Dystopicon é lançado no Steam com 14 finais possíveis

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A desenvolvedora espanhola Palitroque lançou nesta segunda-feira, 27, Dystopicon, simulador de gerenciamento de tempo ambientado em uma sociedade retrofuturista na qual robôs substituíram os humanos no mercado de trabalho. O título está disponível para PC, via Steam, com preço de R$ 26,49 e desconto de lançamento de 15% durante as duas primeiras semanas.

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Em Dystopicon, o jogador assume o papel de um cidadão de Classe 2 que recebeu uma moradia fornecida pelo governo. Sua principal tarefa é assistir à televisão para receber um salário, que pode ser utilizado para contratar serviços necessários para sobreviver e realizar outras atividades.

Ao longo da campanha, o jogador pode seguir as determinações do governo ou realizar ações contra o sistema. As decisões tomadas durante a partida modificam o desenvolvimento da história e podem levar a 14 finais diferentes.

Dystopicon apresenta seis cenários com novas mecânicas

O modo história de Dystopicon começa em um quarto disponibilizado pelo governo. A partir desse ponto, o jogador pode avançar até se tornar um integrante do Partido ou ser enviado para um campo de reeducação.

A campanha conta com cinco cenários principais e uma área secreta. Cada ambiente apresenta novas informações sobre o funcionamento da sociedade retratada no jogo, além de introduzir mecânicas e situações que exigem mudanças na administração do tempo e dos recursos.

As possibilidades incluem seguir as instruções governamentais, invadir sistemas, trabalhar como funcionário burocrático, participar de ações rebeldes ou tentar obter dinheiro por outros meios. As consequências dessas escolhas determinam o destino do personagem.

Modo Desafio exige que o jogador economize para deixar o quarto

Além da campanha, Dystopicon possui um Modo Desafio no qual o objetivo é acumular dinheiro suficiente para deixar a moradia inicial.

Nessa modalidade, o jogador não recebe os boletins diários apresentados durante a história. A experiência concentra-se na administração dos recursos e dos serviços disponíveis até que o valor necessário seja alcançado.

Projeto começou como um protótipo em 2018

O desenvolvimento de Dystopicon começou em 2018, quando Juan Felipe Molina criou um protótipo e o disponibilizou no Itch.io. Durante aproximadamente 12 meses, o desenvolvedor ampliou a narrativa e experimentou diferentes versões das mecânicas. Segundo o estúdio, essa primeira edição registrou 12 mil downloads.

Molina retomou o projeto profissionalmente em novembro de 2025, após deixar seu emprego para trabalhar na versão comercial. A principal referência citada pelo desenvolvedor foi o livro Ubik, de Philip K. Dick, no qual aparelhos domésticos exigem o pagamento de moedas para serem utilizados.

A partir desse conceito, o projeto estabeleceu seu ciclo central: assistir à televisão para ganhar dinheiro e utilizar o salário para contratar serviços dentro da residência.

O protótipo original apresentava um ciclo de 28 dias, no qual o jogador precisava sobreviver enquanto acompanhava programas televisivos e lia boletins enviados pelo governo.

Para a versão comercial, Xenia Almela foi contratada para reformular os modelos tridimensionais e desenvolver a identidade visual do jogo. Mario Alba, responsável por quadrinhos presentes no protótipo, também produziu novas ilustrações para a edição final.

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.