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Mandragora: Whispers of the Witch Tree | Preview

Mandragora: Whispers of the Witch Tree é um soulslike misturado com metroidvania, em gloriosas duas dimensões e meia, desenvolvido pela Primal Game Studio e publicado pela Knights Peak. Nele, controlamos um inquisidor, ou inquisidora, que sai a caça de uma bruxa que mora no pântano e, segundo ordens de nosso Sacerdote Rei, precisa sair deste plano terreno quanto antes for possível. Que trágico, não é mesmo?

E aí, será que o jogo promete? É o que teremos adivinhar nas estrelas, em mais uma preview do Pizza Fria!

Aquele outro bruxeiro

Mais uma preview, leitores e leitoras! E, dessa vez, de um jogo que pretende unir dois gêneros que tenho muito apreço: metroidvania raiz e o soulslike da punição eterna. De fato, baseado em minhas experiências recentes, esse é um par que tem um potencial enorme para nos entregar jogos de qualidade que, na maior parte do tempo, garantem umas boas horas de diversão.

Mais ainda, como é o caso de Mandragora: Whispers of the Witch Tree, quando ele apresenta um universo interessante e que cai como uma luva na proposta do jogo. Nesse caso, nos vemos envolvidos na vida de um Inquisidor, ou Inquisidora, do reino de Faeldum. Monstros bizarros e sedentos por sangue do lado de fora, um governo tirano e fanático do lado de dentro. Ah, que pedacinho do paraíso.

A história começa com nosso boneco recebendo os poderes de uma bruxa que acabara de executar sob ordens do Sacerdote Rei. Após notar nossas capacidades sugadoras de magia, o camarada decide que a ação mais pertinente no momento é nos mandar para um pântano nojento em busca de uma segunda vítima para tentarmos surrupiar os poderes.

Mandragora: Whispers of the Witch Tree
Inquisidor? Sou eu mesmo! (Imagem: Divulgação)

Em se tratando de narrativa e construção do mundo, Mandragora: Whispers of the Witch Tree, me deixou interessado. Ainda que mundos de baixa fantasia com toques de desespero e fanatismo não seja nada de novo, gostei da forma que foi apresentado e estou curioso para ver os rumos que a jornada tomará, e como nosso inquisidor irá lidar com seus novos poderes e o mundo que o cerca.

Em se tratando de jogabilidade, o título se comporta como um RPG de ação 2.5D. Andamos de um lado para o outro completando missões, explorando ruínas, cidades e outros lugares enquanto matamos monstros, conseguimos melhores, pagamos pessoas para criar equipamentos e deixamos nosso boneco cada vez mais forte.

Mandragora: Whispers of the Witch Tree conta com, até o momento, três classes distintas com suas próprias propostas e árvores de melhoria. Ainda que sejam focadas em dano, magia e defesa, elas nos dão uma boa variedade de habilidades e, acredito, que o produto final dará ao jogador uma boa oportunidade para criar builds diferentes, inclusive com diversas habilidades para todas as situações. Habilidades, claro, que são compradas com um recurso que cai no chão ao morrermos e é para sempre perdido se não o recuperarmos.

Fora isso, também temos acesso à uma caravana com diversos personagens que podem fazer equipamentos e mapas para nós, cada um sendo aprimorado individualmente mediante ao pagamento de dinheiro e experiência ganha quando prestam algum serviço para nós.

Mandragora: Whispers of the Witch Tree
Que ratão. (Imagem: Divulgação)

Mandragora: Whispers of the Witch Tree nos apresenta um mapa bem legal para explorar, com missões primárias e secundárias, apresentado com gráficos bem interessantes e animações competentes. De momento, a única coisa que me incomodou um pouco foi a posição das barras de recursos e de habilidades, que ficam meio fora do campo de visão. Mas, sinceramente, é mais algo de gosto próprio do que problema real.

O que esperar de Mandragora: Whispers of the Witch Tree?

Isso tudo acaba gerando um pacote com muitos positivos, com uma promessa de mecânicas sólidas inseridas dentro de um universo que, embora familiar, possui potencial para entregar umas boas horas de conteúdo para o jogador, além de uma ou outra reviravolta que poderá nos deixar de cabelo em pé. Ou, ao menos, batalhas contra chefes para ninguém por defeito.

Sendo assim, fã do gênero que sou, acredito que seja uma boa acompanhar esse restinho de caminho que falta até o lançamento de Mandragora: Whispers of the Witch Tree. O jogo me interessou bastante por suas mecânicas e jogabilidade agradável, e acredito que o que está sendo preparado tem potencial e ingredientes suficientes para jogador nenhum botar defeito.

Mandragora: Whispers of the Witch Tree, RPG de ação e fantasia sombria, chega em 17 de abril para PC, via Steam, e Epic Games Store, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

*Preview feita em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Knights Peak.

Matheus Jenevain

    Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.

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