Aggelos 2 | Review

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Aggelos 2 é um jogo de ação e plataforma que combina combates extremamente velozes, plataformas de alta precisão e dois mundos completamente opostos. Após a agradável surpresa que foi o primeiro jogo, lançado em 2018, o desenvolvedor Wonderboy Bobi finalmente retorna com sua aguardada sequência, que tem lançamento previsto para 27 de agosto, com publicação da PQube e da PixelHeart.

Aqui, os jogadores poderão explorar dois mapas vastos e sobrepostos, cada um com suas próprias características, inimigos, segredos e desafios. A aventura também permite alternar entre as formas de anjo e demônio, utilizando um sistema de combate duplo para enfrentar hordas de inimigos e encarar nada menos que 13 chefes gigantescos espalhados pelos dois reinos. A promessa é de confrontos memoráveis, que buscam expandir e aprimorar as batalhas que marcaram o primeiro jogo.

Gosta de jogos de ação e plataforma e quer saber como essa crocante aventura em pixel art está rodando no PlayStation 5? Pois bora preparar aquele coado bem quentinho, que vai aquecer nossos corações, e vem comigo nessa incrível jornada aqui no Pizza Fria!

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Aggelos 2 coloca o anjo novamente diante da ameaça do Dilúvio

Há muito tempo, Aggelos, o anjo de mais alta patente, foi enviado pelo deus menor Balro ao reino do deus supremo, Lumen. Sua missão era salvar a princesa Lys e derrotar uma entidade maligna conhecida como Dilúvio. Após cumprir seu dever e restaurar a paz, o anjo retornou aos domínios de Balro, deixando para trás o reino de Lumen e acreditando ter colocado um ponto final naquela ameaça.

Séculos se passaram até que uma disputa entre os deuses mudasse completamente esse cenário. Lumen acabou sendo exilado e levou seu reino consigo, enquanto o mundo seguia seu curso por milhares de anos. Porém, mil anos após a derrota do Dilúvio, as sombras voltaram a se espalhar, e um exército das trevas iniciou uma nova ofensiva contra os reinos divinos. Diante da ameaça, Aggelos é enviado novamente ao reino de Lumen para pedir ajuda. Só que, logo após chegar ao local, o anjo é misteriosamente atacado e acaba perdendo todo o seu equipamento.

Após uma série de acontecimentos, Aggelos encontra Badu, um poderoso feiticeiro que tenta corromper o espírito bondoso do anjo ao oferecer-lhe um poder imenso. Porém, a luz presente em Aggelos se mostra tão forte que, por um breve momento, consegue tocar até mesmo o coração do feiticeiro. Badu então revela que, junto de seu irmão Padu, foi responsável por provocar a guerra entre os deuses, colocando em movimento os acontecimentos que levaram o mundo novamente à beira da destruição.

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O poderoso feiticeiro tenta corromper o espírito bondoso do anjo ao oferecer-lhe um poder imenso. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

E é assim que nossa nova jornada começa, colocando Aggelos mais uma vez diante da criatura que os homens chamam de Dilúvio. A entidade está em processo de incubação no mundo das sombras, selada dentro de um ovo por uma poderosa magia. Para impedir seu nascimento, será necessário derrotar Padu e recuperar as sete Pedras da Luz e da Sombra, antes que o selo seja quebrado e o Dilúvio retorne para espalhar o caos pelos reinos.

Luz e trevas se sobrepõem

Aggelos 2 é um jogo de ação e plataforma com forte foco na exploração e traz algumas novidades importantes em relação ao seu antecessor, sendo uma das principais delas a presença de um mundo interligado. Isso mesmo, meus amigos, se no primeiro game já tínhamos um mundo enorme para explorar, talvez você já consiga imaginar o que esperar desta sequência.

