Graveyard Keeper 2 | Review

AnálisesNintendoPCPlayStationSlideXbox

Graveyard Keeper 2 é um jogo de ação e aventura em 2D, com elementos de construção e gerenciamento de fazenda (de corpos), desenvolvido pela Lazy Bear Games e publicado pela tinyBuild. Nele, tomamos o papel de um coveiro que deve enterrar e controlar os mortos para descobrir o mistério de sua identidade e, se possível, tocar sua vidinha em paz.

E aí, interessados para saber se compensa encarar essa missão? É o que saberemos agora, em mais uma análise espetacular do Pizza Fria.

Youtube video

Mortos muito loucos

Olá novamente, seres das sombras que vieram dos cantos mais obscuros do multiverso agraciar mais uma de minhas alucinações neste que pode ser considerado o site de jogos mais totalmente demais dessa e da outra vida. Nos reunimos hoje, como costumamos fazer, para conversar sobre um joguinho curioso que deu as caras na praça.

Graveyard Keeper 2, o cara do momento, chega com a missão de expandir a proposta já inusitada, e igualmente interessante, do primeiro título. Neste caso, de oferecer um jogo de simulação de fazendinha (ou cemiteriozinho) com uma narrativa leve e divertida na qual tanto lutamos quanto cuidamos (e revivemos) os mortos.

Eu fiquei realmente curioso quando vi os vídeos promocionais, e acredito que a premissa é bem inusitada e com um bom potencial para garantir momentos positivamente curiosos. Mas, será que acertei em minhas apostas, ou apenas me decepcionei como costuma acontecer nessa vida? É o que vamos descobrir agora.

Graveyard Keeper 2
Imagem: Divulgação

História

Graveyard Keeper 2 conta a narrativa de um cara chamado apenas de graveyard keeper, que começa sua jornada sem memória alguma (como era de se esperar) e acorrentado, sabe-se lá por quanto tempo, dentro de uma masmorra fria e escura. Sem esperança de saída, com frio e fome. Realmente uma situação que ninguém gostaria de viver.

Contudo, a visita de uma gentil fadinha dá ao nosso chegado a oportunidade perfeita de fugir dessa situação ingrata. E, ainda, de se tornar amigo de uma caveira falante, o Larry. Que bom! Ou seria, se logo do lado de fora não estivesse uma horda de zumbis querendo devorar nosso protagonista recém liberto.

Felizmente, ele recebe a ajuda de algumas pessoas e consegue fugir para uma vila, da qual se torna o coveiro oficial. Subindo na vida, não é mesmo? Daí em diante, a narrativa de Graveyard Keeper 2 explora as aventuras e presepadas de seu herói enquanto descobre mais sobre seu passado, sobre a praga zumbi e, também, sobre como é bom um trabalho braçal e honesto. Sério.

Eu curti bastante a narrativa do título que, embora não tenha pontos muito complexos ou super originais, conseguiu me agradar e engajar. Muito, inclusive, devido ao humor do jogo que é leve, bobo e cai como uma luva na temática geral. Eu curti demais essa parte, e acho que realmente tem um papel essencial em elevar a experiência como um todo.

Graveyard Keeper 2
Prontos para trabalhar? (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

Em se tratando de jogabilidade, Graveyard Keeper 2 faz algumas variações interessantes na fórmula de fazendinhas e simulação, deixando o jogo dentro do gênero mas com algumas mudanças que, definitivamente, ajudam a que se destaque na multidão e, de certa maneira, crie um espacinho só seu.

De maneira geral, gastamos nosso tempo entre aprimorar nossa base principal, renovando construções e criando novas instalações, e cuidando do cemitério do vilarejo. Esse último é bem interessante, e envolve mecânicas simples mas que ajudam a deixar o título mais profundo e oferecendo algumas ideias bem legais.

De tempos em tempos, o protagonista de Graveyard Keeper 2 recebe um corpo (entregue por um burro falante) para preparar e enterrar. Um coveiro preguiçoso poderia apenas jogar o corpo na terra e cobrir, mas nosso camarada vai além! Podemos levar cada um para o necrotério para, entre outras coisas, tirar materiais, como gordura e ossos, ou até reviver zumbis trabalhadores!

Isso, inclusive, influencia na “qualidade” do corpo enterrado que, somado com a lapide e outras coisas, aumenta ou diminui a pontuação geral de nosso cemitério. Não é nada super complexo, mas que realmente dá uma cara única para o título, o diferencia dos demais e também nos dá mais para fazer. Precisamos mesmo daquela gordura, ou de um cemitério melhor para ganhar mais recursos? Decisões, decisões.

