MY HERO ACADEMIA: All’s Justice | Review

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MY HERO ACADEMIA: All’s Justice é um novo jogo de luta e ação inspirado diretamente no anime e mangá MY HERO ACADEMIA, criação do mangaká, Kohei Horikoshi. O desenvolvimento fica por conta da Byking Inc., estúdio responsável por Jujutsu Kaisen: Cursed Clash, com publicação da Bandai Namco.

Ambientado no arco final de MY HERO ACADEMIA, o game coloca os jogadores no centro da guerra definitiva entre heróis e vilões, com batalhas intensas no formato 3 contra 3. Acompanhe a jornada de Deku e outros personagens icônicos da obra, vivenciando o confronto decisivo entre One For All, e All For One, em um título de luta 3D com sistema de combate que tenta explora ao máximo as individualidades dos personagens do anime.

Ficou curioso para experimentar a temporada final de MY HERO ACADEMIA sob uma nova perspectiva, controlando diretamente os confrontos e mergulhando no clímax da história em uma experiência cinematográfica e intensa? Então bora para aquela pausa rápida de cinco minutinhos, prepara um coado bem quentinho para aquecer o coração e vem comigo em mais um review antecipado do Pizza Fria!

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Seja bem-vindo à classe 1-A

Criado pelo mangaká Kohei Horikoshi, MY HERO ACADEMIA é ambientado em um mundo onde a maioria das pessoas nasce com superpoderes, conhecidos como individualidades. Nesse cenário, heróis profissionais existem oficialmente para proteger a sociedade, enquanto vilões utilizam suas habilidades para o crime. A narrativa acompanha esse frágil equilíbrio entre ordem, justiça e caos, sempre destacando as consequências de se ter, ou não, um poder especial.

Com o encerramento do anime em dezembro de 2025, a franquia MY HERO ACADEMIA entrou em um novo momento, abrindo espaço para que os fãs continuem conectados a esse universo por outros meios. Aproveitando esse contexto, a Byking Inc., em parceria com a Bandai Namco, lança MY HERO ACADEMIA: All’s Justice, um jogo que busca celebrar a reta final da obra, permitindo aos jogadores reviver confrontos marcantes e controlar personagens icônicos da série.

A campanha de MY HERO ACADEMIA: All’s Justice se passa bem no final do anime e já coloca o jogador diretamente na ação, logo em uma luta importante entre o protagonista Izuku Midoriya, o Deku, e o vilão Tomura Shigaraki. Esse confronto inicial funciona como um breve tutorial, apresentando comandos básicos no canto inferior esquerdo da tela e facilitando a familiarização com os controles e a dinâmica das batalhas.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice
O jogo começa em uma luta importante entre o protagonista Izuku Midoriya, o Deku, e o vilão Tomura Shigaraki. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Após esse início intenso, somos levados à praça principal, um espaço onde controlamos Deku, e que funciona como uma espécie de HUB interativo. É ali que temos acesso aos diversos modos disponíveis em MY HERO ACADEMIA: All’s Justice, além da possibilidade de interagir com alguns personagens da franquia.

Nossa primeira tarefa é conversar com All Might, que ensina como utilizar o smartphone do personagem. O aparelho é a forma mais rápida de acessar os modos do jogo, e a missão inicial envolve aprender os comandos básicos de luta por meio do tutorial. Sinceramente, recomendo realizar todas as lições, pois, apesar de rápido, o tutorial é eficiente e deixa o jogador bem preparado para os desafios que virão.

Gameplay que agrada diferentes públicos

MY HERO ACADEMIA: All’s Justice entrega um elenco gigantesco, com mais de 60 heróis e vilões, se enfrentando nas chamadas Tag Team Battles, lutas em equipe no formato 3 contra 3. Apenas um integrante de cada time entra em combate por vez, mas as trocas podem acontecer a qualquer momento, inclusive permitindo a execução de combos de golpes especiais combinados entre os três personagens da equipe.

Para tornar o game mais inclusivo e interessante até mesmo para os fãs mais casuais de jogos de luta, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice oferece dois tipos distintos de comandos.

