No More Room in Hell 2 | Review

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No More Room in Hell 2 foi desenvolvido pelo estúdio canadense Torn Banner Studios e lançado em 11 de agosto de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. O game é um intenso jogo de tiro em primeira pessoa, no qual você deverá lutar pela sobrevivência enquanto enfrenta uma verdadeira multidão de mortos-vivos, contando com a ajuda de até oito jogadores em partidas cooperativas.

No More Room in Hell 2 aposta em uma experiência cooperativa intensa, distribuída em dois modos de jogo distintos, nos quais cada missão coloca seu personagem em risco constante, inclusive com a possibilidade de morte permanente. Para piorar, as hordas são dinâmicas e reativas, fazendo com que os mortos-vivos estejam sempre prontos para transformar qualquer descuido em uma situação desesperadora. Aqui, ficar um passo à frente dos inimigos pode ser a diferença entre voltar para casa ou virar comida de zumbi.

Você também curte jogos de tiro em primeira pessoa e quer saber como No More Room in Hell 2 se comporta no PlayStation 5? Então bora comigo para aquela pausa de cinco minutinhos, prepare aquele coado quentinho para aquecer o coração e vem comigo em mais uma análise do Pizza Fria!

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Cada missão pode ser sua última

No More Room in Hell 2 se passa em meio a um surto que transformou grande parte da população em mortos-vivos e mergulhou as cidades em um verdadeiro caos. Com os serviços básicos entrando em colapso e a sociedade praticamente destruída, pequenos grupos de sobreviventes precisam se aventurar por áreas infestadas em busca de recursos e, principalmente, de uma maneira de continuar vivos.

E é nesse cenário que você assume o controle de um Responder, integrante de uma força formada para auxiliar no resgate de pessoas durante o desastre. As missões levam os jogadores para diferentes regiões tomadas pelos mortos-vivos, onde é necessário cumprir objetivos, procurar sobreviventes e coletar recursos antes de tentar alcançar um ponto seguro para a extração.

O problema é que o mundo está longe de ser previsível, as ameaças surgem de diferentes direções, e uma situação aparentemente controlada pode se transformar em um verdadeiro pesadelo em questão de segundos. Enquanto alguns sobreviventes ainda tentam encontrar uma forma de escapar, outros precisam enfrentar as consequências de um mundo em que a esperança parece estar cada vez mais distante.

No More Room in Hell 2
Cuidado, não abandone partidas e seja cauteloso, pois a morte do seu Responder, é permanente. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Sendo assim, meus amigos, é nesse contexto que No More Room in Hell 2 utiliza suas partidas para construir a narrativa e colocar o jogador dentro desse cenário de sobrevivência. Cada incursão representa uma nova oportunidade de descobrir o que aconteceu, ajudar quem ainda está vivo e retornar com segurança. E, considerando que a morte dos Responders é permanente, cada missão pode acabar se tornando a última história daquele personagem.

O foco do jogo é na sobrevivência e cooperação

No More Room in Hell 2 é um jogo de tiro em primeira pessoa com foco total na cooperação, permitindo reunir até oito jogadores na mesma partida. A jogabilidade é simples e bastante acessível, principalmente para quem já está acostumado com o gênero FPS, mas isso não significa que sair atirando para todos os lados seja uma boa ideia. Aqui, trabalhar em equipe e saber administrar seus recursos pode ser tão importante quanto ter uma boa mira.

Ainda assim, os controles poderiam ser um pouco mais refinados, senti falta, principalmente, de opções para calibrar a deadzone dos analógicos, algo que faria bastante diferença na precisão dos movimentos. Embora o jogo conte com assistência de mira, também seria interessante ter ajustes mais detalhados de sensibilidade, permitindo que cada jogador encontre uma configuração mais confortável de acordo com sua forma de jogar.

O game conta com dois modos de jogo distintos, nove diferentes estágios e quatro dificuldades, que vão do iniciante ao pesadelo. No Modo Objetivo, os jogadores precisam cumprir uma série de tarefas espalhadas pelos estágios e, depois, alcançar o ponto de extração com vida para garantir créditos e experiência. Já no Modo Sobrevivência, a missão é um pouco mais direta, e você precisará resistir a três ondas de mortos-vivos enquanto procura e resgata os sobreviventes espalhados pelo cenário.

