F1 25: Pacote da Temporada 2026 | Review

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A Fórmula 1 vive uma fase bem diferente em 2026, e F1 25: Pacote da Temporada 2026 tenta traduzir isso. A temporada atual traz consigo diversas novidades como carros diferentes, novas equipes, mudanças extremas no regulamento, uma pista inédita em Madri e uma reorganização geral do grid. Tudo isso mudou radicalmente a categoria topo do automobilismo. No mundo dos jogos, isso também surpreendeu, já que em vez de lançar um novo F1 26, a Electronic Arts e a Codemasters resolveram colocar a temporada 2026 como um pacote de F1 25 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Porém, a expansão é paga.

Com isso, o Pacote da Temporada 2026 chega com uma missão bem complicada. Ele precisa parecer novo o bastante para justificar o retorno ao jogo, mas sem ter a velha estrutura de um lançamento anual, algo muito tradicional da EA. O pacote traz um conteúdo que atualiza carros, equipes, pilotos, regras e calendário, mas ainda traz a base de F1 25. Será que isso funcionou? Vamos descobrir nesta análise do Pizza Fria!

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Uma nova temporada em um jogo do ano passado

Como dito anteriormente, o que temos aqui é um jogo do ano passado renovado através de um pack pago. No entanto, os menus continuam os mesmos, assim como a apresentação geral e a base técnica. Não existe aquele grande impacto inicial de um jogo novo, com identidade própria, modos reformulado sou grandes surpresas fora da pista. A expansão se comporta como aquilo que ela realmente é: uma atualização robusta de temporada. O que muda mesmo são os garotos propaganda do jogo, que agora conta com o brasileiro Gabriel Bortoleto na capa ao lado de Sir Lewis Hamilton e o divertidíssimo Valteri Bottas.

Mas o ano de 2026 não traz consigo uma temporada comum. A chegada da Cadillac como 11ª equipe oficial, a transformação da Sauber em Audi, a presença de Lewis Hamilton na Ferrari e o grid com 22 carros já mudam bem o clima do jogo. No modo Minha Equipe, o número de competidores pode crescer ainda mais, chegando a 24 carros na pista, algo que deve acontecer na vida real nos próximos anos. Isso parece detalhe besta, mas muda bem a dinâmica das corridas. Há mais tráfego na classificação, mais confusão nas largadas e mais disputa no meio do pelotão. Ou seja: o puro suco do caos.

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A nova temporada está bem traduzida no DLC de F1 25. (Imagem: Divulgação)

Para quem acompanha a Fórmula 1 real, assim como eu, esse tipo de atualização tem um peso interessante. Ver o grid reorganizado ajuda a vender a ideia de uma nova era. O jogo entende bem esse apelo e usa as mudanças visuais e esportivas para dar uma cara diferente ao campeonato. O problema é que essa renovação fica mais forte dentro da pista do que nos modos e em outros detalhes.

Os carros de 2026 realmente mudam a pilotagem

A melhor parte do pacote está na pilotagem. Os carros de 2026 não transformam necessariamente F1 25 em outro jogo, mas mudam o suficiente para exigir certa adaptação. Agora, os modelos parecem mais leves, mais reativos e um pouco menos grudados no chão, o tal do downforce. A entrada de curva pede mais cuidado, a tração precisa ser tratada com respeito e a volta deixa de ser tão automática.

Para quem não joga com volantes de simulação, o jogo continua bem acessível no controle, algo tradicional da franquia. Com isso, dá para jogar com assistências, ajustar dificuldade e encontrar um ponto confortável sem sofrer demais. Mas, quando você começa a desligar algumas ajudas e controlar mais sistemas manualmente, é aí que as mudanças do Pacote da Temporada 2026 surgem, e não apenas em aspectos como frear ou acelerar. Elas nos exigem em pensar a corrida de outro jeito.

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O grid está lotado! (Imagem: Divulgação)

Mas a principal mudança do jogo vem da polêmica atualização da vida real: o gerenciamento de energia. A temporada 2026 coloca mais peso na parte elétrica dos carros, e o jogo traduz isso em uma experiência mais complexa. Precisamos economizar bateria, usar o modo de ultrapassagem no momento certo, entender quando vale atacar e quando é melhor guardar energia para a volta seguinte. É uma camada estratégica que pode cansar, mas também deixa as corridas mais vivas. No entanto, segue sendo polêmica.

