The Rogue Prince of Persia | Review
The Rogue Prince of Persia é um roguelike, baseado na franquia de mesmo nome, desenvolvido pela Evil Empire e publicada pela Ubisoft. Nele, nosso príncipe favorito precisa bater de frente com o exército Huno que tenta dominar a Pérsia utilizando nada além de sua sagacidade e habilidade invejável para correr em paredes e pular por cima dos outros. Ah, e um pouco de manipulação temporal. Sabem como é.
E aí, será que vale a pena conferir? É o que saberemos agora, em mais uma review mágica do Pizza Fria!
Ele voltou
Olá novamente, leitores e leitoras deste site que tanto amamos. Estamos aqui agora, escrevendo no presente para sua leitura no futuro (ou passado?) acerca de um jogo muito interessante, e inesperado, que surgiu na praça. Envolvendo, inclusive, um herói de alto calibre que andava perdido por aí após ter uma boa ressurreição na época do Play 2, inclusive entregando alguns dos jogos de ação/plataforma mais divertidos dessa era.
The Rogue Prince of Persia, como o próprio nome sugere, chega com uma proposta interessante. E se pegássemos um dos heróis mais tradicionais do gênero de ação e plataforma, correndo e saltando desde 1989, e o colocássemos em um dos estilos mais quentes do momento. E, melhor ainda, se utilizássemos o framework de parkour que os jogos mais recentes deixaram tão famoso?
É uma ideia interessante, de fato, que tive a oportunidade de ver crescer desde quando joguei a versão prévia do título no ano passado. De lá para cá, e durante seu acesso antecipado, muita coisa mudou. Visuais, mecânicas, recompensas, enfim. Podemos dizer que o título realmente foi trabalhado e lapidado durante todo esse tempo. Mas, será que isso deu bom? É o que saberemos agora.

História
A trama de The Rogue Prince of Persia gira em torno das tentativas de nosso príncipe querido para salvar seu povo, e reino, de um ataque orquestrado pelos Hunos. Hunos estes que, por sinal, não estão nem um pouco puros e fizeram uso de doses titânicas dos poderes das sombras e da escuridão. Os caras chegaram na maldade, e nem nosso herói conseguiu dar conta deles. Bom, ao menos de primeira.
Após levar uma cossa do líder do exército invasor, o príncipe se vê acordando em um Oasis com um novo poder singular: o de voltar no tempo em situações nas quais ele deveria, na verdade, ter recebido o doce abraço do ceifador. Armado com um dose extra de coragem e magia, nosso destemido membro da realeza pega sua espada e sai em rumo de seu reino para, dessa vez, conseguir dar cabo do exército invasor e salvar o dia!
Eu curti a maneira como The Rogue Prince of Persia integra essa ideia de volta ao tempo com a mecânica central de um roguelike e, também, da maneira como alguns personagens reagem ao fato dele conseguir voltar no tempo e saber das coisas antes que elas ocorram. Contudo, infelizmente, isso é algo que acaba se tornando repetitivo com o tempo, principalmente após já termos encarado a aventura algumas vezes. É um ponto forte e diferencial que, narrativamente, poderia fazer o título se destacar ainda mais.

Jogabilidade
Em essência, The Rogue Prince of Persia é um roguelike de ação que mistura a jogabilidade de alta movimentação da série com o ciclo de jogo no qual tentamos chegar até o chefão, morremos, voltamos, melhoramos, morremos, e por aí vai. Conforme avançamos vamos encontrando novas armas para o príncipe usar, ganhamos mais habilidades e liberamos amuletos que nos dão certas vantagens e capacidades melhoradas. Além disso, podemos comprar roupinhas!
A questão de movimentação é muito importante, além de ser um dos pontos altos da experiência e algo que a deixa mais destacada dos milhares de outros jogos que saem todo ano com essa mesma proposta. O príncipe, fazendo uso de sua lendária destreza, pode correr nas paredes que formam o fundo do cenário, se pendurar em coisas, dar tic-tac para alcançar lugares mais altos, pular por cima de inimigos (como em Warrior Within) e por aí vai. Tudo bem fluído e fácil de utilizar.
The Rogue Prince of Persia também faz uso dessa mecânica para certos desafios que podemos encontrar durantes nossas runs que, entre outras coisas, nos recompensam com novas armas e itens. Eles são bem legais, e geralmente incluem correr nas paredes, esquivar de espinhos, saltar de um lugar para o outro, e por aí vai. Quem jogou os da era HD, principalmente o Sands of Time, vai se sentir em casa. Eu, ao menos, amei.
Também é interessante notar que essa movimentação é costurada em quase tudo que envolve a jogabilidade e a ação, seja deixando o príncipe mais rápido (quando vamos conectando um movimento no outro e acelerando) ou como meio de desviar de ataques ou alcançar determinados inimigos para que possamos bater. Foi uma boa ideia, bem aplicada, que espero poder ver mais no futuro.