No More Room in Hell 2
Olha que poluição visual esse monte de coisa escrita na tela, melhora bastante após uma personalizada no meu de visibilidade da interface. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Antes de começar a jogatina propriamente dita, recomendo duas coisas. A primeira delas é aprender o básico nos tutoriais. Eu sei que, assim como eu, algumas pessoas não curtem perder tempo com eles, mas acredite, vale a pena, principalmente para entender as mecânicas e evitar passar vergonha logo na primeira partida.

A segunda dica é dar uma olhada nas configurações de visibilidade da interface. A opção padrão é extremamente poluída, com informações demais ocupando a tela. Por isso, recomendo personalizá-la de acordo com sua preferência ou, como eu fiz, deixar apenas a bússola visível. Acredite, o jogo fica muito mais fácil e agradável jogar dessa maneira.

Cada partida, uma verdadeira aposta

Em No More Room in Hell 2, os personagens possuem um sistema de criação baseado na aleatoriedade. Funciona da seguinte maneira: sempre que você cria um novo personagem, o jogo apresenta algumas opções geradas aleatoriamente, cada uma com um nome, uma profissão anterior ao surto e uma habilidade inicial própria. Isso faz com que cada sobrevivente tenha características diferentes, podendo ser mais voltado para combate, sobrevivência, suporte ou gerenciamento de recursos. Para você ter uma ideia, um Preparador pode contar com vantagens relacionadas à obtenção de munição, enquanto um Especialista em Resgates pode carregar uma quantidade maior de itens médicos.

A partir daí, entra em cena o sistema de progressão. Conforme seu personagem sobrevive às partidas e sobe de nível, novos espaços para habilidades são desbloqueados, permitindo escolher entre diferentes perks e especializar ainda mais aquele sobrevivente de acordo com seu estilo de jogo. Quanto mais você joga com o mesmo personagem, portanto, mais preparado ele fica para encarar situações perigosas e ajudar a equipe durante as missões.

Mas existe um detalhe importante, a morte é permanente. Os Responders, não possuem uma segunda chance caso sejam mortos durante uma missão. Todo o progresso individual daquele sobrevivente é perdido, obrigando você a começar novamente com outro personagem e encarar todo o processo de evolução desde o início.

No More Room in Hell 2
Sempre que você cria um novo personagem, o jogo apresenta algumas opções geradas aleatoriamente, com um nome, uma profissão anterior ao surto e uma habilidade inicial própria (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Dessa forma, No More Room in Hell 2 transforma cada partida em uma verdadeira aposta. Quanto mais experiente e poderoso seu Responder fica, maior também é o risco de perder todo aquele investimento ao entrar em uma nova missão. É justamente essa ameaça constante que faz você pensar duas vezes antes de se colocar em uma situação perigosa. Afinal, naquele momento, você não está apenas tentando concluir mais uma partida, mas protegendo horas de progresso.

Agora sim, estamos prontos!

Agora que estamos prontos, bora para a ação. No More Room in Hell 2 conta com armas corpo a corpo, como facas, canos, chaves de roda e até mesmo pás, para destroçar e enterrar de vez os mortos-vivos, arremessáveis, como granadas e coquetéis Molotov e armas de fogo de diversos modelos e para todos os gostos.

Cada arma possui características próprias, e escolher qual levar para o combate pode fazer toda a diferença. As armas brancas são silenciosas e não dependem de munição, mas exigem que você chegue perigosamente perto dos inimigos. Já as armas de fogo permitem eliminar os mortos-vivos à distância, porém fazem barulho e podem acabar atraindo ainda mais criaturas para a sua posição. Por isso, nem sempre sair metendo bala em tudo que se mexe é a melhor estratégia.

Durante as partidas, também é preciso ficar de olho nos recursos disponíveis. Munição, itens médicos e equipamentos de suporte são encontrados pelos cenários e devem ser administrados com cuidado, principalmente porque nunca sabemos quando aquela última bala ou o único curativo disponível poderá fazer a diferença. Vasculhar casas, veículos e outros locais em busca de suprimentos acaba sendo parte essencial da sobrevivência.

No More Room in Hell 2
Prepara a machadinha para picotar esse bando de mortos-vivos. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

E é justamente aí que a cooperação começa a mostrar sua importância. Com até oito jogadores na mesma partida, cada integrante pode assumir uma função diferente dentro do grupo, compartilhando recursos, ajudando companheiros feridos e decidindo juntos qual será o próximo objetivo. Afinal, enfrentar uma horda de mortos-vivos já é complicado o suficiente, fazer isso enquanto oito pessoas correm cada uma para um lado é pedir para virar estatística!

