Kingdom of Night | Review
Kingdom of Night é um RPG de ação, com um foco em exploração aberta e uma estética decididamente retro, desenvolvido pela Friends of Safety e publicado por DANGEN Entertainment e Game Source Entertainment. Nele, controlamos um cara que queria ir para uma festa mais, como costuma ocorrer nesses dias, acaba sendo arrastado para uma confusão cósmica sem precedentes.
E aí, será que vale a pena encarar essa treta? É o que saberemos agora, em mais uma análise supimpa do Pizza Fria.
Noitadas alucinantes
Cheguei mais uma vez, leitoras e leitores do site que pode se considerar a oitava maravilha do mundo moderno, para fofocar sobre um joguinho bem interessante que apareceu na praça esse fim de ano. Prometendo, inclusive, mesclar uma estética retro com doideiras cósmicas e uma trama focada no amadurecimento e crescimento de seus personagens adolês. Intrigante, não é mesmo?
Kingdom of Night, como é chamado, realmente conseguiu capturar minha atenção com sua proposta de contar uma narrativa mágica como aquelas que víamos nos filmes de terror adolescente dos anos oitenta, muito famosos e que costumávamos ver na televisão. Bem, ao menos aqueles de nós que já não conseguem mais contar a idade usando os dedos dos pés e das mãos.
Mas, fica a pergunta dos milhares de milhões: será que o jogo é bom mesmo? Ou apenas é mais um maldoso conjunto de linhas de código que quer apelar para nostalgia, real ou fabricada, e nos ludibriar com suas doces palavras? Bom, é o que saberemos agora.

História
A trama de Kingdom of Night gira em torno de uma noite nada comum de um carinha chamado John, um adolescente que um belo dia descobre ser o escolhido, o único capaz de salvar Miami de uma horda de demônios e outros seres malignos das trevas. Além disso, caiu em seu colo o trabalho de salvar Ophelia, a garota que ele gosta mas nunca teve coragem de se declarar.
Durante sua missão, nossa camarada encontrará diversos amigos do colégio que se perderam durante a confusão que começou com a chegada dos monstros, com moradores das redondezas e com um culto maluco que, de alguma maneira, ninguém nunca pensou que poderia fazer algo desse tipo. Que coisa inesperada, não é mesmo?
E é a partir daí que Kingdom of Night vai construindo sua narrativa, mostrando o amadurecimento de John, de seus amigos e de todos aqueles que de alguma maneira se envolveram nessa treta. É uma narrativa simples mas que funciona e, principalmente, evoca muito daquela sensações dos filmes clássicos como Garotos Perdidos, por exemplo.

Jogabilidade
Kingdom of Night, de maneira bem superficial, é um RPG de ação, com uma pitada de hack and slash, na qual exploramos um mapa bem expansivo, dividido em zonas, enquanto enfrentamos inimigos e resolvemos problemas dos outros. Além disso, vamos fortalecendo nosso boneco encontrando novas armas e ganhando experiência que nos deixa mais poderosos, e ainda, com habilidades aprimoradas.
A pancadaria do jogo se divide em dois grandes modos: curto alcance e magias. O primeiro é bem simples e direto, contando com arquétipos que possuem vida alta (ou destreza, no caso de rogues) e batem com armas de contato. Basta mirar nos inimigos, apertar o botão de ataque, especial ou esquiva. Bem simples e direto.
Esse é um dos aspectos mais fracos de Kingdom of Night, acredito. Os mais inclinados para o lado pancadeiro da força terão uma experiência bem repetitiva, com a maioria dos arquétipos se diferenciando pouco e, em verdade, com pequenas variações. Não que sejam todas iguais, mas não creio ser o suficiente para realmente dar variedade.
Por exemplo, os que forem no caminho dos cavaleiros poderão aparar ataque, os ladinos se esgueirar, e por aí vai. Posso estar parecendo chato, mas entenderão um pouco de minha revolta quando verem o que considero o jeito mais legal de aproveitar o título.

Os que jogarem Kingdom of Night pelo caminho da magia, entretanto, terão uma experiência muito mais divertida. Os magos do jogo, elementalistas ou necromantes, possuem todas as magias disponíveis no começo e, de quebra, podem ser lançadas através de uma combinação de botões para o preparo e um para lançamento.
O necromante, por exemplo, me permitiu explorar o mapa muito além do que eu poderia no começo. Temos acesso a um esqueleto parceiro chamado Henry que, através de um esquema bem legal de dano e vida, podemos utilizar tanto para tankar dano quanto para atacar por nós. É um sistema bem maneiro que realmente abre a mente do jogador para várias possibilidades.
Do lado das missões, Kingdom of Night nos dá uma grande liberdade para encontrar e perseguir as que quisermos na hora em que desejarmos. Encontramos todas de maneira bem natural, contudo pode ser difícil lembrar ou entender o que fazer baseado apenas nas descrições vagas que temos em nosso jornal.

Sons e Visuais
Eu curti bastante os visuais de Kingdom of Night, tanto pela estética mais synth anos oitenta quanto pelas vibes mais ocultas e de terror leve. Além disso, as artes foram muito bem feitas e também me agradei dos movimentos dos personagens e das sprites utilizadas.
A trilha sonora também segue o mesmo nível de qualidade, com músicas que se casam muito bem com a proposta e, inclusive, me vejo ouvindo enquanto faço outras coisas menos interessantes ao longo do dia. O lado negativo, no entanto, é que ficamos sem nossas legendas.

Vale a pena jogar Kingdom of Night?
Kingdom of Night, leitores e leitoras, é um RPG de ação bem competente que consegue entregar muitas das coisas que se propõe a fazer, tanto do lado de jogabilidade quanto do lado dos visuais e propostas narrativas. Contudo, vejamos quais foram os prós e contras.
Como positivo, temos um RPG bem atmosférico com um sistema de combate bem legal, do lado mágico, uma boa quantidade de liberdade ao jogador e uma trama legal de acompanhar. De negativo, sinto que o lado físico das tretas poderia ser mais elaborado, as quests podem ser confusas de acompanhar e que ficamos sem nossa legenda.
No fim das contas, Kingdom of Night ainda é um jogo muito competente e que vale a pena ser jogado, seja você fã da estética ou do gênero em geral. Eu realmente curti a proposta, e acho que tudo foi entregue do jeitinho que deveria para podermos nos divertir e festejar como se fossem anos 80, baybay.
Kingdom of Night será lançado em 2 de dezembro de 2025 para PC, via Steam, GOG, Humble Store e itch.io.
*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela DANGEN Entertainment.


