permitem aproveitar o jogo até mesmo sentado no sofá. O avião a hélice é uma das atividades mais agradáveis para relaxar, especialmente no modo Passeio Turístico, em que você sobrevoa a ilha, registra fotografias e descobre seus pontos de interesse em diferentes horários do dia.
Gostei da maneira como o Joy-Con 2 é utilizado, basta segurá-lo como um aviãozinho de papel e inclinar o controle para conduzir a aeronave. Os movimentos são intuitivos, e explorar o cenário sem a pressão de uma competição torna o passeio bastante prazeroso.
Para quem prefere uma disputa, há o modo Com a Bola Toda, que reúne de dois a quatro jogadores em uma competição para estourar o maior número possível de bolas e conquistar a melhor pontuação.

O avião a hélice também oferece o modo Livre, no qual até quatro jogadores podem explorar os arredores do resort sem limite de tempo. É uma boa oportunidade para conhecer os cenários com calma, sem precisar cumprir objetivos.
O skate e a motonáutica seguem uma estrutura semelhante, com passeios turísticos, exploração livre e desafios próprios. No skate, são quatro áreas para percorrer, e o destaque fica para o uso do Joy-Con 2 no modo mouse.
Apoiado sobre uma superfície plana, o controle permite ganhar impulso, fazer curvas e saltar com movimentos simples. Achei a mecânica intuitiva e bastante divertida, especialmente por oferecer uma maneira diferente de aproveitar os recursos do controle.

O skate também conta com a Corrida sobre Rodas, um modo competitivo para até quatro jogadores que exige velocidade e habilidade para aproveitar os obstáculos e chegar primeiro à linha de chegada.
Já a motonáutica, que tive a oportunidade de experimentar na Brasil Game Show deste ano, permite navegar pelos mares do resort e conhecer os pontos turísticos da ilha. A pilotagem utiliza os dois Joy-Con 2 para simular os movimentos de condução da embarcação, incluindo curvas, aceleração e até um impulso extra com o turbo. Os comandos são intuitivos, e gostei bastante da liberdade de explorar a ilha enquanto pilotava.
Por fim, a Corrida Marítima oferece disputas em circuitos aquáticos para até quatro jogadores no multiplayer local. Quem não tiver dois pares de Joy-Con 2 também pode competir sozinho, tentando superar seus próprios tempos nas pistas.

Ainda mais formas de jogar
Além das modalidades esportivas, Nintendo Switch Sports Resort oferece outras opções para aproveitar o jogo. É possível criar ou participar de lobbies online para jogar com amigos, embora eu não tenha conseguido testar essa função. Já no Amistoso Online, os esportes são escolhidos aleatoriamente, sem a preocupação com rankings. Testei o modo, encontrei adversários rapidamente e tive partidas estáveis, sem problemas de lag.
Para quem prefere jogar sozinho, a Coroa da Ilha oferece um bom incentivo para continuar competindo. Nesse modo offline, você enfrenta adversários controlados pela CPU e tenta subir da 20ª posição até o topo da classificação em cada um dos nove esportes competitivos. Gostei desse sistema de progressão, pois ele dá um objetivo às partidas e recompensa as vitórias com itens cosméticos.
No Centro de Itens, você pode gastar os pontos conquistados nas partidas para desbloquear roupas, títulos e expressões, personalizando seu personagem de acordo com suas preferências. O espaço também permite criar seu próprio Mii, trazendo de volta os avatares clássicos da Nintendo.

Há ainda seleções semanais e mensais de itens por tempo limitado, que incentivam o jogador a retornar para conferir as novidades.
Audiovisual de Nintendo Switch Sports Resort
Como era de se esperar de um jogo desenvolvido pela própria Nintendo, tudo funciona muito bem por aqui. Durante toda a minha experiência com Nintendo Switch Sports Resort, não encontrei bugs nem problemas de desempenho. A jogabilidade se manteve estável tanto no modo TV quanto no modo semiportátil.
Nintendo Switch Sports Resort não impressiona pelos gráficos, mas apresenta uma identidade visual própria, com personagens bem modelados e a possibilidade de utilizar os saudosos Miis. Tudo é bem polido e preserva o estilo característico da franquia. Os cenários também oferecem variedade, com diferentes paisagens e horários do dia, além de atividades que levam o jogador a explorar a Ilha Wuhu pelo ar, pela terra e pelo mar. O resultado é um conjunto visual bem refinado, mesmo sem apostar em gráficos de última geração.
A trilha sonora e os efeitos sonoros também merecem elogios. As músicas combinam com cada modalidade e ajudam a manter o clima descontraído das partidas, enquanto os efeitos dão mais impacto às ações realizadas durante os jogos. São detalhes que tornam a experiência mais agradável e envolvente.

Por fim, temos uma ótima notícia para o público brasileiro: Nintendo Switch Sports Resort conta com localização para o português do Brasil, incluindo textos e vozes. Isso facilita o acesso ao conteúdo e torna a experiência mais confortável para quem prefere jogar em nosso idioma, demonstrando atenção da Nintendo aos jogadores brasileiros.
Vale a pena jogar Nintendo Switch Sports Resort?
Sem dúvidas, vale a pena jogar Nintendo Switch Sports Resort! O novo título acerta ao preservar a diversão descomplicada que tornou a franquia tão popular, ao mesmo tempo que amplia as possibilidades para quem gosta de experimentar atividades diferentes. É aquele tipo de jogo que funciona muito bem para reunir a família, desafiar os amigos e transformar alguns minutos livres em boas sessões de jogatina.
Outro ponto positivo é a variedade de experiências oferecidas pelo jogo, que permite alternar entre disputas competitivas, atividades mais tranquilas e momentos de exploração. A combinação de controles por movimento, partidas online e opções de personalização dá motivos para continuar jogando mesmo depois das primeiras horas. E o retorno à Ilha Wuhu traz um charme especial para quem acompanha a série desde os tempos do Nintendo Wii.
Claro que a experiência fica ainda melhor para quem gosta de jogos casuais e multiplayer, já que boa parte da diversão está em compartilhar as partidas com outras pessoas. Ainda assim, a variedade de modalidades e a facilidade para aprender os comandos tornam Nintendo Switch Sports Resort uma opção bastante acessível. Para quem procura um jogo descontraído para aproveitar o Nintendo Switch 2 sozinho ou acompanhado, vale dar uma chance ao novo capítulo da franquia.
Nintendo Switch Sports Resort foi lançado no dia 22 de outubro de 2026 e está disponível exclusivamente para Nintendo Switch 2.
*Review elaborada com código fornecido pela Nintendo.
Nintendo Switch Sports Resort
BRL 279,90Prós
- Localização para o português do Brasil.
- 12 modalidades esportivas com propostas e mecânicas variadas.
- Controles por movimento intuitivos e precisos, fáceis de aprender.
- Multiplayer online estável nos testes realizados, com partidas encontradas rapidamente.
Contras
- Algumas modalidades exigem controles adicionais para aproveitar o multiplayer local.
- Parte da diversão depende de jogar com outras pessoas, o que pode limitar o apelo para quem prefere experiências solo.




