Marsupilami 2: Salsa Palombia | Review

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Marsupilami, a franquia dos personagens que parecem a onça dos Cheetos, está de volta, dessa vez com Marsupilami 2: Salsa Palombia, com os três protagonistas Punch, Hope e Twister, que o acompanharão nessa jornada para salvar o reino Palombia da Rainha Múmia e sua música hipnotizante. Jogos de plataforma sempre foram um gênero bastante próximo de mim, especialmente pela importância de DKC2 em minha vida gamer. Logo, receber Marsupilami 2 para a review, que se assemelha, em certo nível, justamente à franquia DKC em sua estrutura de gameplay, me deixou bastante animado.

Mas e então? Será que o jogo me agradou o suficiente para recomendá-lo a vocês, leitores? É isso que veremos na minha análise pós-platina de Marsupilami 2: Salsa Palombia, em mais uma review antecipada aqui no Pizza Fria!

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As fases de Marsupilami 2 são divertidas e bastante criativas

Falar das fases de Marsupilami 2: Salsa Palombia é, tranquilamente, uma das coisas mais animadoras para mim nessa review. Posso dizer com toda a felicidade que me diverti em todos os estágios criados pelo estúdio. Fases em selvas e cidades, montanhas nevadas e até mesmo sessões ambientadas durante festivais de lanternas, com barcos flutuantes, são compostas com cenários lindos e desafios divertidos.

Além disso, me impressiona a quantidade de ideias novas que os desenvolvedores tiveram aqui, mesmo no fim do jogo. Não é apenas a mesma fase, mas com skins diferentes. Objetos elétricos, trens perigosos, estágios com pisos que se movem, somem e reaparecem, cavernas com chão congelado, bem parecidas com as sessões de carrinho de mineração em Donkey Kong Country, entre outras diversas coisas fazem parte desse belo pacote chamado Marsupilami 2.

Marsupilami 2 - Salsa Palombia
Marsupilami 2: Salsa Palombia têm fases no estilo das minas de carrinho de Donkey Kong Country (Imagem: Reprodução/PS5/Bruno Josué)

E, caso você esteja se perguntando sobre a dificuldade, não se preocupe! O jogo começa bem fácil, com inimigos e trechos que exigem pouco das suas habilidades e precisão com os controles. Porém, conforme a jornada avança, essa exigência aumenta, com tempos de reação menores, pulos mais precisos e complicados, além de ter mais inimigos e elementos em tela. Você também pode alterar a dificuldade no menu, diminuindo e aumentando a quantidade de golpes que você pode sofrer e até ativando uma espécie de modo “imortal”, feito para aqueles que querem apreciar as fases de forma mais relaxada.

Outro ponto que me deixa feliz é que os desenvolvedores não alongaram demais o tempo de jogo apenas para deixá-lo maior. Vemos aqui uma experiência relativamente curta, se comparada com outros títulos de plataforma, com quatro mundos e aproximadamente seis fases em cada um deles. Porém, esse número modesto se traduz em uma campanha mais variada e menos cansativa. Entre os estágios, você também poderá encontrar cenários bônus para completar e receber notas musicais como recompensa. Apesar disso, nesses desafios a repetição apareceu. Como são poucos tipos de objetivos e eles aparecem aos montes, me senti um pouco cansado ao chegar nos últimos.

Marsupilami 2 - Salsa Palombia
Os estágios bônus de Marsupilami 2: Salsa Palombia são legais, mas se tornam um pouco repetitivos ao longo da campanha (Imagem: Reprodução/PS5/Bruno Josué)

Por último, ao completar cada fase, você poderá retornar à mesma para jogar o modo Salsa, que consiste em pegar o maior número de “frutinhas” sem deixar o tempo do seu combo acabar para aumentar sua pontuação final. É um modo simples, mas interessante e que faz o jogador aprender a abordar os obstáculos de formas diferentes e decorar a localização dos coletáveis se quiser se sair bem. Não basta apenas atravessar o estágio sem se importar com nada, você terá que enfrentá-lo de forma eficiente.