O fim do DRS muda o jeito de ultrapassar

Com tudo isso, o velho DRS saiu de cena e deu lugar à um sistema de aerodinâmica ativa. Na prática, ele até parece bem com o DRS, pois também funciona em zonas específicas e depende de acionamento em determinados trechos. A diferença é que ele conversa melhor com o comportamento geral dos carros de 2026. Em curvas, o carro prioriza aderência. Nas retas, reduz arrasto e ganha velocidade.

Isso não é tão sentido ao se jogar no controle, mas altera um pouco a leitura geral da corrida e dos sistemas. Antes, muitas ultrapassagens dependiam de ficar perto o bastante para abrir o DRS e esperar a reta fazer o resto. Agora, a manobra precisa ser pensada e preparada. Precisamos sair bem da curva anterior, ter bateria, escolher a hora certa de usar o modo de ultrapassagem e ainda pensar se vamos ter alguma chance de se defender depois.

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As novas equipes trazem mais variedade ao jogo. (Imagem: Divulgação)

Isso traz uma camada de gerenciamento que pode tornar as disputas em experiências mais interessantes. Contudo, também torna algumas corridas mais irritantes. O engenheiro fala bastante (bastante mesmo) sobre bateria, recuperação de energia e uso mais inteligente do sistema. Em alguns momentos, parece que ele está certo. Em outros, dá vontade de desligar o rádio e fingir que está tudo sob controle. Porém, não está.

O modo de ultrapassagem ajuda bastante nas retas e pode ser decisivo, principalmente quando você está a menos de um segundo do carro da frente. Em certas situações, ele parece forte até demais, quase como um botão de turbo, tipo em jogos arcade. Ele causa estranhamento, mas podemos também utilizar essa função de maneira automática, nos poupando de tantas informações. Não é o melhor caminho, é verdade, mas pode facilitar a vida dos novatos.

MADRING está entre nós

No Pacote da Temporada 2026 o destaque fica para a adição do circuito de rua MADRING, em Madri, que é uma boa pista. Seu traçado de 5.474 km de extensão, mistura trechos urbanos com partes de circuito moderno, tem curvas rápidas, pontos cegos, variações de elevação e uma curva inclinada que é a cerejinha do bolo. É o tipo de pista que parece ter sido desenhada para mostrar exatamente o que os carros de 2026 podem fazer de diferente.

Nas primeiras voltas, MADRING pode parecer um pouco carregada, como muitas pistas modernas que forçam a mão em locais que podem gerar grandes momentos. Mas, depois que o traçado começa a entrar na cabeça, a coisa vai mudando. As zonas rápidas funcionam bem com a aerodinâmica ativa, os trechos de retomada exigem cuidado com a tração e a curva inclinada é divertida o suficiente para virar um dos pontos mais legais do calendário. Para nós, pilotos novatos ou já bem habituados, a pista soa como um novo desafio, dando um pouquinho a mais de vida ao F1 25.

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MADRING entra na temporada 2026. (Imagem: Divulgação)

A carreira solo funciona muito bem

O Pacote da Temporada 2026 funciona melhor nos modos de carreira solo. Seja como piloto ou em Minha Equipe, a expansão encontra um bom espaço para mostrar suas mudanças. O grid maior, as equipes novas, os carros diferentes e o calendário totalmente atualizado dão bons motivos para começar uma temporada do zero. Literalmente. Eu explico: para jogar com os carros e regras da nova temporada, é preciso criar um novo save. O regulamento e os carros mudaram, entendo mas isso é meior frustrante para quem investiu horas e horas em uma carreira anterior.

Apesar desse problema, dentro da carreira solo, o pacote tem apelo. Existe uma sensação real de um novo campeonato. As corridas ficam mais estratégicas, o grid fica mais movimentado e as mudanças no regulamento fazem diferença no modo como encaramos cada final de semana. Não é uma reformulação profunda da carreira, mas é onde a expansão entrega sua proposta com um pouco mais consistência.

