Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse | Review

A Koei Tecmo resolveu nadar de braçada nessa onda de remakes e jogos remasterizados que 2023 está tendo, e resolveu nos entregar a versão remasterizada do quarto jogo de sua clássica franquia de horror japonês, Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse. Lançado exclusivamente para o Nintendo Wii em 2008, o game fazia grande uso do giroscópio do Wii Mote, que revolucionou a maneira de jogar, trazendo grande imersão ao jogador.

A nova versão chega no dia 9 de março e conta com modelos dos personagens mais bem detalhados, textura e gráficos melhorados, sombras e efeitos de luz refinados, novas roupas para os personagens e um novo Snap Mode para você dar uma pausa na câmera obscura e tirar fotos divertidas.

E será que a remasterização de Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse, game de 15 anos atrás, está valendo a pena ser jogada no Nintendo Switch? Bora dar um confere comigo? Aproveita e da aquela paradinha por aqui, vai buscar aquela pizza de ontem na geladeira, aquece e prepara seu coração com um cafezinho quente, e vem conferir em mais uma review antecipada do Pizza Fria!

Mistérios da ilha Rogetsu

A história do quarto jogo da série Fatal Frame se passa na Ilha Rogetsu, a qual um estranho incidente afetou um grupo de cinco jovens garotas que haviam sido sequestradas e eram mantidas em cativeiro. Após terem sido resgatadas, essas meninas que haviam perdido todas suas memórias, sobre o incidente, foram levadas para morar bem longe da ilha.

Porém, poucos anos depois do ocorrido, outro misterioso incidente ocorreu, matando todos dentro da ilha. Além disso, das cinco jovens resgatadas, apenas três haviam sobrevivido, Ruka Minazuki, Misaki Asõ e Madoka Tsukimori, enquanto as outras duas, Marie Shinomiya e Tomoe Nanamura, morreram misteriosamente.

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Misaki e Madoka acharam que seria uma boa idéia voltar à ilha… (Imagem: Reprodução)

Assim sendo, Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse, tem início com Misaki e Madoka, agora com 17 anos, voltando à ilha e vagando por um hospital abandonado, onde elas ainda tinham um resquício de lembranças. Porém, após inesperados fenômenos ocorridos no local, a dupla se separa e algo terrível acontece a Madoka.

Após descobrir que as outras garotas retornaram à Rogetsu, mesmo contrariando sua mãe, Ruka decide ir de barco até a ilha, para investigar o que há por trás de suas memórias perdidas.

Preparando a jogatina

Como de costume, é possível fazer alguns ajustes básicos para personalizar sua experiência em Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse, como alterar a dificuldade entre fácil, médio e difícil, dentre outras que já vou explicar. Porém, só para deixar claro de antemão, aviso aos jogadores que infelizmente, o game que conta apenas com uma excelente dublagem em japonês, não possui legendas em PT-BR.

Sendo assim, no menu de opções, em display & sound, podemos ativar ou deixar desativada as legendas do jogo, além de mudar o idioma, que pode variar entre o inglês, francês ou alemão. Ainda neste menu, você pode ajustar o volume da música, voz, efeitos sonoros e filmes, é sempre bom equalizar de acordo com seu gosto, mas tenha em mente que Fatal Frame é um jogo que merce ser apreciado com uso de um bom fone de ouvido.

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Você pode aproveitar o giroscópio para apontar mais precisamente a câmera. (Imagem: Reprodução)

Além disso, o game possui dois tipos distintos de jogabilidade para o modo exploração e modo foto, que podem ser alternados no menu General Settings. O Modo Clássico é o que vem por padrão e esse é o estilo de controle similar aos outros jogos da franquia Fatal Frame, e já o Modo Ação, no que lhe concerne, é um estilo de controle mais voltado para jogos de ação.

Além disso, você pode escolher como deseja utilizar a câmera, que pode ser controlada com a utilização do Giroscópio e com o analógico direito, ou, se não quiser recorrer ao giroscópio para uma mira mais refinada, ele pode ser desligado, e você usará somente o analógico direito.