Em se tratando de combate, The Rogue Prince of Persia nos dá acesso a uma boa quantidade de armas diferentes, com diversos ataques primários e secundários, para despacharmos a oposição. Elas dão uma boa variedade de opções para o jogador, além de garantir que sempre tenhamos algo de novo para testar ou que se adeque bem ao nosso estilo de jogo.
Além disso, o príncipe também tem acesso a um bom e velho chutão que possui diversos usos, sendo os principais deles jogar coisas em cima de inimigos para quebrar suas barreiras e, mais divertido, para os tacar em cima de espinhos ou outros perigos semelhantes. Ainda que pareça simples é uma ferramenta poderosa para nos tirar de boas enrascadas, além de servir bem para abrir um pouco de espaço quando ficamos muito encurralados.
De negativo nessa faceta de The Rogue Prince of Persia, apenas cito como negativo o fato que não começamos com todo o mapa e bioma liberados, o que seria legal para termos acesso a maior parte do conteúdo logo de cara, de que certas partes de plataforma podem ser um pouco frustrantes e que o jogo se torna um pouco repetitivo mais ao final, quando tempos quase tudo liberado e ele entra em seu endgame.

Sons e visuais
Eu curti bastante os visuais de The Rogue Prince of Persia, com suas texturas coloridas e detalhas, cenários com uma boa variação temática, animação fluida e bem feita e um senso de movimento que cai muito bem junto com a ação. Tirando a repetição dos inimigos, acredito que tudo seja muito bem construído e ajuda bastante a deixar o jogo diferenciado de seus pares.
A trilha sonora também acompanha, com músicas que casam muito bem com o estilo da série e conseguem embalar nossas aventuras persas de maneira muito envolvente e bem sucedida.

Vale a pena jogar The Rogue Prince of Persia?
The Rogue Prince of Persia, leitores e leitoras do reino da pizza, foi um jogo que deu certa alegria de ver crescer desde seus pequenos passos no acesso antecipado até aqui. Salvo um ou outro deslize, tudo que o título implementou foi bem sucedido e acredito que ele realmente tenha conseguido galgar seu espaço entre os bons do gênero e, espero, criar mecânicas que poderão ser ainda mais utilizadas e aproveitadas para a frente.
Do lado positivo, acredito que temos um título com uma jogabilidade bem única e que consegue transferir muito bem o que fez a série brilhar após o pulo para o 3D dentro de um formato rogue. Além disso, o combate ficou bem maneiro, temos uma boa quantidade de armas para utilizar e se movimentar é um deleite. De negativo, cito que poderíamos ter maior variação de inimigos, que o jogo pode repetir para o final e que a maneira de liberar novos biomas poderia ser mais simples e direta.
De toda forma, The Rogue Prince of Persia me agradou muito e acredito que ele figure entre um dos melhores rogues do ano, ao menos dentre os que joguei até o momento. A forma como ele repensa algumas mecânicas do gênero foi um sucesso, e acredito que ele seja ótimo tanto para veteranos quanto novatos do estilo. Se for a sua praia, podem ir sem medo. Zero arrependimentos.
A versão 1.0 de The Rogue Prince of Persia já está disponível para Xbox Series X|S, Xbox Cloud e PC para assinantes do Game Pass, além de PlayStation 5, PC via Steam, Ubisoft Connect e Epic Games Store. O game também pode ser acessado por meio da assinatura Ubisoft+ no PC. As versões para Nintendo Switch e Switch 2 estão previstas ainda para 2025.
*Review elaborada na versão para PC, com código fornecido pela Ubisoft.
The Rogue Prince of Persia
BRL 149,99Prós
- Traduz muito bem a essência dos jogos 3D para o rogue
- A movimentação é muito boa, casando o parkor com o combate em duas dimensões
- Boa quantidade de armas e amuletos para usar
- Os cenários são lindos
- Legendado em português
Contras
- A narrativa podia explorar mais o fato do príncipe voltar no tempo
- Poderia ser mais simples liberar novos biomas
- Pode ser mais repetitivo perto do final


