ELDEN RING Tarnished Edition | Review

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ELDEN RING Tarnished Edition é a mais nova versão do consagrado e totalmente adorado souls lançado originalmente em 2024. Desenvolvido pela FromSoftware e publicado pela Bandai Namco, o jogo chega com a proposta de trazer toda a aventura original, com suas maravilhas e mortes para o portátil da Nintendo. Ambicioso, não é mesmo?

É justamente aí que entra a pergunta dos milhões de runas: será que deu bom? Ou esse será apenas mais um dos ports meia bomba que vemos aos montes por aí? A resposta para isso, minha gente, é o que veremos agora, em mais uma análise maravilhosa do Pizza Fria.

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Sofrimento portátil, finalmente

Saudações, gente maravilhosa e totalmente excelente que, com vigor e assiduidade, sempre dá as caras neste que pode ser conhecido como o site com mais aura deste lado das terras sombrias. Estou aqui hoje, naquela malemolência de sempre, para conversar sobre uma coisa curiosa que aconteceu em nossas vidas coletivas. Nada envolvendo riqueza súbita e infinita contudo, infelizmente.

Ao invés de anunciar o fim dos problemas de minha vida, minha ideia por agora é falar sobre uma coisinha curiosa: ELDEN RING Tarnished Edition no Switch 2! Uma proposta interessante, de fato, e que me surpreende ter demorado tanto para dar o ar das graças em nosso cantinho do multiverso. Interessante e levemente arriscada, devo adicionar.

Por que falo isso, vocês se perguntam? Bom, o primeiro motivo seria minha desilusão geral com o estado das coisas na era moderna. Segundo, porque o título original possui um escopo bem ambicioso e vasto, com regiões imensas para se explorar e uma jogabilidade que necessita (e quase exige) responsividade. Algo que, nem sempre, temos em experiências portáteis.

Bom, eu tenho mordido minha língua ultimamente (felizmente) em se tratando disto, como ocorreu com o port excepcional de Lies of P. Mas, será que esse será o caso de ELDEN RING Tarnished Edition ? Bom, é o que descobriremos juntos agora.

ELDEN RING Tarnished Edition
Ela está de volta! (Imagem: Divulgação)

Refrescando a memória sobre a narrativa

Comecemos com um rápido refresco mental da narrativa de ELDEN RING Tarnished Edition. Nele, controlamos um Maculado, um camarada que estava mortinho da silva até ser abençoado novamente pela graça e despertar em um lugar de amizade, amor e alegria chamado de Terras Intermediárias. Que sorte!

Contudo, não há tempo para relaxar. Nosso herói, ou heroína, retornou com uma missão bem clara: tretar com geral com objetivo de reforjar um tal Elden Ring, algo que nos dará um grande poder e, ainda, a possibilidade de dar um jeito nessas terras desoladas que nos encontramos. Nada muito complexo, basta dar cabo de alguns semideuses e outras coisinhas leves pelo caminho. Facim, facim.

Daí em diante, ELDEN RING Tarnished Edition explora ideias adicionais como a desolação e desesperança, o peso do destino e das missões que temos, como isso pode nos afetar e o real preço a se pagar para tentar reconstruir algo que foi destruído, tanto de um ponto de vista prático quanto filosofal.

Isso, também, é extendido na DLC que também está inclusa nessa edição, que expande mais alguns personagens, fecha lacunas da narrativa original e expande mais sobre o universo e aqueles que habitam nele. Claro, sempre seguindo aquele jeito desconexo e misterioso tão comum em jogos do estilo produzidos pela FromSoftware.

Eu, particularmente, apontaria isso como uma fraqueza de ELDEN RING Tarnished Edition, assim como pensava do original. Por vezes é confuso compreender o que acontece, e precisar ir juntando informações de diversas fontes, de diálogos até descrições de itens, pode ser um pouco confuso no fim das contas. Contudo, há quem acredite que seja um charme adicional.

ELDEN RING Tarnished Edition
Ele quer o anel. (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

Antes de focarmos mais na experiência portátil, vamos conversar um pouco sobre o que é ELDEN RING Tarnished Edition. Em essência, ele é um souls de mundo aberto. Ou seja, perdemos todos nossos recursos ao morrer (pra valer se não recuperamos e morremos de novo), temos gerenciamento de stamina, uma jogabilidade que pune ser afobado e uma boa dose de desafio.

O jogo original se destacou bastante pelo seu mundo, que é bem grande e recheado de coisinhas para encontrar, e por ter pego a fórmula já conhecida dos jogos da desenvolvedora e a expandir de maneiras bem interessantes. Somado a controles precisos e alto nível de customização, o título agradou tanto os fãs dos Dark Souls da vida quanto de quem curte mundos vastos para se perder, e ainda com masmorras e outras coisas do tipo.

Uma adição que temos em ELDEN RING Tarnished Edition, falando nisso, são duas classes novas para escolheremos no começo, focadas em mistos de destreza e força pura. Ainda que essas builds sejam mais para o começo do jogo (já que podemos customizar atributos e achar armaduras e armas no mapa), é legal ter mais esses moldes para escolher.

Por fim, não há muito para reclamar de jogabilidade. Temos alguns problemas de câmera maluca aqui e acolá (principalmente contra chefes e inimigos grandões) e certa confusão na explicação de algumas mecânicas, além de uns saltos de dificuldade acentuados em determinados momentos, até para os padrões do gênero.

ELDEN RING Tarnished Edition
Venha tranquilo meu nobre. (Imagem: Divulgação)

Agora, foquemos na experiência de ELDEN RING Tarnished Edition no Switch 2. Logo de cara, meu interesse maior foi ver como ele rodava no modo portátil, já que meu uso mais pesado do console é fora da mesa (como deve ser, obviamente) e queria ver se daria para encarar todo o conteúdo sem maiores problemas ou sofrimentos eternos e temporais. Felizmente, me surpreendi.