Os chefes de Marsupilami 2 também são divertidos, mas eu sinto que faltou um pouco de criatividade. Não me levem a mal, eles são legais de se enfrentar e a música me deixou bastante animado, mas eles poderiam ter mais personalidade, com batalhas ainda mais variadas e com um uso maior das mecânicas e visuais dos mundos correspondentes. O último grande oponente faz isso muito bem, juntando vários elementos da campanha em um combate só. Mas, infelizmente, esse nível de criatividade só aparece no último.

As “onças dos Cheetos” fazem desse um jogo ainda mais divertido, apesar de suas limitações

Marsupilami 2: Salsa Palombia traz para a gente o básico que todo jogo de plataforma precisa ter para ser ótimo: uma jogabilidade fluida e precisa para enfrentar os desafios de cada uma das fases sem se estressar. Aqui o jogador pode andar para os lados, pular, atacar e se agarrar em diversas superfícies para escalar. Porém, o destaque fica para os personagens. Com três protagonistas diferentes, o jogo não se limita a entregar a mesma coisa mecanicamente, apenas com cores diferentes. Cada um dos três possui habilidades próprias que alteram a forma como o jogador pode controlá-los.

Twister, por exemplo, consegue dar um dash no ar e planar, facilitando o alcance de áreas com distâncias maiores do convencional. Hope consegue realizar um pulo duplo, aumentando a precisão dos saltos e possibilitando a entrada em locais mais altos. Por último, temos Punch, o mais diferente e criativo, na minha opinião, já que ele carece de qualquer habilidade aérea, mas consegue se transformar em uma bola e encostar em coisas perigosas como certos inimigos e espinhos sem se machucar, além de conseguir quebrar algumas superfícies no cenário.

Marsupilami 2: Salsa Palombia
Punch consegue virar uma bola em Marsupilami 2! (Imagem: Divulgação)

Com esses atributos, cada um dos três servirá aos jogadores de formas diferentes, e aqueles que sentirem vontade de se aprofundar poderão explorar ainda mais suas mecânicas e descobrir métodos mais eficientes para atravessar cada obstáculo. Um dos únicos pontos negativos nesse sistema é a falta de opção de personagens ao entrar nas fases. Infelizmente, você sempre será obrigado a jogar com o protagonista que o jogo determina para aquele momento. Isso é uma pena, principalmente porque, em diversos desafios, é possível utilizar personagens diferentes para alcançar o mesmo objetivo, cada um à sua própria maneira.

Dessa forma, Marsupilami 2: Salsa Palombia perde a oportunidade de transformar essas diferenças em uma escolha do jogador, permitindo que ele experimente as habilidades de cada protagonista e descubra qual deles se adapta melhor aos desafios de cada estágio.

Uma apresentação audiovisual de tirar o chapéu

Para um jogo onde o foco é a música, é claro que a trilha sonora tinha que ser boa, certo? E é com muita alegria que digo que Marsupilami 2: Salsa Palombia traz uma lista de músicas que me deixou animado do início ao fim. Desde o ritmo alegre e aventureiro das selvas até o clima mais lento e apreciativo dos últimos mundos, os compositores conseguiram capturar o espírito da jogatina e transportá-lo em forma musical. As músicas me pegaram de formas tão agradáveis que, em muitos momentos, eu sentia vontade de abri-lo apenas para escutá-las, mesmo após completá-lo. É, com certeza, uma trilha sonora que você vai querer ouvir com atenção em cada uma das fases que atravessar.

Também gosto de como essas músicas são colocadas dentro dos estágios, onde os desenvolvedores tiveram o cuidado de aumentar ou diminuir o ritmo, a velocidade e o volume de cada uma delas conforme o jogador se aproxima ou se distancia do final. Cenários contemplativos, por exemplo, fazem a música mudar para um tom mais lento, enquanto sessões de velocidade se traduzem em ritmos mais rápidos, sem alterar as notas básicas da faixa.