Aqui, dois diferentes reinos estão conectados, permitindo que Aggelos se teletransporte entre eles, percorra áreas sobrepostas, descubra novos caminhos e retorne a locais já visitados para encontrar segredos que antes não podiam ser alcançados. Essa estrutura deixa a exploração ainda mais interessante, principalmente para quem gosta de revisitar regiões em busca de caminhos e itens que ficaram para trás.

Outra novidade muito bem-vinda é o sistema duplo de combate, no qual Aggelos pode alternar entre as formas de Anjo e Demônio, modificando completamente seu estilo de jogo e, consequentemente, a estratégia utilizada durante os confrontos. Enquanto a forma angelical permite que as poções de Aggelos restaurem seus corações, a forma demoníaca deixa o personagem extremamente veloz, favorecendo uma abordagem muito mais ágil durante os confrontos.

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Com sistema duplo de combate, Aggelos alterna entre as formas de anjo e demônio. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

E as diferenças não param por aí. O estilo de ataque também muda conforme a forma escolhida. Na forma angelical, Aggelos desfere golpes mais verticais, cobrindo uma área maior e facilitando o acerto contra inimigos posicionados próximos. Já na forma demoníaca, seus ataques são mais horizontais, exigindo um posicionamento diferente para atingir os adversários. Apesar de parecer uma mudança sutil, saber qual forma utilizar em cada situação pode fazer toda a diferença durante os combates.

Por fim, outra grande diferença na jogabilidade em relação ao primeiro jogo está no uso muito mais frequente do bracelete. Em determinadas áreas, os confrontos chegam a lembrar bastante os tradicionais shoot ‘em ups, com Aggelos precisando disparar constantemente enquanto desvia de uma verdadeira chuva de projéteis.

E é justamente nesses momentos que a alternância entre as formas se torna ainda mais importante. A forma angelical consegue repelir os golpes de luz, enquanto a demoníaca é capaz de repelir os ataques das trevas. Será necessário alternar entre elas no momento certo para sobreviver aos confrontos, criando uma dinâmica que exige atenção e reflexos rápidos.

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Em Aggelos 2, o uso do bracelete se faz muito mais frequênte que no primeiro jogo. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Mudança no sistema de progressão

Diferentemente do primeiro jogo, que contava com um sistema de níveis e equipamentos, Aggelos 2 aposta em uma jogabilidade com mecânicas mais diretas. Você já começa a aventura com os equipamentos de Aggelos, adquiridos ao final do título anterior, mas isso não significa que eles permanecerão os mesmos durante toda a jornada. Por aqui, será possível aprimorar sua armadura, espada, asas e braceletes, tornando o anjo cada vez mais poderoso.

Dito isso, o sistema funciona da seguinte maneira, ao invés de derrotar monstros para acumular experiência, você precisa encontrar altares espalhados por áreas específicas do mapa. E, meus amigos, podem confiar em mim, alguns deles estão muito bem escondidos! Além de localizar esses pontos de aprimoramento, será necessário possuir uma determinada quantidade de Gems, a moeda utilizada para realizar as melhorias.

Cada equipamento possui três níveis de aprimoramento e, a cada nova evolução, seu poder aumenta significativamente. Isso faz com que explorar cada cantinho do mapa seja ainda mais importante, já que encontrar Gems e localizar os altares pode garantir melhorias fundamentais para enfrentar os desafios que surgem durante a aventura.

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Armadura, asas, espada e bracelete, cada um desses itens possui três níveis de evolução. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

É uma mudança simples em relação ao sistema de progressão do primeiro jogo, mas que funciona muito bem dentro da proposta de Aggelos 2. Em vez de depender do acúmulo tradicional de experiência, você é incentivado a explorar os cenários, procurar segredos e reunir Gems para fortalecer seus equipamentos. No fim das contas, cada melhoria conquistada acaba sendo uma recompensa pela sua curiosidade e disposição para vasculhar cada cantinho dos reinos.