Me recordo de ter ficado meio cabreiro com alguns trailers que vi, principalmente por inconsistências nos framerates e no impacto que isso poderia ter nas lutas mais acirradas e cheias de efeito. Contudo, para minha surpresa, a maior parte do jogo roda cravado em, ou perto dos, 30 FPS. Ainda que seja abaixo de outros consoles (mesmo em no modo dock), minha experiência foi consistente.

Esse lance dos 30 FPS de ELDEN RING Tarnished Edition, contudo, pode causar certo estranhamento em quem acostumou a jogar em outros consoles ou no todo poderoso PC que, usualmente, se mantinham mais perto dos 60. Principalmente quando enfrentamos inimigos muito enormes ou estamos em áreas vastas, por exemplo.

ELDEN RING Tarnished Edition
Isso vai ser interessante. (Imagem: Divulgação)

Devo dizer, ainda, que a experiência portátil de ELDEN RING Tarnished Edition casa muito bem com o jogo como um todo, mais ainda do que eu imaginava. Poder explorar e pausar, começando depois enquanto estamos em alguma fila ou coisa do tipo, é divertido demais. O título funciona muito bem com sessões curtas, algo que eu nunca tinha considerado ser o caso.

Sendo assim, acredito que podemos concordar que esse port conseguiu transpor muito bem a experiência dos consoles para o Switch 2, focando mais no modo portátil visto que o dock já seria possível de rodar tudo sem problemas. Eu fiquei positivamente surpreendido, e acredito que seja um bom sinal para outros jogos similares que venham para a plataforma.

Um último ponto, que ocorreu em meu console ao menos, foi um aumento considerável no consumo de bateria do console quando fora da energia, provavelmente causado pela maior exigência de processamento do título. Se for jogar fora de casa se prepare para uma sessão melhor ou, se for malandro, leve um carregador portátil.

ELDEN RING Tarnished Edition
O famosinho. (Imagem: Divulgação)

Como sons e visuais ficaram no Switch?

Aqui me focarei mais nos aspectos visuais de ELDEN RING Tarnished Edition, visto que todos sabemos que sua trilha sonora e efeitos são excelentes, além de bem legendado em nossa língua, e portar isso para o Switch em ambos seus modos não seria algo lá tão complexo de fazer. Ficou maneiro, e é isso que importa. Em se tratando de visuais, tanto na escala do mundo quanto nas texturas e modelos, o jogo original era impressionante em todos os aspectos. Seja nas versões de consoles da geração anterior, atual ou PC, explorar o universo e encarar seus monstros e masmorras era um deleite aos olhos na maior parte do tempo.

Nisso ELDEN RING Tarnished Edition manteve a tradição levando em conta certas limitações impostas pelo hardware e pelo modo portátil, especificamente. Temos alguns assets aparecendo do nada, certa diminuição na distância de visão e texturas nitidamente menos definidas e trabalhadas que nas versões de console, principalmente ao comparar com o PS5 por exemplo.

ELDEN RING Tarnished Edition
O mundo segue visualmente impressionante. (Imagem: Divulgação)

Contudo, nada atrapalha a jogatina e, sinceramente, está com uma qualidade muito maior do que eu esperava ver, principalmente quando estamos zanzando com nosso fiel Torrent pelos cenários desolados que passamos. Creio que esse é o maior trunfo da edição nesse aspecto, e uma melhora clara do que víamos em materiais promocionais até então

Vale a pena jogar ELDEN RING Tarnished Edition ?

ELDEN RING Tarnished Edition, leitores e leitoras, chegou com uma proposta bem ambiciosa de trazer um dos soulslike mais legais dessa geração para o Switch 2, oferecendo uma experiência agradável em ambos os seus modos. Nobre, de fato, mas algo que parecia não ser muito provável baseado no que víamos até então.

Contudo, admito que fiquei muito impressionado. Salvo alguns problemas que já são de Elden Ring, como a narrativa confusa e algumas coisas de jogabilidade, tudo que fazia o título ser um clássico foi mantido. Claro, abrimos mão de frames e certos detalhamentos, mas a experiência é bem consistente, bem precisa e amarrada no portátil e, tudo considerado, oferecendo o que já amamos agora tanto na mesa quanto fora dela.

Sendo assim, eu acredito que ELDEN RING Tarnished Edition conseguiu suceder no que se propunha a fazer. Ele poderia ter mais conteúdo para quem já jogou, e pode causar alguma estranheza pelos downgrades necessários, mas a essência se manteve com sucesso e esse pode ser considerado um dos melhores ports que o console recebeu até o momento, ao menos do meu ponto de vista. Recomendo.

ELDEN RING Tarnished Edition está disponível para Nintendo Switch 2 e em pack para PlayStation 5, Xbox Series e PC via Steam.

*Review elaborada em um Nintendo Switch 2, com código fornecido pela Bandai Namco.

ELDEN RING Tarnished Edition

BRL 455,90
8.8

HIstória

8.5/10

Jogabilidade

9.0/10

Sons e Visuais

8.5/10

Extras

9.0/10

Prós

  • Framerate constante no dock e portátil
  • Experiência completa de Elden Ring para onde formos
  • Consegue manter a fidelidade visual, dados os sacrfícios necessários
  • Edição completa oferece muito conteúdo entre o jogo base e o DLC
  • Legendado em português

Contras

  • Poderia ter tentado manter os 45 até 60 fps no modo de mesa
  • Quedas de frames ocasionais em momentos mais bombásticos, em ambos os modos
  • Poderia adicionar mais algum conteúdo exclusivo para diferenciar a versão e atrair quem já jogou nos outros consoles

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.