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A Mercedes vem voando no início da temporada. (Imagem: Divulgação)

Problemas acontecem

O maior problema do Pacote da Temporada 2026 está justamente no que ele não faz. Os carros e conteúdos deste ano não estão disponíveis em todos os modos importantes. A ausência no multiplayer ranqueado, na carreira cooperativa, em ligas e em outros espaços deixa a expansão com cara de conteúdo incompleto. É meio frustrante, já que isso não faz muito sentido.

Isso pesa mais ainda por conta da decisão de não lançar um novo jogo completo, algo que surpreendeu a comunidade. Essas limitações talvez afetem menos que jogue sozinho. Mas quem gosta de competir online, disputar temporadas cooperativas ou explorar todos os modos com o conteúdo atualizado vai sentir que a nova temporada chegou pela metade. Essa é uma limitação difícil de deixar passar, ainda mais em uma expansão paga.

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As ultrapassagens mudaram totalmente com os novos sistemas dos carros. (Imagem: Divulgação)

Nada de novo em gráficos e sons

Na parte visual, não há grandes surpresas com o Pacote da Temporada 2026. O jogo continua bonito, com bons modelos de carros, apresentação competente e corridas que funcionam bem na maior parte do tempo. Mas a base continua a mesma. Texturas mais simples, alguns sinais de cansaço da engine e uma apresentação que já não impressiona tanto deixam claro que F1 25 precisa de uma renovação mais forte no futuro. Não é feio, longe disso. Só não empolga como algo novo.

O áudio também segue competente, mas sem grande salto. Os motores mudaram o som, a comunicação de rádio segue similar, ajudando na imersão e os efeitos cumprem seu papel. O problema é que a insistência do engenheiro sobre energia pode cansar. É fiel à Fórmula 1 moderna? Talvez. É sempre divertido? Nem tanto. Acaba sendo até chato, mas tem vez que é necessário.

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A Cadillac está presente em F1 25. (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar F1 25: Pacote da Temporada 2026?

Depende muito do tipo de jogador. Para quem ainda joga F1 25 com frequência e acompanha a Fórmula 1 real, o pacote tem atrativos claros e interessantes. Os carros de 2026 mudam a pilotagem, MADRING é uma ótima adição, o grid atualizado renova o clima e o gerenciamento de energia deixa as corridas mais estratégicas.

Mas para quem joga vez ou outra, a recomendação é mais complicada. O pacote traz mudanças relevantes, mas concentradas. Ele não reformula radicalmente a carreira, não transforma a estrutura do jogo e ainda deixa modos importantes sem suporte ao conteúdo novo. O preço também precisa entrar na conta, especialmente para quem esperava algo mais completo.

Em suma, F1 25: Pacote da Temporada 2026 é uma boa expansão quando está na pista. Os carros novos exigem adaptação, a energia muda o ritmo das corridas, a aerodinâmica ativa substitui bem o DRS e MADRING é uma das melhores novidades do pacote. A sensação de pilotar na nova temporada existe, e isso é o maior acerto da DLC, mesmo deixando a desejar em alguns pontos.

*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Electronic Arts.

F1 25: Pacote da Temporada 2026

R$ 149,90
7.7

Carros e pistas

8.6/10

Jogabilidade

8.0/10

Gráficos e sons

8.6/10

Extras

5.6/10

Prós

  • A nova pista, MADRING, é interessante
  • Grid atualizado renova o clima da temporada 2026
  • Aerodinâmica ativa e modo de ultrapassagem mudam a pilotagem

Contras

  • Conteúdo de 2026 fica fora de modos importantes
  • Estrutura geral e gráficos ainda são parecidos com F1 25
  • Carreira cooperativa e multiplayer ranqueado perdem força sem suporte completo

Álvaro Saluan

Completamente apaixonado por videogames, escreve e pesquisa sobre o tema há uns bons anos. Vê os jogos para além do entretenimento, considerando todo o processo como uma grande e diversificada arte. Vai dos jogos de esporte aos RPGs tranquilamente, admirando cada experiência. Seu maior ídolo dos jogos é Hideo Kojima.