Pokémon Pokopia | Review

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Ditto já foi praticamente tudo dentro da franquia Pokémon. Virou outros Pokémon, pessoas, objetos e sabe-se lá mais o quê ao longo das últimas décadas. Em Pokémon Pokopia, porém, o simpático monstrinho rosa assume talvez sua função mais inusitada até hoje: pedreiro, fazendeiro, decorador, cozinheiro e, principalmente, responsável pela reconstrução de um mundo inteiro.

Lançado exclusivamente para Nintendo Switch 2, Pokémon Pokopia deixa de lado batalhas e capturas tradicionais para apostar em uma experiência de simulação de vida e construção. Em vez de viajar por uma região atrás de insígnias, Ditto precisa recuperar ambientes, criar habitats e convencer diferentes Pokémon a ocuparem novamente um mundo bastante castigado.

É uma mudança e tanto para a série. Para quem já passou algumas dezenas de horas construindo cidades em outros jogos do gênero, nem tanto. Durante praticamente toda a minha jornada, uma comparação não saiu da cabeça: eu estava jogando algo muito parecido com Dragon Quest Builders, só que com Pokémon. Isso é ruim? Nem um pouco. Eu me diverti bastante. Quer saber por quê? Vem comigo em mais uma review do Pizza Fria!

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Cada Pokémon tem um trabalho a fazer

Uma das melhores decisões de Pokémon Pokopia é não tratar suas criaturas como decoração espalhada pelo cenário. Os Pokémon participam diretamente da transformação do mundo e possuem características e especialidades próprias.

Quer construir determinadas estruturas? Você vai precisar de Pokémon capazes de trabalhar nelas. Quer alterar elementos do ambiente? Outras espécies entram em cena. Ao longo da aventura, Ditto também aprende movimentos inspirados em seus novos amigos, que funcionam quase como ferramentas para manipular o cenário.

É uma adaptação muito boa de algo tão característico de Pokémon para um gênero no qual picaretas, pás, regadores e machados normalmente seriam as estrelas. Pequenos detalhes ajudam a vender essa ideia.

Pokémon Pokopia
Ações aleatórias no mundo real interferem em Pokémon Pokopia (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Em determinado momento, por exemplo, mandei construir uma casa. O jogo informou que ela estaria pronta às 19h48. Olhei no relógio e eram 19h33. Os Pokémon levariam 15 minutos do nosso tempo real para terminar o trabalho.

E lá estavam eles, ocupados na construção enquanto eu podia seguir minha vida e fazer outra coisa. Combina muito bem com a proposta.

Há também minigames e atividades espalhadas pelo caminho. Uma delas coloca Bulbasaur usando suas vinhas como uma espécie de corda enquanto Ditto precisa pular no momento certo. Nada que vá redefinir o gênero, claro, mas são distrações que ajudam Pokopia a manter aquele clima de jogo que raramente cobra alguma coisa de você.

E essa característica aparece o tempo todo! Pokémon Pokopia não tenta desesperadamente disputar sua atenção. Você pode decorar sua casa, mexer em um habitat, procurar materiais, cuidar dos Pokémon ou simplesmente sair andando para ver o que encontra. O jogo parece confortável em deixar você perder tempo. E funciona muito bem por causa disso.

Pokémon Pokopia
Passei noites jogando Pokémon Pokopia buscando construir minha cidade (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Dragon Quest Builders encontrou Pokémon Quest?

Visualmente, Pokémon Pokopia adota uma estética simplificada que em diversos momentos me lembrou Pokémon Quest. Coloque isso ao lado de uma estrutura de construção extremamente familiar para quem já jogou Dragon Quest Builders e você tem uma descrição razoavelmente precisa do que acontece aqui.

Eu terminei os dois Dragon Quest Builders e gostei bastante de ambos. Nunca fui exatamente um jogador de Minecraft, então minha principal referência neste gênero está muito mais próxima da série da Square Enix. A sensação de familiaridade apareceu rápido.

Pokémon Pokopia
Pokémon Pokopia traz cinco áreas jogáveis em sua versão base (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Você chega a uma região, coleta recursos, modifica o terreno, desbloqueia novas possibilidades, constrói estruturas e gradualmente transforma aquele espaço em algo completamente diferente de quando chegou. Pokopia encontra sua identidade ao colocar os próprios Pokémon no centro desse processo.