Graveyard Keeper 2
Confortável descanso eterno. (Imagem: Divulgação)

Graveyard Keeper 2 também conta com um sistema de habilidades, que podem ser compradas e melhoradas com cristais que ganhamos realizando todo tipo de tarefa, das mais braçais como cortar madeira até as mais intelectuais como alquimias variadas. Cada habilidade adquirida nos permite construir mais coisas, criar mais itens e melhorar ainda mais nossos equipamentos.

Além disso, temos inspirações que são liberadas conforme realizamos determinadas ações um x número de vezes e precisam de fé (recurso mais demorado de conseguir) para serem liberadas. Isso é essencial, ainda mais porque elas melhoram nossas capacidades em determinadas coisas, como minerar por exemplo, e são essenciais para que possamos progredir.

Isso foi um problema para mim em Graveyard Keeper 2, pois em vários momentos me vi preso porque não tinha fé o suficiente para melhorar algo, ou tive que gastar em alguma das várias missões do jogo ou, ainda, liberando pontos de viagem rápida. Foi frustrante, mas nada que tenha destruído a experiência.

Ah, e também temos combate! As hordas dos mortos estão controlando partes da cidade, então precisamos entrar em tretas para retomar tudo. Elas são bem rápidas e curtinhas, focadas em capturas de pontos, mas servem para dar uma sacudida na rotina e para nos dar mais algo que almejar.

Graveyard Keeper 2
O que melhorar? (Imagem: Divulgação)

Graveyard Keeper 2 tem muitas mecânicas e nuances, mas nem todas são tão bem exploradas ou explicadas como deveria. Por exemplo, podemos ter uma plantação e até cozinhar, mas não há como regar as coisas, prazos muito diferentes para crescer cada verdura e vegetal e nem nada que normalmente vemos em jogos com esse tipo de coisa.

Além disso, algumas coisas não são suficientemente explicadas, gerando certa confusão e atraso, visto que recursos gastos não podem ser recuperados e, em alguns casos, isso acaba levando a dias (dentro do jogo) até termos novamente para gastar, ou em itens difíceis de conseguir sendo usados para coisas não tão úteis assim.

Contudo, a jogabilidade de Graveyard Keeper 2 acaba por ser bem variada e cheia de coisas para ocupar nosso tempo, a maioria bem simples e direta de fazer e entender. Eu curti bastante, e fiquei um bom par de horas cuidando do meu cantinho desse mundo.

Graveyard Keeper 2
Atacar! (Imagem: Divulgação)

Sons e Visuais

Graveyard Keeper 2 tem visuais bem legais e coloridos, com sprites bem construídas, boa variedade de cenário e, também, animações muito bem feitas. Ainda que se mantenha dentro do que esperamos de fantasia medieval eu curti bastante o que vi, e acho que consegue dar uma cara bem própria para o título.

A trilha sonora também me agrada, ainda que seja mais relaxante boa parte do tempo, e também penso que os efeitos sonoros são bem adequados ao que fazemos. Um dos maiores positivos, contudo, fica para a dublagem que está bem legal e ajuda bastante a construir o tom cômico das coisas que se passam na tela. Ah, e temos nossas legendas!

Graveyard Keeper 2
Mais uma noite normal. (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar Graveyard Keeper 2 ?

Graveyard Keeper 2, minha gente, foi uma grata surpresa para mim. Eu realmente esperava algo interessante, e acredito que o jogo consegue acertar em boa parte do que se propõe a fazer, mesmo que certos elementos não estejam tão profundos, ou explicados, como poderiam para termos uma experiência mais constante.

Eu curti demais a ideia de cuidar do cemitério, e de como isso dá um tchan que outros do gênero não possuem. A narrativa tem charme, o loop da jogabilidade é viciante e tudo, no geral, é muito bem feito. Salvo certa confusão em certas mecânicas, e excesso de simplicidade em outras, não tenho muito do que reclamar aqui.

Sendo assim, acredito que Graveyard Keeper 2 tenha mais do que suficiente para agradar os fãs do gênero, principalmente aqueles que buscam dar uma variada nas fazendinhas da vida. E, também, para aqueles que querem conhecer algum jogo que esteja nesse gênero em geral. Seja qual for o seu caso, pode ir sem medo.

Graveyard Keeper 2 estreia no dia 22 de setembro para PC, via Steam, Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

*Review elaborada em um PC equipado com GeForce RTX, com código fornecido pela tinyBuild.

Graveyard Keeper 2

BRL 74,99
8.5

História

8.0/10

Gameplay

9.0/10

Gráficos e Sons

8.0/10

Extras

9.0/10

Prós

  • Narrativa leve e divertida
  • Muita coisa para fazer e descobrir
  • Jogabilidade variada
  • Cuidar do cemitério é divertido e dá uma variada na fórmula estabelecida do gênero
  • Os combates contra os zumbis são bem diretos e divertidos

Contras

  • Algumas mecânicas poderiam ser mais aprofundadas
  • Certos pontos poderiam ser mais bem explicados

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.