Marvel’s Guardians of the Galaxy | Review

Os Guardiões da Galáxia são meu grupo de personagens favoritos desse atual universo cinematográfico da Marvel. Com Marvel’s Guardians of the Galaxy – The Telltale Series, minha paixão pelo grupo inusitado de heróis aumentou ainda mais. Portanto, seria inevitável não estar “hypado” com Marvel’s Guardians of the Galaxy. O game da Eidos-Montréal e da Square Enix foi lançado para PlayStation 5, PlayStation 4Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch em nuvem e PC, via Steam e Epic Games Store, trazendo uma pegada de ação muito similar ao que estamos acostumados nos filmes, quadrinhos e outras representações, o que já garante por si só a diversão.

Mas o que esperar do game? Todo o hype criado se justifica, ou é mais um jogo que pode nos frustrar? Vamos descobrir juntos em mais uma análise (sem spoilers!) do Pizza Fria!

Enredo divertido

Um dos pontos mais interessantes de Marvel’s Guardians of the Galaxy é justamente sua narrativa inédita, que introduz personagens novos e antigos. Seguindo um enredo interessante e imersivo, somos colocados no papel de Peter Quill, conhecido também como Senhor das Estrelas (StarLord), o líder dos Guardiões. Em paralelo, controlamos algumas ações dos outros personagens, de forma que certas tarefas só podem ser executadas com o auxílio deles. Deixando isso claro, temos o controle direto de Quill e indireto do resto da equipe, que conta com até 4 tipos de golpes, além de ajudar na exploração dos mapas, que são muito bem desenhados.

Dito isto, voltemos para a questão da história. Sem dar spoilers, os Guardiões acabam se tornando, quase que sem querer, a última linha de defesa de toda a galáxia, de um jeito bem atrapalhado. O jogador é colocado em meio a uma uma série de eventos e flashbacks da vida de Quill, indo para uma viagem por diversos mundos habitados por criaturas emblemáticas e originais do universo Marvel. De confusões com a Tropa Nova, golpes, roubos e um culto religioso que quer dominar a galáxia, a história inédita é extremamente divertida e tem uma pegada bem cinematográfica. Para os fãs, Marvel’s Guardians of the Galaxy é um prato cheio!

Com diálogos que influenciam em ações ao longo da narrativa, Marvel’s Guardians of the Galaxy nos coloca tal como se estivéssemos dentro do grupo. Drax segue com seu estilo literal de levar a vida, rindo nas situações mais inusitadas; Gamora continua com seus problemas paternos; Rocky vive resmungando e tomando as piores decisões; Groot segue sendo Groot e Peter Quill… bem, o Senhor das Estrelas está em sua melhor forma, tomando a liderança do grupo e tendo um desenvolvimento sensacional ao longo do jogo. E bem, sobre a narrativa, para não estragar as variadas surpresas, ficarei por aqui. Falar sobre certos acontecimentos, personagens secundários e revelações tiraria muito a graça.

Aspectos da jogabilidade

Aprofundando o quesito jogabilidade, ela é muito simples e intuitiva, nos colocando no controle da situação em terceira pessoa. Ao longo da narrativa, somos introduzidos a novos movimentos e detalhes essenciais para explorar os mapas. Desta forma, Marvel’s Guardians of the Galaxy é um jogo fácil de se dominar. Fácil e gostoso. Juntar o grupo e descer a porrada em diversos inimigos com variações de combos é uma experiência bem legal. E tudo isso acompanhado de uma excelente trilha sonora, que já vou tratar melhor adiante.

Marvel’s Guardians of the Galaxy funciona muito bem ao alternar momentos de lutas insanas com a calmaria da exploração. No segundo caso, temos uma série de diálogos divertidos que transformam as caminhadas e incursões em parte direta da história, onde você poderá tomar algumas decisões ou falar determinadas coisas que também acabam tendo um impacto narrativo. Esse ponto é interessante e cria uma imersão entre os personagens, mesmo que em algumas situações nós fiquemos meio que “perdidos” em assuntos que talvez pudessem ser melhor introduzidos na trama, nem que fossem de uma forma mínima. Mas… sem spoilers!

