HyperParasite | Review

Na onda dos jogos pixelados, HyperParasite chega trazendo uma mistura insana de rogue-lite twin-stick shooter/brawler em visão isométrica repleto de ação e opções para destruir todos os inimigos. O jogo, feito pela Troglobytes Games e distribuído pela Hound Picked Games e a Qubic Games sairá do Early Access e será lançado neste dia 3 de abril para PC, via Steam, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.

Mas, diante dessa ousada mistura de estilos com gráficos pixelizados baseados nos anos 80 ficou legal? Essa é outras questões serão abordadas nesta review.

A história de HyperParasite

O jogo se passa nos anos 80, onde a raça humana terá de enfrentar uma criatura alienígena chamada pela imprensa como HyperParasite (ou Hiper Parasita, na tradução literal). E acredite, isso é bem pior do que a onda punk ou os cabelos estranhos da época. O parasita que o jogador controla é um organismo capaz de tornar os diversos personagens que surgem no cenário como hospedeiros, consumindo suas almas e causando estragos absurdos por meio de suas habilidades.

Portanto, duras leis marciais foram declaradas para dar lugar a uma caçada global. Nela, os agentes da lei se tornaram aliados dos mais seres mais degenerados da Terra: os criminosos. Enquanto o resto do mundo está paralisado pelo medo, quem pode ser confiável? Fica difícil saber, mas uma coisa é certa: o parasita é o maior inimigo e ele quer soltar as armas nucleares para destruir a humanidade.

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A perspectiva do jogo é bem legal. Imagem: Divulgação.

A jogabilidade

HyperParasite é um jogo fácil de controlar, tendo uma visão isométrica que mostra boa parte do mapa e seus respectivos inimigos. Nele, você poderá utilizar um joystick, andando com um analógico e mirando com o outro, ou simplesmente utilizando o teclado, guiando o parasita com WASD e apontando para os alvos com o mouse. Não tem erro. Contudo, os desafios vão ficando cada vez mais intensos e difíceis de serem superados. E se você morrer, o jogo começa todo novamente. Mas, ao retornar para uma nova tentativa, o mapa muda.

Os inimigos são variados, chegando a 60 tipos que você pode incorporar, usando de diversas formas de ataque e habilidades especiais. Isso permite que o jogo se varie constantemente e, mais do que isso, não se torne repetitivo, mesmo sendo. Por fim, o objetivo do jogo é seguir destruindo tudo o que vem pela frente, coletando dinheiro e aprimorando o parasita em uma lojinha, até chegar ao presidente. Mas antes, você precisa enfrentar diversos chefes. Feito todo esse caminho, você poderá apertar o grande botão vermelho e libertar um ataque nuclear que dizimará todo o planeta!

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Espere encontrar chefes bem difíceis. Imagem: Divulgação.

Vale a pena comprar HyperParasite?

A proposta do game é muito bem executada, mas vai ficando um pouco repetitiva, mesmo com uma variedade de inimigos e potenciais hospedeiros. Sua dificuldade o torna desafiador e divertido. Se fosse fácil demais, perderia a graça rapidamente. Pra quem não é muito fã do perrengue, HyperParasite pode ser um pouco estressante, mas nada comparado a um soulslike. Por fim, vale ressaltar que é um jogo leve e que roda facilmente em computadores medianos.

Enfim, para os amantes de gráficos pixelizados (que estão ótimos, por sinal), referências aos anos 80 e muita ação, esse jogo pode render boas horas de jogatina. Ele ainda contará com um modo cooperativo, que não está aberto, mas que certamente potencializará sua diversão. Portanto, dê uma chance ao parasita e divirta-se destruindo o mundo!

*Review elaborada no PC, com código fornecido pela desenvolvedora.

HyperParasite

8.3

História

7.8/10

Jogabilidade

8.6/10

Gráficos e sons

8.3/10

Extras

8.5/10

Prós

  • Variedade de inimigos
  • Mudanças no mapa a cada recomeço
  • Gráficos estilizados

Contras

  • Pode ser difícil demais em alguns momentos
  • Alguns jogadores podem achá-lo repetitivo

Álvaro Saluan

Historiador e cientista social de formação, é completamente apaixonado por videogames e escreve sobre o tema há uns bons anos. Vê os jogos para além do entretenimento, considerando todo o processo como uma grande e diversificada arte.