  • O modo Normal, ativado por padrão, é o mais recomendado para iniciantes no gênero. Nele, os combos são executados automaticamente conforme o jogador pressiona os botões de ataque, incluindo a realização de movimentos Plus Ultra e até a troca de personagens durante as sequências de golpes.
  • Já o modo Manual é voltado para os jogadores mais experientes. Nesse formato, é necessário executar os golpes manualmente de acordo com cada situação, o que permite uma jogabilidade mais profunda e estratégica. É nesse modo que o jogador consegue explorar melhor o sistema de combate e criar combos mais elaborados e poderosos.
MY HERO ACADEMIA: All's Justice
São 68 personagens jogáveis, cada um com seu estilo de luta e individualidade. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Independentemente do modo escolhido, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice se destaca por oferecer comandos simples, intuitivos e bastante responsivos, facilitando o aprendizado e garantindo partidas dinâmicas e divertidas.

Tag Team Battle com heróis e vilões

Para quem quer apenas relaxar e jogar algumas partidas sem compromisso, o modo Free Battle marca presença. Nele, é possível disputar lutas de 1 jogador contra 1 jogador ou 1 jogador contra a CPU, com a opção de escolher o nível de dificuldade da inteligência artificial, que varia do nível 1 ao 5.

Fiquei bastante satisfeito com a quantidade e a variedade de personagens disponíveis em MY HERO ACADEMIA: All’s Justice. É possível montar equipes bem diversificadas e testar diferentes sinergias entre heróis e vilões. Uma pena, no entanto, não poder dizer o mesmo sobre a quantidade de cenários, o jogo conta com apenas nove estágios diferentes, número que acaba limitando um pouco a variedade visual das batalhas.

Para quem ainda não definiu seus personagens favoritos, o título oferece a opção de Team Presets, com equipes pré-configuradas. Essa funcionalidade facilita bastante a vida de jogadores iniciantes, indecisos ou mais casuais, que querem simplesmente entrar em combate e se divertir, sem precisar pensar muito sobre quais individualidades funcionam melhor em conjunto.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice
Como eu mencionei, o game possui alguns problemas de câmera como objetos do cenário bloqueando a visão dos personagens. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Mas, como nem tudo são flores, algumas ressalvas precisam ser feitas. Durante as lutas, especialmente nos cenários mais detalhados, com muitos efeitos visuais e destruição, a queda de quadros se torna bastante perceptível, deixando o jogo lento e, em certos momentos, travado.

Além disso, há problemas com a câmera, como objetos do cenário, placas e prédios, por exemplo, bloqueando a visão dos personagens. Os desenvolvedores até adicionaram uma linha colorida para indicar a posição do lutador, mas, ainda assim, esse detalhe acaba incomodando um pouco.

Uma campanha que infelizmente falhou na execução

Como é de costume em games de luta inspirados em anime, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice conta com um modo história. Mas, meus amigos, não esperem algo no nível de Dragon Ball: Sparking! Zero, ou até mesmo de BLEACH: Rebirth of Souls.

A campanha já começa confusa logo na seleção de estágios. Funciona assim: o título apresenta diversas linhas do tempo, cada uma representando uma parte da história. Você começa no 1-1 e, quando percebe, já concluiu o 2-3, mesmo tendo passado por apenas uma luta. E não para por aí, o jogo salta para o 5-1, entrega três confrontos praticamente idênticos e avança para o 5-3. A partir daí, você pode escolher seguir para o 7-1 ou até para o 10-1. Confesso que fiquei um bom tempo me perguntando onde estava o capítulo 3… mas não se preocupe, ele existe, eu encontrei!