Marsupilami 2: Salsa Palombia
A direção de arte é bastante bonita e agradável. (Imagem: Divulgação)

Infelizmente, até o momento de escrita dessa review, eu não encontrei uma forma oficial de escutar a trilha sonora sem precisar jogar as fases. Isso não chega a ser um problema por si só, já que as músicas funcionam muito bem durante a jogatina, mas se torna uma limitação quando levamos em conta a forma dinâmica como elas são utilizadas. Algumas partes de certas canções só são reproduzidas em momentos específicos dos estágios, fazendo com que, em determinadas situações, seja necessário continuar avançando ou se movimentando para ouvi-las.

Em situações como batalhas contra chefes, isso pode ser ainda mais complicado, já que o próprio combate exige que você continue se movimentando para não morrer, enquanto um trecho específico da música toca durante essa sequência. Dessa forma, apreciar determinadas partes da trilha pode acabar dando mais trabalho do que deveria.

Mas não é apenas pela música que esse título consegue me prender. Enquanto o level design dos estágios diverte pelos desafios envolventes, o visual de Marsupilami 2: Salsa Palombia faz isso de outra maneira: transformar cada frame do jogo em uma imagem belíssima que serviria até como um papel de parede para seu computador.

Não é exagero dizer que a direção de arte desse título foi um dos pontos que mais me deixou de boca aberta. Cada fase e efeito visual parece ter sido pensado para contribuir na experiência final, deixando cada cenário com uma composição não só bonita, mas natural, bem trabalhada e imersiva. Por isso, quando forem jogar, recomendo prestarem atenção em cada detalhe, tanto do plano principal quanto do que está ao fundo.

Com essa soma de músicas e visuais excelentes, Marsupilami 2 conseguiu me encantar ao longo da experiência, me deixando com uma tristeza cada vez maior por me aproximar de seu fim. Por causa disso, tenho certeza que muitos de vocês também apreciarão com prazer essa aventura.

Vale a pena jogar Marsupilami 2: Salsa Palombia?

Marsupilami 2: Salsa Palombia não traz uma experiência definitiva de seu gênero, nem reinventa a forma de jogá-lo. Porém, sua campanha vem acompanhada de fases divertidas, visuais belos e uma trilha sonora animada, emocionante e nostálgica. Sua dificuldade é balanceada no ponto certo, oferecendo uma curva de aprendizado bastante agradável, mas que pode ser modificada de acordo com as preferências de cada jogador.

Seus desafios bônus e coletáveis deixam a desejar por criarem uma estrutura um pouco repetitiva, mas não chegam a estragar a jornada, além de que boa parte deles não é obrigatória para a conclusão do jogo. Porém, platiná-lo foi bastante interessante, justamente por oferecer desafios que, embora menos criativos, me mostraram mecânicas e rotas que eu provavelmente não exploraria casualmente.

A experiência também é facilitada pela localização completa em português brasileiro, com menus traduzidos, além do modo cooperativo, que permite compartilhar a aventura com amigos e familiares. Salsa Palombia não é o suprassumo do gênero, mas é uma experiência que vale a pena, seja para fãs de jogos de plataforma ou para quem simplesmente procura um jogo leve e divertido para aproveitar sozinho ou acompanhado.

Marsupilami 2: Salsa Palombia já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, via Steam.

*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela Microids.

Marsupilami 2: Salsa Palombia

BRL 158,95
8

História

7.9/10

Gráficos e sons

9.0/10

Gameplay

7.6/10

Extras

7.5/10

Prós

  • As fases são criativas e variadas e sua gameplay é fluida e precisa
  • Trilha sonora excelente e direção de arte belíssima
  • Localização em português brasileiro

Contras

  • Desafios bônus se tornam repetitivos
  • Chefes pouco criativos
  • Falta de escolhas de personagens para cada fase
  • Trilha sonora difícil de apreciar isoladamente

Bruno Josué

Bruno Josué, ou God_BrunoBH, como é conhecido em suas redes sociais, é amante de jogos desde pequeno. Gosta de jogos que rendem histórias emocionantes, mundos cativantes e discussões mais longas do que deveriam. Quando não está escrevendo análises até altas horas da noite, está atrás de alguma platina em seu PlayStation 5, ou tentando explicar aos outros como uma simples música de menu ou atividade secundária o deixou emocionado. Até o momento, ninguém conseguiu convencê-lo de que isso não pode ser considerado um belíssimo trabalho.