Jogabilidade clássica que casa muito bem com a proposta do game

Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse é um jogo de horror japonês, e se passa, na maior parte, em terceira pessoa, apresentando comandos semelhantes aos dos remakes de Resident Evil. Sendo assim, com o analógico esquerdo, movemos nosso personagem e com o botão analógico direito, movimentamos a câmera e apontamos a lanterna.

Pressionar o botão Y nos leva ao menu onde temos acesso ao mapa, itens, arquivos, memórias e a lista de fantasmas. O botão A é usado para investigar, abrir portas e executar ações em geral, B para cancelar e ZL para correr. Na maior parte do tempo você provavelmente irá apenas segurar ZL e movimentar para os lados, uma vez em que o personagem correndo já é lento e andando ele quase para.

Além disso, independente de estar correndo ou andando, pressionar os botões analógico esquerdo ou direito faz com que o personagem dê um giro rápido e vire rapidamente para a direção oposta, comando muito útil, mas que às vezes, principalmente em situações de desespero, acaba nos frustrando.

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Fique atento e corra para esse bonitão aí não te dar um abraço. (Imagem: Reprodução)

Por fim, uma mecânica fundamental em Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse, é a do filamento de itens. Todas às vezes que você se aproxima de algum item, com que você possa ter interação no cenário, uma espécie de filamento que fica no canto inferior direito da tela, começa a brilhar, e quanto mais forte esse brilho azul fica, mais próximo você está do item.

Um arsenal de outro mundo

No quatro game da franquia Fatal Frame, não usamos armas de fogo ou armas brancas para ferir os fantasmas, ao invés disso, temos a Câmera Obscura, com poderes de ver e selar esses seres e uma Lanterna de Pedra Espiritual, que emite rajadas de luz para banir os mortos.

Com a Camera Obscura, pressione X para pegar a câmera e enquanto estiver segurando, pressione o botão ZR para tirar uma foto. É possível também travar a mira de sua câmera em um fantasma segurando o botão ZL, fazendo com que você não tenha que ficar movimentando a câmera. 

Na prática, é tudo bem simples, enquanto você estiver segurando a câmera, o jogo fica parecida com um FPS, porém, com mecânicas um pouco diferentes, como, por exemplo, o indicador de presença sobrenatural, que aparece no topo da tela com a câmera ativada. Esse indicador mostra quatro direções e piscam em vermelho na presença de fantasmas e amarelo quando forem espectros. Caso outro tipo de força esteja presente, a luz de indicação será azul. 

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Essa belezinha aí é sua inseparável amiga, a Camera Obscura. (Imagem: Reprodução)

Outra arma que podemos utilizar para espantar os mortos é a Spirit Stone Flashlihgt, Lanterna de Pedra Espiritual, em tradução livre. Ela armazena a luz da lua e emite rajadas de luz eficientes contra os mortos. Na prática, a jogabilidade com ela é parecida com a da câmera obscura, pressione X para usar a lanterna e ZR para lançar as rajadas de luz. Quanto mais tempo você conseguir segurar o botão, maior será o feixe e a eficiência do ataque.

Caça fantasmas em ação

Tanto a Camera Obscura, quanto a Lanterna de Pedra Espiritual, podem e devem ser aprimoradas. Para isso, precisamos encontrar, acumular e gastar pedras azuis espirituais, que são encontradas livremente pelos cenários. 

No caso da Câmera Obscura, é possível aprimorar o Poder Máximo que aumenta o dano causado aos fantasmas, Sensibilidade melhora o tempo de carregamento da câmera, Carga que diminuiu o tempo de recarga dos filmes, Armazenamento aumenta o armazenamento máximo de pontos espirituais e o Poder Espiritual faz com que os pontos espirituais recebidos sejam aumentados a cada foto tirada.

