Bright Memory: Infinite | Review

Bright Memory: Infinite é um jogo de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela FYQD-Studio e publicado pela própria empresa, em conjunto com a PLAYISM. Ele nos convida a entrar nas solas de Shelia, uma agente de uma organização que pesquisa o sobrenatural enviada para uma ilha na qual um grande buraco negro ameaça unir duas realidades diferentes.

Será que o título entrega tudo que promete, valendo o uso de nosso precioso tempo? É o que veremos agora, em mais uma review do Pizza Fria!

Supermassive black hole

Bright Memory: Infinite, então. Eu fiquei realmente interessado quando vi os trailers na Steam, leitor. Obviamente, a alta fidelidade dos gráficos e os diversos efeitos visuais são algo que chamam muito a atenção. Mas, como sou super antissistema, o que mais me cativou foi o estilo de jogo. Bombástico, rápido e agressivo, do jeito que um bom jogo de tiro deve ser.

A primeira coisa que me veio em mente, logicamente, foi DOOM. Realmente gosto desses jogos no qual o tiroteio é ininterrupto, com explosões e partículas voando a todo momento. Mas, ao jogar, o que mais me lembrei foi de meu amado, adorado e glorificado Titanfall 2. E não digo esses nomes de forma leviana, leitora. Nem com o intuito de dizer que Bright Memory: Infinite os copiou de alguma forma. Muito pelo contrário.

O título é um misto de várias coisas que já vimos em outros lugares, seja em sua história ou em alguns elementos básicos. Isso faz com que ele não seja nenhuma oitava maravilha do mundo, destruidora de barreiras e criadora de novos moldes. Mas, meu consagrado, como faz bem tudo aquilo que se propõe a fazer.

Bright Memory: Infinite
Os gráficos são realmente impressionantes. (Imagem: Divulgação)

A trama de Bright Memory: Infinite é um tanto simples, mas serve como um bom motivador e pano de fundo para justificar toda a carnificina e confusão que se desenrola. Controlamos Shelia, uma agente da Supernatural Science Research Organization. Uma bela noite, pouco antes de se deitar, ela recebe um telefonema de seu chefe convocando-a para uma nova missão. Que rude!

Ela é enviada para uma ilha sendo sugada por um enorme buraco negro. Como não podemos ter um dia de paz, logo ao chegar, seu jato explode e ela já é jogada de cabeça no meio de um exército de soldados de alguma organização rival que deseja descobrir qualquer que seja o poder atrás do fenômeno e tomá-lo para si.

O que segue é uma trama padrão de filmes de ação, eu diria, contada de forma suficientemente competente. Uma coisa interessante é que a natureza caótica do buraco negro e suas tendências de distorção de realidade permitem que Bright Memory: Infinite tenha uma variedade interessante de inimigos, de soldados modernos até guerreiros, arqueiros, monstros gigantes e estatuas de pedra. Genérico, mas funciona.

Bright Memory: Infinite
Dois inimigos gigantes. (Imagem: Divulgação)

Ah, mas vamos nos focar no que realmente importa. Bright Memory: Infinite tem um sistema de tiro e combate focado em velocidade, muito interessante. Para começo de conversa, nossa destemida protagonista possui um traje que a permite feitos como pulos duplos, dashes e o uso de algumas habilidade psíquicas. É muito divertido ficar pulando de um lado para o outro, trocando tiros e lançando inimigos pelo ar.

A seleção de armas é bem padrão, dentro do que esperamos do gênero. Temos uma metralhadora, uma espingarda, uma pistola automática, um rifle de precisão e uma espada. Ela é a grande diversão da coisa. Podemos fazer combos atirando os inimigos para o alto, refletir projéteis de volta para eles, lançar lâminas de vento. Só a nata do creme.

Cada arma de fogo possui um modo secundário, que aumenta o leque de opções que temos para usar. Além disso, coletamos pequenas estatuetas ao longo das fases que permitem comprar novas habilidades. Elas fortalecem os poderes do traje e das armas de Shelia, ensinando habilidades como cair batendo com a espada no chão para causar dano ou gerar uma onda de energia que joga os inimigos para trás.