Há centenas de espécies para encontrar, mas a lógica passa longe de sair arremessando Poké Bolas pelo mapa. Pokémon são atraídos por habitats adequados às suas características, então descobrir quais elementos precisam existir para determinadas espécies aparecerem vira parte importante da experiência. A Pokédex acaba funcionando também como um gigantesco quebra-cabeça de decoração. E funciona.

Só que, por melhor que essa adaptação seja, Pokopia raramente passa a sensação de estar fazendo algo realmente novo. É competente em praticamente tudo que propõe, mas bastante confortável em ideias que outros jogos já exploraram antes.

Pokémon Pokopia
Surf é com Lapras! (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Onde foi parar aquele Pokémon?

Quanto mais você desenvolve uma região, mais movimentada ela fica. Novos Pokémon aparecem, casas são construídas, habitats ocupam espaços antes completamente vazios e aquele cenário inicialmente desolado começa a parecer uma comunidade de verdade. É muito legal acompanhar essa transformação. Até você precisar encontrar um Pokémon específico.

As criaturas não ficam necessariamente paradas em suas casas ou habitats. Elas circulam pelos ambientes. Então, quando você precisa de determinada espécie para realizar uma ação, seja acender alguma coisa, trabalhar em uma instalação ou usar uma habilidade, pode acabar andando de um lado para o outro procurando por ela.

Existe uma forma de consultar a localização dos Pokémon pelo mapa, mas ela poderia ser bem mais prática. É necessário abrir o menu e procurar onde cada um está, quando uma indicação mais direta durante a exploração resolveria boa parte do problema. Nas primeiras horas, parece uma reclamação pequena. Depois de colocar dezenas e dezenas de Pokémon na mesma região, deixa de ser.

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Peakychu! (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Trabalhar menos também é uma recompensa

Outra boa decisão de Pokémon Pokopia aparece na forma como suas melhorias reduzem tarefas que antes davam mais trabalho. Nas primeiras horas, várias ações são bastante manuais. Conforme novas regiões são desbloqueadas e sistemas como a culinária entram em cena, os movimentos de Ditto começam a ficar mais eficientes. Leafage, aprendido com Bulbasaur, é um bom exemplo.

No começo, o movimento permite criar vegetação em uma pequena porção do terreno. Melhorias posteriores fazem a mesma ação cobrir espaços maiores. Algo que antes exigia repetir o comando diversas vezes passa a ser resolvido muito mais rápido. Parece simples, mas faz uma diferença enorme em um jogo que pode facilmente consumir dezenas de horas.

As melhorias não servem apenas para entregar ferramentas novas. Elas também diminuem a quantidade de trabalho necessária para tarefas antigas. Felizmente, Pokopia entende que ninguém deveria passar 100 horas regando quadradinho por quadradinho.

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Quanto custa? Tô precisando de uma, Ditto (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Um motivo para voltar amanhã

O relógio real aparece em outras partes da experiência. Uma das atividades mais interessantes são as Dream Islands. Depois de encontrar Drifloon, Ditto pode mostrar diferentes bonecas ao Pokémon e viajar para áreas pré-definidas cheias de recursos e itens.

Cada boneca pode levar a um lugar diferente. Encontrar uma nova significa também descobrir outro destino. Existe, porém, uma limitação diária. Uma nova Dream Island pode ser gerada apenas uma vez por dia com aquele Drifloon.

Pokopia possui outras atividades que seguem essa lógica de voltar em outro momento, inevitavelmente próxima de Animal Crossing. Durante minha experiência, porém, nunca senti que o jogo usasse isso para bloquear artificialmente meu progresso. Sempre havia outra coisa para fazer. E existe muita coisa para fazer.

Pokémon Pokopia
Reunindo a tropa! (Imagem: Divulgação

Completar a história é uma parte. Preencher a Pokédex, encontrar habitats, melhorar regiões, construir cidades do jeito que você quiser e descobrir tudo que está escondido pelo mundo formam praticamente outro jogo.

A campanha principal pode ser concluída em aproximadamente 30 ou 40 horas, dependendo bastante da maneira como cada pessoa joga. Tratar os créditos como o fim de Pokopia, porém, seria ignorar uma enorme parte da proposta.

Quem realmente quiser completar tudo pode facilmente imaginar uma jornada de 100, 120 horas ou mais. Ou simplesmente infinita, caso construir seja o seu negócio.