A Lanterna de Pedra Espiritual por sua vez, Poder Máximo que assim como na câmera, aumenta o dano causado aos fantasmas, Profundidade faz com que ataques a fantasmas mais longes seja mais efetivo e aumenta ainda mais a inimigos próximos, Eclipse Lunar melhora o tempo de recarga da lanterna, Armazenamento aumenta o armazenamento máximo de pontos espirituais e por fim, Cadeia ou Corrente, que aumenta a pontuação para tiros disparados em sequência. 

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Aprimore a lanterna e a câmera para banir permanentemente os fantasmas. (Imagem: Reprodução)

Outro importante ponto a ressaltar é que lentes com poderes especiais podem ser equipadas para fortalecer tanto a câmera, quanto a lanterna e essas próprias lentes podem ser melhoradas, mas com a utilização de outro tipo de pedra, as pedras espirituais vermelhas.

Dê uma pausa e aproveite o novo Snap Mode

Uma das grandes novidades do remake é a possibilidade de tirar fotos livremente com o Snap Mode. Aproveite o clima tenso do hospital e com sua câmera em mãos, pressione os botões R+Y, para ativar o modo foto sempre que encontrar um lugar interessante para registrar. Neste modo você pode ficar à vontade e manipular livremente os personagens e fantasmas da forma que preferir para tirar sua foto perfeita.

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No Snap Mode você pode posicionar, mudar gestos e expressões dos personagens (Imagem: Reprodução)

É um modo bacana para quem quer uma quebra de clima ocasionalmente, e nele, podemos ajustar o modo de operação da câmera, brilho, profundidade, a lente e as molduras, remover o display, ativar ou desativar o efeito que deixa o jogo embaçado e posicionar cada um dos personagens da tela.

Desempenho, áudio e visual de Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse

O remake do quarto Fatal Frame até recebeu um bom trabalho de aprimoramento gráfico no híbrido da Big N, porém, é notável ainda o quão baixa estão algumas resoluções de texturas nos cenários, e os efeitos de granulação em algumas animações, apesar de serem propositais, podem incomodar os novos jogadores.

Quanto ao desempenho, o jogo está rodando muito bem tanto no modo dock, quanto no portátil e não ocorreu nenhum bug, gargalo ou travamento comigo. Porém, o tempo de carregamento entre os cenários e para entrar no menu de opções é algo que incomoda um pouco. A impressão que dá, às vezes, é de que o protagonista fica segurando a maçaneta da porta, pensando por alguns segundos se deve ou não abrir, enquanto, na verdade, o cenário está sendo carregado.

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As texturas nos cenários em Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse deixaram um pouco a desejar… (Imagem: Reprodução)

Já na parte de áudio, está impecável. Recomendo demais jogar com fone de ouvido. Os ruídos, gemidos, estalos e grunhidos emitidos pelos inimigos e cenários são assustadores e o fone de ouvido irá te ajudar ainda mais a localizar os fantasmas presentes nos cenários.

Vale a pena jogar Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse?

Apesar da falta de legendas localizadas em português do Brasil, da baixa textura nos cenários e da falta de novidades, sem sombra de dúvidas que sim. Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse é assustador, belo e havia sido lançado apenas para o Nintendo Wii, com certeza esse foi um merecido remake e contém o que há de melhor no horror japonês.

Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse está disponível em pré-venda em duas versões, Standard e Deluxe, a partir de R$ 199,95 para Nintendo Switch, PlayStation 4|5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC, via Steam. O game está agendado para chegar nesta quinta, 9 de março.

*Review elaborada no Nintendo Switch, com código fornecido pela Koei Tecmo.

Fatal Frame: Mask of The Lunar Eclipse

+ R$ 199,95
7.9

História

9.0/10

Jogabilidade

7.0/10

Gráficos

7.0/10

Audio

9.0/10

Qualidade da remasterização

7.5/10

Prós

  • O Snap Mode é uma divertida novidade.
  • Realmente assustador e merce ser jogado com fone de ouvido.

Contras

  • As texturas dos cenários deixaram a desejar.
  • Tempo de carregamento no Switch incomoda um pouco.

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!