Bright Memory: Infinite
A clássica. (Imagem: Divulgação)

Uma grande pena, então, que o jogo pare todo o ritmo em alguns momentos em troco de sequências chatas de furtividade. É de quebrar o coração, de fato. Em um momento estamos pulando, correndo e trocando tiros e espadadas com soldados e arqueiros monstruosos por todos os lados. No outro, estamos agachados em uma moita esperando patrulhas passarem.

Acho que não consigo expressar em termos educados a tristeza que senti. E o pior de tudo é que essas sequências tiram do jogo tudo aquilo que ele tem de especial. Traje com poderes? Desativado. Armas? Nenhuma. Se quiser, pegue um cutelo velho e saia batendo nos calcanhares das pessoas pela escuridão. Estou sendo um pouco dramático, talvez? Certamente. Mas, de todo modo, valia citar.

Fora isso, um outro ponto que pode pesar negativamente é a duração. Bright Memory: Infinite não é um jogo enorme, nem recheado de milhares de coisas para se fazer. Temos dificuldades diferentes, algumas roupas e estilos de armas para liberar e só. Ainda assim, acho que é divertido o suficiente para ser jogado, ao menos, mais de uma vez.

Bright Memory: Infinite
Trágico. (Imagem: Divulgação)

Sons e visuais

Bright Memory: Infinite, como as imagens mostram, tem um estilo sensacional. Os gráficos são lindos, com cores vivas e uma boa fidelidade visual. As sombras, reflexos e partículas que vemos por todos os lados realmente enchem os olhos e fazem a ação ser ainda mais surpreendente. Digo, sem exagero, que foi um dos jogos desse tipo mais bonitos que vi esse ano.

Os efeitos sonoros também são legais. Explosões, gritos, tiros, tudo tem um impacto bom. A espingarda, por exemplo, parece uma trombeta do fim dos tempos tocando diretamente em meus fones de ouvido. Isso é maravilhoso! Nada mais deprimente do que jogar um título desse estilo com armas que tem barulho de pistolinhas de água.

A música é bem padrão para o gênero, e as vozes são bem medianas. Mas, nada que tenha me feito balançar meus punhos em uma fúria impotente em frente a televisão. Estranhamente, minha maior frustração foi com alguns erros de legenda que mudavam a língua de Bright Memory: Infinite em momentos aleatórios. Ainda que a maioria estivesse em inglês, ocorreu o suficiente para notar.

Bright Memory: Infinite
Belíssimo. (Imagem: Divulgação.)

Vale a pena comprar Bright Memory: Infinite?

Então, caro(a) leitor(a), o que pensar de Bright Memory: Infinite? Vejamos, é um jogo de ação que faz muito bem o que se propõe. Os tiroteios são explosivos, a jogabilidade é frenética e os controles são precisos. Além disso, é um mimo de se ver e conta com uns efeitos sonoros bem agradáveis. Me diverti bastante por quase todo tempo que passei jogando.

Quando não estava encantado, estava entediado com as sequências de furtividade. Ainda que não tenham sido tantas, elas realmente dão uma abaixada na bola do jogador. E, como o título não é tão grande, poderiam ter sido melhor aproveitadas colocando mais sequências como a do carro, dos aviões ou, simplesmente, mais uma arena lotada de inimigos.

Ao fim e ao cabo, bom leitor, te digo isto: Bright Memory: Infinite vale o investimento e o tempo se estiver procurando por um jogo de ação sem compromisso, bombástico e frenético. Não vai te segurar por horas a fio, tem uns problemas de legendas e uma história levemente clichê. Mas, no fim das contas, me divertiu pra caramba. E isso que importa, não é? Recomendo.

Bright Memory: Infinite foi lançado no último dia 12 para PC, via Steam, e tem versões programadas para chegar para Xbox Series X|S em algum momento de 2022. No Metacritic, o jogo teve média de 67 pontos na versão avaliada.

*Review elaborada em um PC equipado com AMD RX, com código fornecido pela PLAYISM.

Bright Memory: Infinite

R$ 37,99
8.1

História

7.0/10

Gráficos e Sons

9.0/10

Jogabilidade

9.5/10

Extras

7.0/10

Prós

  • Bombástico, frenético e divertido
  • Movimentação boa e precisa
  • Boas opções entre as armas de fogo, o traje e as espadas
  • Gráficos muito bem feitos
  • Legendas em PT-BR

Contras

  • Péssimas sequências de furtividade quebram o ritmo de jogo
  • Alguns problemas com traduções aqui e acolá
  • Um pouco curto