O Switch 2 dá conta do recado

Pokémon Pokopia foi concebido exclusivamente para Nintendo Switch 2, e sua apresentação combina bastante com a proposta. O estilo visual simples não tenta impressionar pela quantidade absurda de detalhes ou por alguma demonstração técnica. O charme aparece nas animações dos Pokémon, na transformação das regiões e na quantidade cada vez maior de elementos ocupando o cenário. É um jogo que cresce visualmente junto com aquilo que você constrói.

A experiência busca manter 60 quadros por segundo tanto no modo portátil quanto com o console conectado à televisão. Existem momentos em que o desempenho oscila, principalmente conforme algumas áreas recebem mais elementos, mas nada que tenha mudado substancialmente minha experiência.

No portátil, inclusive, a estrutura de Pokopia combina muito bem com sessões curtas. Entrar, cuidar de uma construção, coletar recursos, resolver um pedido e sair funciona especialmente bem com o Switch 2 nas mãos. Claro que aquela construção rápida pode virar duas horas procurando um Scyther. Acontece.

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Será que um dia conseguirei mostrar minhas habilidades de arquiteto Pokémon? (Imagem: Divulgação)

Bubbly Basin nos manda para o fundo do mar

Poucos meses depois do lançamento, Pokémon Pokopia recebeu a primeira parte de seu Expansion Pass. Bubbly Basin leva Ditto para uma nova cidade submersa e adiciona Pokémon, habitats, móveis e atividades. Para chegar até lá, é necessário aprender Dive, movimento que permite explorar áreas debaixo d’água. Há uma distinção importante aqui: Dive não pertence exclusivamente à expansão paga. O movimento foi disponibilizado para todos por meio de uma atualização gratuita.

Na prática, Ditto ganha uma bolha ao redor do corpo e passa a explorar o fundo do mar, onde pode continuar construindo e modificando ambientes de maneira muito parecida com aquilo que já fazia em terra firme.

Bubbly Basin aproveita a mudança de cenário para introduzir algumas ideias próprias. Existem estruturas que podem flutuar em diferentes alturas debaixo d’água, uma nova Dream Island relacionada à Starmie Doll e, obviamente, novos Pokémon aquáticos para encontrar. É legal. Mas continua sendo Pokémon Pokopia. Essa é, ao mesmo tempo, a melhor e a pior coisa que posso dizer da expansão.

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Aprendendo a mergulhar! (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Mais do mesmo nem sempre é algo ruim

Não entrei em Bubbly Basin esperando que Pokopia se transformasse em outro jogo, mas ainda assim esperava que a nova região trouxesse alguma mecânica capaz de alterar mais profundamente o loop original. Isso não acontece. Mergulhar muda a maneira como navegamos pelo cenário e permite explorar verticalmente o ambiente submarino, mas a lógica continua essencialmente a mesma: encontrar Pokémon, conseguir recursos, construir habitats, atender pedidos e recuperar uma nova região.

Para quem terminou Pokopia e queria apenas um motivo para voltar, funciona muito bem. Você ganha outra área para desenvolver, mais criaturas para encontrar, novos objetos e novas possibilidades de construção. É exatamente aquilo que alguém que gostou das dezenas de horas anteriores provavelmente gostaria de receber. Quem terminou o jogo cansado do ciclo, por sua vez, dificilmente encontrará em Bubbly Basin alguma coisa capaz de mudar sua opinião.

Existe ainda a questão do modelo escolhido para o conteúdo. A expansão não é vendida individualmente e representa apenas a primeira de três partes do Pokémon Pokopia Expansion Pass. No Brasil, o pacote custa R$ 194,90 e, quando Bubbly Basin chegou, ainda sabíamos muito pouco a respeito das duas entregas seguintes.

Pokémon Pokopia
Bubbly Basin é a primeira parte do DLC de Pokémon Pokopia (Captura de tela: Lucas Soares/Pizza Fria)

Agora esse cenário está um pouco mais claro. A segunda parte, prevista para o fim de 2026, será bem mais modesta e concentrada em customização, permitindo colocar acessórios como óculos, laços e gravatas em Ditto e nos outros Pokémon. A Nintendo também promete novos Pokémon e móveis, mas até o momento não anunciou uma nova área jogável para essa etapa. A terceira parte, prevista para 2027, volta a aumentar a escala do conteúdo e já foi confirmada com uma nova cidade para explorar e reconstruir, embora ainda não saibamos praticamente nada a respeito dela.