Audiovisual de Aggelos 2

De modo geral, Aggelos 2 está rodando extremamente bem no PS5. O jogo não gargala, independentemente da quantidade de inimigos ou projéteis presentes na tela. Durante minha jogatina, presenciei apenas um pequeno bug sonoro, mas nada que tenha atrapalhado a experiência. Além disso, os desenvolvedores aparentam estar cientes dos problemas conhecidos e trabalhando para corrigi-los, já que um patch durante o período de embargo.

Visualmente, Aggelos 2 entrega belíssimos gráficos em Pixel Art, claramente inspirados nos jogos clássicos da era de ouro dos videogames, especialmente nos consoles de 16 bits. Os NPCs, personagens e inimigos são muito bem desenhados e conseguem se destacar dos cenários, que, por sua vez, são belíssimos, detalhados e bastante diversificados. É aquele tipo de direção artística que consegue resgatar a nostalgia dos clássicos sem deixar de apresentar uma identidade própria.

Minha única crítica fica por conta da ausência de filtros gráficos. Sério, meus amigos, imaginem essa belezinha com aquele efeito de linhas horizontais ou verticais e bordas na tela, simulando uma televisão de tubo. Sem dúvida alguma, seria uma opção excelente para quem quisesse deixar a experiência ainda mais próxima daquela que tínhamos nos consoles de 16 bits.

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A senhorinha das dicas continua presente na vila! (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

As músicas e os efeitos sonoros, por sua vez, assim como no primeiro jogo, continuam brilhando. As faixas combinam perfeitamente com cada momento da aventura e, em alguns casos, são daquelas que grudam na cabeça feito chiclete. Tudo isso ajuda a reforçar ainda mais o clima retrô da produção.

Por fim, aquela notícia que é sempre muito bem-vinda, Aggelos 2 conta com textos totalmente localizados para o português do Brasil. Uma excelente adição, principalmente para quem quer acompanhar a história e entender todos os acontecimentos sem precisar recorrer a outro idioma.

Vale a pena jogar Aggelos 2?

Sem dúvidas alguma, Aggelos 2 vale cada minuto jogado e cada centavo investido. O game entrega dois grandes mundos paralelos e interligados, repletos de desafios, segredos e passagens que despertam aquela curiosidade constante de explorar “só mais um cantinho”. E o melhor de tudo é que essa exploração sempre recompensa o jogador, seja com gemas, melhorias ou atalhos que fazem toda a diferença na jornada.

Além disso, a sequência pega tudo aquilo que funcionou tão bem no primeiro jogo e consegue evoluir a fórmula sem perder sua identidade. Em vez de simplesmente repetir as mesmas ideias, Aggelos 2 aposta em um mundo paralelo, no sistema duplo de Anjo e Demônio e em uma progressão baseada nos equipamentos conquistados na aventura original, tornando os combates e a exploração ainda mais dinâmicos.

Dito isso, meus caros amigos jogadores, se ainda existia alguma dúvida sobre o talento de Wonderboy Bobi, podem ficar tranquilos. Aggelos 2 é uma verdadeira carta de amor aos fãs da era de ouro dos videogames, mas também uma excelente porta de entrada para quem busca uma aventura moderna com alma retrô. Então prepare aquele coado bem quentinho, porque sua jornada entre os Reinos da Luz e das Trevas está prestes a começar.

Aggelos 2 será lançado nesta quinta-feira, 27, para PC, via Steam, PlayStation 5, PlayStation 4Nintendo SwitchXbox One e Xbox Series X|S.

*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela PQUbe.

Aggelos 2

BRL 97,95
7.7

História

7.5/10

Gameplay

8.2/10

Gráficos e Sons

7.6/10

Extras

7.4/10

Prós

  • Legendas localizadas para o português do Brasil.
  • Mantém a essência do primeiro Aggelos, mas adiciona novidades relevantes.
  • Sistema duplo de combates deixa o jogo mais divertido e dinâmico.

Contras

  • A progressão pode exigir bastante exploração, o que pode ser complicado para jogadores mais casuais.

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!