Realm of Ink | Review

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Realm of Ink é um roguelike de ação, com uma estética de pintura bem interessante, desenvolvido pela Leap Studio e publicado pela 4Divinity para PlayStation 5Xbox Series X|S e Nintendo Switch e PC via Epic Games Store. Nele, acompanhamos a jornada de uma guerreira através das páginas de um livro nada, nada agradável de se ler. E aí, será que vale a pena encarar? É o que saberemos agora, em mais uma análise refinada e literária do Pizza Fria!

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Leitura dos infernos

Olá novamente, gente bonita que acessa aquele que pode ser conhecido como o cantinho mais totalmente excelente da chamada rede mundial de computadores. Como vão as modas? Estão prontos para fofocar um pouco sobre um joguinho interessante que apareceu para nossa alegria? Mas é claro que sim! Afinal, não estão aqui apenas pelo prazer de minha adorável companhia, certo?

Falando em fofocas, hoje iremos comentar de Realm of Ink, um novo roguelike que deu as caras na praça e chega com uma proposta interessante de mostrar sua ação como se fosse uma pintura, além de permitir que o jogador assuma diversas formas diferentes enquanto é acompanhado por um petzinho bem interessante que pode ajudar um bocado.

Realm of Ink
Será que aqui vende review? (Imagem: Divulgação)

Como todos sabem, eu sou um grande apreciador desse tipo de jogo e sempre fico curioso quando algum novo aparace para jogar. Além disso, fiquei intrigado pela proposta e pela possibilidade de ter uma jogabilidade profunda e variada, algo que nem sempre vemos nesse estilo. Mas, será que deu bom mesmo, ou tudo ficou no mundo dos sonhos e esperanças? É o que vamos saber agora.

Uma narrativa interessante, mas que poderia ser mais bem explorada

Realm of Ink conta a história de Red, uma guerreira que descobre, um belo dia, que está presa dentro de um livro. Com seu frágil mundinho abalado, e certamente muito confusa das ideias, nossa guerreira decide que o melhor curso de ação é pegar sua espada e sair descendo o tapa em geral enquanto tenta entender por que está ali, por que as coisas são como são e, se possível, uma maneira de fugir dessa parada.

O jogo vai se desenvolvendo, conforme avançamos e em cada run, mostrando mais sobre nossa protagonista e seus aliados, além dos vilões do livro e como eles mesmos entendem seu lugar como seres ficcionais sem maiores objetivos na vida. É uma ideia interessante, ainda que o jogo não faça tudo que é possível com a premissa.

Realm of Ink
Como saímos dessa confusão? (Imagem: Divulgação)

Eu achei esse um dos pontos mais fracos de Realm of Ink, principalmente porque essa ideia toda de personagens vendo que estão dentro de uma obra é bem legal, e roguelikes como Hades provam que tem como contar uma narrativa maneira mesmo dentro desse formato. Contudo, nosso jogo de hoje pouco explorar seu potencial, além de contar com personagens rasos e unidimensionais.

Um bom e velho roguelike

Em essência, a jogabilidade de Realm of Ink se baseia nos bons e velhos roguelikes de ação isométrica. Ou seja, vamos passar um bom tempo lutando contra inimigos em arenas, algumas com certos modificadores especiais, enquanto vamos ganhando melhorias temporárias e moedas para deixar nosso boneco mais forte de uma maneira permanente. Se morremos, voltamos do começo.

Podemos lutar usando uma combinação de ataques fortes e fracos, além de esquivas e outros efeitos passivos e ativos conferidos pelos tesouros que ganhamos conforme avançamos. Alguns deles, inclusive, modificam consideravelmente a forma com que cada um de nossos ataques funcionam, trocando propriedades ou, até, transformando em algo completamente diferente.