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A jogabilidade é simples de se dominar e muito divertida! (Imagem: Divulgação)

A única questão de jogabilidade que causou transtornos foram alguns bugs. Basicamente, eles me impediram de coletar alguns itens colecionáveis em situações de andar colado na parede, e até mesmo chegaram a me “afundaram” em uma parte do mapa. É meio chato, é verdade, mas nada absurdo ou que te faça desistir do jogo. No entanto, são pontos que precisam ser ditos em uma análise. Seria bom que tais detalhes fossem corrigidos para ontem…

Gráficos e sons

Antes de mais nada, eu preciso comentar: a trilha sonora de Marvel’s Guardians of the Galaxy é simplesmente INCRÍVEL! Ela traz, além de músicas originais do próprio game – e da banda Star-Lord, diversas canções dos anos 80. Portanto, se você gostar de a-ha, Tears for Fears, Europe ou até mesmo Rick Astley, vai amar a trilha do jogo. Inclusive, após os momentos em que Peter reúne o grupo em um diálogo que precede o “especial”, essas músicas tocam enquanto a pancadaria acontece, sendo um dos grandes momentos propiciados por Marvel’s Guardians of the Galaxy.

Outro ponto digno de muita atenção e elogios em Marvel’s Guardians of the Galaxy é a localização e dublagem para português brasileiro. As vozes são interpretadas pelos mesmos dubladores do MCU: Raphael Rossatto dá voz a Peter Quill, Priscilla Amorim é Gamora, Mauro Ramos faz um trabalho divertidíssimo com Drax, Mckeidy Lisita dubla o ranzinza Rocky e, por fim, Duda Ribeiro empresta sua voz para as três palavras de Groot. Este ponto é excelente para os jogadores brasileiros, aumentando ainda mais nossa imersão na história. Porém, para os que desejarem, há como mudar a língua do jogo para inglês, mas com legendas em português.

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Os gráficos do jogo são excelentes! (Imagem: Divulgação)

Por fim, no quesito gráfico, Marvel’s Guardians of the Galaxy está simplesmente maravilhoso e com um desempenho muito bom em uma RTX 3060 Ti. Suas texturas, personagens e level design são muito bem feitos, e em algumas cenas podemos perceber nuances nos rostos de cada um dos personagens.

Vale a pena comprar Marvel’s Guardians of the Galaxy?

Mesclando uma narrativa excelente e inédita, uma dublagem em português simplesmente sensacional, jogabilidade divertida e gráficos que não deixam nada a desejar, Marvel’s Guardians of the Galaxy é um jogo muito bom, mas certamente será melhor ainda para os fãs dos Guardiões. Ele apresenta uma narrativa consistente e divertida e alterna bem os momentos de ação e diálogos em mais de 16 horas de jogo, o que é excelente para um título da atualidade.

Em alguns momentos, o jogo pode se tornar um pouco repetitivo, mas tudo acaba se encaixando na trama. Além disso, Marvel’s Guardians of the Galaxy pode apresentar também pequenos bugs que nos forçam a retornar ao último ponto de salvamento ou a ficar sem um item colecionável. Essa é uma experiência chata e já existem diversos relatos na internet sobre isso. Porém, no meu caso em especial, não ocorreram problemas graves ou travamentos. E tais detalhes certamente serão resolvidos em um patch.

Concluindo, Marvel’s Guardians of the Galaxy é um dos melhores jogos de herói que já joguei, sobretudo por explorar toda a essência divertida e atípica dos Guardiões da Galáxia, que estão em sua melhor forma. Mas vale ressaltar que para pessoas que não curtem filmes de herói, o jogo pode não ter o mesmo impacto. Ou pode acontecer justamente o contrário, e a pessoa que nunca viu um dos filmes ficar com vontade de conhecer as aventuras da equipe no MCU. Desta forma, é um jogo divertidíssimo e que vale muito a pena. Por fim, se você gosta dos Guardiões, vá sem medo e encare os inimigos mais temíveis do universo!

*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX 3060 Ti com código fornecido pela Square Enix.

Marvel's Guardians of the Galaxy

8.6

História

8.7/10

Jogabilidade

8.5/10

Gráficos e sons

9.0/10

Extras

8.0/10

Prós

  • Jogo totalmente localizado para o português
  • Gráficos muito bem feitos
  • Narrativa divertida e imersiva
  • Dublagem brasileira é simplesmente incrível

Contras

  • Alguns bugs acabam atrapalhando a busca por colecionáveis
  • Em alguns momentos pode ser um pouco repetitivo

Álvaro Saluan

Historiador e cientista social de formação, é completamente apaixonado por videogames e escreve sobre o tema há uns bons anos. Vê os jogos para além do entretenimento, considerando todo o processo como uma grande e diversificada arte.