No fim das contas, o modo campanha de MY HERO ACADEMIA: All’s Justice é bem fraquinho e deixa muito a desejar. Até temos algumas cenas animadas, mas a maioria parece ter sido montada a partir de frames do anime exibidos como slides, com pequenas animações de golpes por cima, o famoso “PowerPoint, só que mais bonito”. Existem, sim, cenas recriadas com a engine do game, e essas são realmente bonitas, fluidas e bem feitas, mas são minoria.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice
A campanha sem dúvidas poderia ter sido muito melhor explorada. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Quando somamos essas animações travadas, o menu confuso e pouco coeso, e a ausência de localização para o português do Brasil, o resultado é uma campanha extremamente rasa e fraca, que passa a sensação de estar ali apenas para preencher espaço, sem muito cuidado ou profundidade narrativa.

Para piorar, o modo história é bem curtinho, e completamente desbalanceado. Em alguns momentos, você enfrenta combates ridiculamente fáceis, onde apenas o seu herói dá conta de três inimigos simultaneamente. Em outros, surgem lutas igualmente absurdas, nas quais é necessário esvaziar a barra de vida do inimigo diversas vezes até o confronto terminar, e, se morrer, volta tudo do início. Sinceramente, achei um pouco frustrante, e a última luta da campanha mais me irritou do que desafiou.

Archives Battle, Team Up Mission e Character Memory

Além dos modos campanha e batalha livre, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice conta com outros três modos que ampliam a experiência do jogador, oferecendo tanto novas histórias quanto momentos já consagrados do anime.

No modo Archives Battle, o jogador revive confrontos icônicos de MY HERO ACADEMIA, enfrentando adversários poderosos em batalhas marcantes. E o modo já começa em alto nível, o primeiro confronto recria a luta entre All Might e Nomu, com a presença de Shigaraki e Kurogiri. Assim como no modo história, há uma breve contextualização narrativa antes e depois das lutas, ajudando a situar o jogador dentro dos acontecimentos. À medida que você avança nas missões em equipe, novas batalhas do Archives Battle vão sendo desbloqueadas.

Já em Team Up Mission, o foco está na exploração e no trabalho em equipe. Nesse modo, você controla seu personagem em mapas abertos, cumprindo diversas missões espalhadas pelo cenário. É uma experiência bastante divertida, que aproveita muito bem as individualidades dos heróis.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice
No Team Up Mission, Deku usa seu chicote negro para se locomover a la Homem Aranha pelos edifícios da cidade. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Deku, por exemplo, se movimenta à lá Homem-Aranha, utilizando o Chicote Negro para se balançar entre os prédios, enquanto Ochako usa sua habilidade gravitacional para alcançar áreas elevadas, entre muitos outros exemplos criativos. Ao final de cada missão, o jogador recebe um ranking baseado em seu desempenho, além de desbloquear novos trajes e moedas para gastar na loja in-game.

Por fim, temos o Character Memory, modo em que Deku acessa seu smartphone enquanto está em uma lanchonete. Aqui, o jogador pode assistir e participar de histórias originais envolvendo os 20 estudantes da U.A. Cada personagem possui três missões exclusivas, totalizando 60 missões diferentes, todas focadas em explorar as individualidades de cada aluno. Assim como no Archives Battle, novas missões do Character Memory são desbloqueadas conforme mais estudantes são liberados no modo Team Up Mission.

O Character Memory, no entanto, vai além das missões. Sentado na lanchonete, Deku pode acessar outras quatro opções adicionais. A primeira é o Member, que permite convidar um dos estudantes já desbloqueados para se sentar com você no local. Há também a Galeria, onde é possível rever todas as animações feitas na engine do jogo, desde que já tenham sido assistidas durante a campanha.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice
Finalmente o Midoriya chamou a Ochaco para sair! (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Em Cards, ficam armazenados todos os “slides” narrativos exibidos no gameplay, aqueles que reforçam a sensação de apresentação estática comentada anteriormente. Por fim, o BGM permite curtir toda a trilha sonora já desbloqueada em MY HERO ACADEMIA: All’s Justice.

Logicamente temos um modo online, com partidas ranqueadas e amistosas. É possível criar salas para receber e jogar com seus amigos, e o game promete eventos. Infelizmente, não consegui testar o online pelo fato do título ainda não ter sido lançado, enquanto escrevo esta análise.