Audiovisual no Playstation 5

No geral, No More Room in Hell 2 é um jogo bastante bonito e apresenta um ótimo desempenho no console da Sony. Durante minha jogatina, o game rodou muito bem, sem gargalos ou problemas que comprometessem a experiência. Até encontrei alguns bugs pelo caminho, como objetos flutuando pelo cenário, mas nada que tenha atrapalhado a gameplay ou impedido meu avanço.

A ambientação também merece destaque. Os cenários sombrios, abandonados e tomados pelo caos combinam perfeitamente com a proposta de sobrevivência do game, enquanto os efeitos de iluminação e partículas ajudam a criar uma atmosfera ainda mais pesada e imersiva. É fácil entrar no clima quando você está explorando um local aparentemente abandonado e sabe que, a qualquer momento, uma horda pode surgir do meio da escuridão.

Por outro lado, as animações deixaram um pouco a desejar, principalmente nas interações com os objetos do cenário. Em alguns momentos, o personagem parece estar fazendo carinho em uma válvula de gás, em vez de realmente parecer que está girando e manipulando o objeto. Os inimigos, por sua vez, são bem modelados e apresentam um bom nível de detalhes, embora eu sinta falta de uma variedade maior de mortos-vivos para deixar os confrontos ainda mais diversificados.

No More Room in Hell 2
No More Room in Hell 2 é um jogo bonito e muito bem ambientado, com cenários sombrios e pós apocalípticos que combinam perfeitamente com a proposta de sobrevivência do game. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Por fim, a trilha sonora e os efeitos sonoros complementam muito bem a experiência, ajudando a dar vida aos cenários e aumentando consideravelmente a sensação de imersão. Os sons dos mortos-vivos, dos disparos e dos ambientes trabalham em conjunto para criar aquela tensão constante, fazendo você pensar duas vezes antes de sair correndo por um corredor escuro sem saber o que pode estar esperando logo adiante.

Embora o jogo possua menus e legendas localizados para o português do Brasil, No More Room in Hell 2 estranhamente não apresenta legendas para as falas ou orientações transmitidas pelos rádios e por outros NPCs. Além disso, ainda é possível encontrar alguns erros no conteúdo traduzido. Uma pena, pois jogadores que não dominam o inglês podem acabar perdendo informações importantes durante as partidas.

Vale a pena jogar No More Room in Hell 2?

Sim, sem dúvidas alguma, vale a pena jogar No More Room in Hell 2. O game consegue entregar uma experiência cooperativa bastante divertida e, principalmente, diferente de muitos jogos de zumbis que apostam apenas na ação desenfreada. Aqui, cada partida exige atenção, estratégia e uma boa dose de comunicação entre os jogadores, criando situações que podem mudar completamente em questão de segundos. A possibilidade de perder permanentemente um personagem também faz com que cada incursão tenha um peso maior e transforma até mesmo uma simples missão em uma experiência de tensão constante.

É claro que existem alguns pontos que poderiam ser melhores, como a falta de opções mais avançadas para configurar os controles, algumas animações pouco convincentes e a localização incompleta para o português do Brasil. Ainda assim, nenhum desses problemas é suficiente para apagar os méritos de No More Room in Hell 2, principalmente quando levamos em consideração sua excelente ambientação, o bom desempenho no PlayStation 5 e uma estrutura que consegue incentivar o jogador a voltar para novas partidas em busca de sobreviventes, recursos e, principalmente, de manter seu Responder vivo.

Sendo assim, meus amigos, No More Room in Hell 2 é uma ótima pedida para quem gosta de jogos de tiro cooperativos e procura uma experiência na qual sair metendo bala nem sempre será a melhor solução. Reunir a galera, dividir recursos, ajudar os companheiros e tentar voltar inteiro para casa cria momentos que podem render boas risadas, muito desespero e algumas histórias para contar depois da partida. E, quando aquele Responder que você passou horas desenvolvendo finalmente consegue sobreviver a uma missão complicada, a sensação de vitória é simplesmente recompensadora!

No More Room in Hell 2 está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam e Epic Games Store.

*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela Torn Banner Studios.

No More Room in Hell 2

BRL 169,90
7.2

História

6.8/10

Gameplay

7.6/10

Gráficos e Sons

7.5/10

Extras

7.0/10

Prós

  • Sistema de morte permanente que aumenta a tensão.
  • Cooperação para até oito jogadores.
  • Sistema de progressão dos Responders.

Contras

  • Localização para português do Brasil incompleta e com erros.
  • Controles poderiam oferecer mais opções de configuração.
  • Animações pouco convincentes em algumas interações.

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!