Isso torna a avaliação do Expansion Pass um pouco estranha neste momento. Bubbly Basin é uma expansão bastante tradicional, com uma região própria, novas atividades e algumas variações interessantes dentro do que Pokopia já fazia. A segunda parte parece muito mais próxima de um pacote de customização, enquanto a terceira promete novamente algo de maior porte. Os R$ 194,90 continuam comprando as três entregas, mas já sabemos que elas não terão necessariamente o mesmo tamanho ou a mesma ambição.

Vale a pena comprar Pokémon Pokopia?

Não acredito que Pokémon Pokopia revolucione os jogos de construção ou de simulação de vida. Durante boa parte da minha experiência, fiquei com a sensação de estar jogando uma espécie de skin de Pokémon para Dragon Quest Builders, e ainda acho que essa é uma comparação bastante justa.

A diferença é que essa skin foi muito bem pensada. Os Pokémon não estão ali apenas porque Pikachu vende. Suas habilidades interferem diretamente na forma como construímos o mundo, novas espécies representam novas possibilidades e o desejo de encontrar mais criaturas funciona perfeitamente como combustível para continuar modificando cada região.

Ao mesmo tempo, algumas escolhas poderiam ser melhores. Encontrar um Pokémon específico em regiões muito populadas é mais trabalhoso do que deveria, certas atividades inevitavelmente começam a se repetir e a progressão demora algumas horas para entregar ferramentas que tornam tarefas mais simples realmente menos cansativas. Nada disso apagou o principal durante minhas dezenas de horas com o jogo: eu me diverti muito.

Pokémon Pokopia é aquele tipo de jogo em que você entra dizendo que vai apenas terminar uma construção e, quando percebe, está procurando materiais para outra casa, tentando descobrir como atrair um Pokémon novo e planejando mudar completamente uma parte da cidade que já estava pronta. Ele não inventou essa sensação, mas sabe reproduzi-la muito bem.

Bubbly Basin segue exatamente por esse caminho. A primeira parte do Expansion Pass acrescenta uma nova região e algumas ideias próprias, mas continua claramente presa ao mesmo ciclo que define o jogo base. Isso funciona para quem queria voltar a Pokopia, embora o anúncio da segunda parte também torne mais difícil olhar para o passe inteiro como se cada etapa fosse trazer algo equivalente. Depois de uma cidade submarina completa, a próxima entrega será focada principalmente em acessórios e customização, acompanhados por novos Pokémon e móveis. Uma nova cidade ficou reservada para a terceira parte, que chega em 2027 e ainda não foi detalhada pela Nintendo.

Essa diferença de escala pesa especialmente por causa do preço. Quem compra o Expansion Pass por R$ 194,90 está pagando pelo conjunto, e não apenas por Bubbly Basin, mas agora sabemos que pelo menos uma dessas três partes será consideravelmente menor em escopo. Resta descobrir o tamanho da terceira e quanto ela vai acrescentar ao jogo quando finalmente chegar.

Por enquanto, sigo com a mesma impressão que me acompanhou durante praticamente toda a aventura: já joguei algo muito parecido antes. A diferença é que nunca tinha feito isso com Ditto trabalhando como pedreiro.

No momento da publicação desta análise, Pokémon Pokopia não pode ser adquirido digitalmente pela Nintendo eShop brasileira. O jogo estava disponível normalmente desde seu lançamento, em 5 de março de 2026, mas foi retirado da loja no dia 15 de setembro após uma revisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública elevar sua classificação indicativa de Livre para 14 anos, considerando elementos como compras on-line e interação entre usuários. A Nintendo ainda não informou quando as vendas digitais serão retomadas no país. A versão física, por outro lado, continua sendo comercializada normalmente no Brasil e pode ser encontrada no varejo.

*Review elaborada com código fornecido pela Nintendo.

Pokémon Pokopia

8.3

História

7.5/10

Gameplay

8.5/10

Gráficos e Sons

8.0/10

Extras

9.0/10

Prós

  • Uso inteligente dos Pokémon nas mecânicas de construção
  • Loop de exploração, coleta e desenvolvimento muito viciante
  • Grande quantidade de conteúdo e possibilidades de personalização
  • Progressão que reduz tarefas repetitivas ao longo do tempo
  • Bubbly Basin adiciona uma nova área interessante para explorar

Contras

  • Pouca inovação dentro do gênero de construção e simulação
  • Encontrar Pokémon específicos pode se tornar cansativo
  • Algumas atividades ficam repetitivas com o passar das horas
  • A progressão demora a liberar algumas melhorias de qualidade de vida
  • O Expansion Pass tem entregas bastante desiguais em escopo

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.