Realm of Ink
Dano em área é sempre bom. (Imagem: Divulgação)

Por fim, Realm of Ink nos dá a ajuda de Momo, um adorável pet que nos acompanha em nossas aventuras. Apesar de começar com uma forma base, ele pode evoluir de acordo com os tesouros que pegamos e ganhar uma série de novas habilidades básicas e um ultimate. Eu achei bem legal, tanto por aumentar a variedade de builds quanto por

Por fim, também temos acesso a diferentes formas que Red pode assumir, cada uma com seus atributos e ataques únicos. Eu achei isso maneiro demais, principalmente porque cada forma muda bastante a forma de jogar e, por consequência, garante que cada jogador tenha a oportunidade de se especializar em uma que seja mais de acordo com seu estilo de jogo.

Em se tratando de melhorias permanentes, Realm of Ink segue a norma nos dando a opção de aprimorar nossos atributos básicos, ganhos de moedas para compra de itens em cada run e alguns avances para Momo, além de novas formas para Red usar. Dentro do padrão, mas ainda importante para garantir que cheguemos mais longe.

Realm of Ink
Essa forma foca mais em dano de longe. (Imagem: Divulgação)

Agora, vamos para as partes menos saborosas. Meu primeiro problema é com a repetição que, normalmente em jogos desse estilo, é tratada através de mudanças nas arenas e desafios. Até temos alguns aqui, mas achei que são poucos e a aleatoriedade faz com que a maior parte do tempo se resuma a entrar na sala, matar inimigos e vazar. Isso, com o tempo, acaba caindo no marasmo.

Por fim, e nunca acredito que falaria algo assim em minha vida, achei Realm of Ink um pouco mais fácil do que poderia ser. Mesmo com os níveis mais difíceis, que vão evoluindo os stats dos inimigos, ainda sinto que não há tanto desafio assim. Talvez seria interessante poder inserir mais modificadores e restrições do que já temos em troca de outras recompensas ou desafios, por exemplo.

Sons e visuais

Em se tratando de visuais, Realm of Ink entrega um design bem interessante baseado em pinturas chinesas, cheias de cores e com alguns cenários bem elaborados. Eu curti bastante, embora tenha pensado que as arestas dos personagens estão bem cruas e serrilhadas, tirando um pouco do brilho da coisa.

A trilha sonora e os sons de combates estão legais, ainda que não tenham um impacto tão grande quanto a identidade visual do jogo. Fazem seu trabalho, mas não se prendem em nossa memória. Contudo, temos nossas legendas!

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Efeitos! (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar Realm of Ink ?

Realm of Ink, minha gente, é um roguelike bem legalzinho com algumas boas propostas para capturar a atenção dos jogadores. Ainda que algumas partes sejam menos polidas que as outras, acredito que a experiência geral seja bem positiva.

Eu curti o combate do jogo, rápido e frenético, e também a forma como podemos montar nossas builds. Além disso, a ideia de várias formas e pets foi muito bem implementada e realmente moldou minha experiência. Do negativo, sinto que seria legal ter mais desafios, que os gráficos poderiam ser menos serrilhados e (lembrei agora) que encontrei também alguns bugs de legenda e tradução.

Mas, dito isso, ainda acho que o saldo de Realm of Ink é bem positivo. O jogo não inova em demasia, mas faz tudo que se propõe com qualidade tal que vai tanto agradar os apreciadores do gênero quanto a galera que ainda não conhece e tem curiosidade de ver o que são esses tais de roguelikes.

*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela 4Divinity.

Realm of Ink

R$ 73,99+
7.8

História

7.0/10

Jogabilidade

8.5/10

Sons e Visuais

7.0/10

Extras

8.5/10

Prós

  • Muitas formas para escolher, cada uma com skills únicas
  • Pets bem implementados e legais de usar
  • Boa variedade de builds
  • Visual criativo
  • Legendado em português

Contras

  • Gráficos poderiam ser menos serrilhados
  • Bugs com algumas legendas e traduções
  • Poderia ter mais desafio
  • Pouca variação nas salas e arenas

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.