Brasileiros poderão ganhar dinheiro realizando missões para ajudar no treinamento de IA
A KGEN e a Humyn Labs anunciaram uma iniciativa voltada à criação de uma rede de participantes no Brasil para gerar dados utilizados no treinamento de sistemas de inteligência artificial. O projeto prevê que usuários sejam remunerados por realizar e registrar atividades cotidianas por meio do celular, contribuindo para aplicações em IA, robótica e automação.

Como funciona a plataforma de missões
Segundo o anúncio, os participantes terão acesso a uma plataforma de missões digitais, na qual recebem tarefas específicas para executar e registrar utilizando o smartphone. Entre as atividades previstas estão organizar objetos, dobrar roupas, lavar louça e outras ações do cotidiano. Após a validação do material enviado, os usuários poderão ser remunerados pelas contribuições realizadas.
De acordo com as empresas, o conteúdo coletado é utilizado para treinar sistemas de inteligência artificial capazes de compreender melhor movimentos humanos, ambientes físicos e interações cotidianas. A expectativa é formar uma das maiores redes brasileiras voltadas à geração de dados humanos para esse tipo de tecnologia.
Projeto prevê investimento de R$ 30 milhões no Brasil
Como parte da expansão da operação, a KGEN e a Humyn Labs informaram que investirão R$ 30 milhões no Brasil ao longo dos próximos 12 meses. O objetivo é ampliar a infraestrutura para geração de dados humanos utilizados no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial, robótica, automação e computação espacial.
O projeto prevê a criação de uma rede distribuída de participantes em todo o país para registrar dados comportamentais em primeira pessoa por meio de smartphones e câmeras vestíveis. Esses registros ajudam a treinar sistemas capazes de interpretar ações humanas e responder de forma mais eficiente a diferentes contextos do mundo real.
Demanda por dados do mundo real cresce com a evolução da IA
Segundo as empresas, a iniciativa acompanha uma tendência do mercado de inteligência artificial. À medida que os modelos passam a ser utilizados em aplicações com interação física entre pessoas e ambientes, cresce a necessidade de conjuntos de dados que vão além de textos e imagens disponíveis na internet.
Além da infraestrutura tecnológica, o projeto também pretende ampliar a rede de contribuidores remunerados, buscando aumentar a diversidade geográfica e cultural dos dados utilizados no treinamento desses sistemas. A expectativa é expandir significativamente a operação brasileira nos próximos meses, acompanhando o crescimento da demanda global por dados obtidos de forma ética para aplicações em IA, robótica e automação.
As empresas ainda não divulgaram uma data para o início das inscrições nem um endereço oficial para cadastro dos interessados.