Audiovisual no Playstation 5

MY HERO ACADEMIA: All’s Justice está visualmente bonito no console da Sony. Os personagens são muito bem modelados e fiéis ao anime, com rostos e olhares bastante expressivos. Inclusive, novos trajes foram criados especialmente para o jogo, ampliando as opções de personalização de cada herói e vilão. No entanto, apesar de todo esse capricho visual, o game apresenta problemas técnicos que não podem ser ignorados.

Os principais pontos negativos foram percebidos no modo Team Up Mission, onde há uma demora visível no carregamento de texturas e, em determinados momentos, a presença de pop-ins. Além disso, o game conta com quedas na taxa de quadros, que se tornam perceptíveis principalmente durante batalhas em cenários mais destrutíveis, enquanto golpes especiais são executados simultaneamente. Também enfrentei um único episódio de travamento, logo após finalizar a campanha, ao retornar para a praça principal, o título congelava e voltava repetidamente, sendo necessário fechar e reiniciar o aplicativo.

No quesito trilha sonora e vozes, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice entrega um trabalho impecável. Joguei toda a experiência com a dublagem original em japonês, e ela é extremamente fiel ao anime, elevando a qualidade das batalhas e dos momentos narrativos.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice
Apesar de alguns problemas, os personagens de MY HERO ACADEMIA: All’s Justice estão muito bem modelados, e fieis ao anime. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Porém, para finalizar, preciso jogar um balde de água fria: como você deve ter percebido nos prints que espalhei pelo cenário, o game não conta com legendas em português do Brasil. Essa ausência compromete bastante a imersão, especialmente em um título tão focado em narrativa e personagens quanto MY HERO ACADEMIA: All’s Justice.

Vale a pena jogar MY HERO ACADEMIA: All’s Justice?

Apesar dos problemas, vale a pena jogar MY HERO ACADEMIA: All’s Justice, principalmente se você for fã da franquia. O jogo entrega exatamente aquilo que muitos esperam, a chance de controlar um elenco gigantesco de heróis e vilões em batalhas 3 contra 3 cheias de efeitos, golpes especiais e momentos que remetem diretamente ao anime.

Os modos extras acabam sendo um dos grandes destaques da experiência. Team Up Mission, Archives Battle e Character Memory oferecem conteúdo variado, com boas ideias e usos criativos das individualidades dos personagens, indo além do simples “lutar por lutar”. Explorar, reviver confrontos icônicos e participar de histórias inéditas com os alunos da U.A. ajuda a manter o game interessante por mais tempo, especialmente para quem já acompanha MY HERO ACADEMIA há anos.

Por outro lado, é impossível ignorar os tropeços. O modo história é confuso, curto e mal estruturado, com uma apresentação que muitas vezes parece uma sequência de slides, além do título como um todo não contar com legendas em português do Brasil, o que prejudica bastante a imersão. Soma-se a isso quedas de desempenho e problemas de câmera, e fica claro que o game poderia ter recebido um polimento maior.

Ainda assim, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice é um bom jogo de luta, principalmente se você for fã, entregando boas batalhas, personagens carismáticos e momentos que homenageiam o anime. Se você conseguir relevar as falhas técnicas e narrativas, e entrar no clima, há boas horas de diversão por aqui.

My Hero Academia: All’s Justice será lançado em 6 de fevereiro para PlayStation 5Xbox Series X|S e PC, via Steam.

*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela Bandai Namco.

MY HERO ACADEMIA: All's Justice

BRL 339,90
6.8

História

5.5/10

Gameplay

7.5/10

Gráficos e Sons

6.8/10

Extras

7.5/10

Prós

  • Elenco gigantesco com mais de 60 heróis e vilões
  • Sistema de batalhas 3 vs 3 com trocas dinâmicas e golpes combinados
  • Gameplay simples, acessível e responsiva

Contras

  • Ausência de legendas em PT-BR
  • Modo história fraco, confuso e mal estruturado
  • Apresentação da campanha com muitas cenas em formato de “slides”

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!