Resonance: A Plague Tale Legacy | Preview

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Agosto ainda nem chegou, mas ele já começou por aqui no Pizza Fria! A convite da Focus Entertainment, tivemos a oportunidade de testar antecipadamente Resonance: A Plague Tale Legacy, novo capítulo da franquia desenvolvida pela Asobo Studio. A versão disponibilizada oferecia cerca de duas horas de conteúdo e permitia explorar os capítulos cinco e seis da campanha.

Embora o acesso tenha acontecido já na metade da história, sem o contexto dos eventos iniciais, foi suficiente para termos uma boa ideia do que esperar da aventura protagonizada por Sophia. E a principal conclusão dessa primeira experiência é que a série está passando por uma transformação considerável, especialmente quando falamos de combate.

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Uma protagonista muito mais preparada para a ação

A mudança mais evidente em relação a A Plague Tale: Innocence e A Plague Tale: Requiem está justamente na forma como os confrontos acontecem.

Enquanto Amicia dependia muito mais de ferramentas improvisadas, furtividade e planejamento, aqui conhecemos Sophia, uma veterana de Requiem, que se apresenta como uma combatente muito mais capaz em confrontos diretos. Durante os trechos testados, foi possível utilizar ataques com espada, realizar combos, aparar golpes, esquivar e aproveitar diferentes oportunidades ofensivas contra os inimigos.

Resonance: A Plague Tale Legacy
Resonance: A Plague Tale Legacy está visualmente incrível (Imagem: Reprodução/PC/Lucas Soares)

O resultado é um combate significativamente mais dinâmico do que aquele visto nos títulos anteriores. Não chega a transformar Resonance em um jogo focado exclusivamente na ação, mas a sensação é de que a Asobo Studio decidiu ampliar bastante as possibilidades da protagonista.

A própria movimentação acompanha essa filosofia. Sophia é extremamente ágil, realizando saltos longos, escaladas e deslocamentos rápidos pelos cenários. Em alguns momentos, confesso que a distância de determinados pulos pareceu um pouco exagerada para a proposta mais realista da franquia, mas nada que comprometa a experiência.

Resonance: A Plague Tale Legacy
E o combate está muito mais dinâmico! (Imagem: Divulgação)

Puzzles continuam importantes; talvez até demais

Se o combate recebeu mais atenção, os quebra-cabeças continuam ocupando um papel central na aventura.

Boa parte do Capítulo 5 gira em torno da exploração de ruínas e da resolução de enigmas utilizando uma misteriosa esfera carregada por Sophia. O artefato é utilizado constantemente para interagir com mecanismos e avançar pelos cenários, embora a demonstração não explique sua origem ou funcionamento completo.

Resonance: A Plague Tale Legacy
Quebra-cabeças marcam presença no capítulo 5 (Imagem: Reprodução/PC/Lucas Soares)

Em alguns momentos, os puzzles pareceram mais complexos do que o necessário. Porém, existe um detalhe importante: começamos a jogar diretamente do Capítulo 5. Isso significa que provavelmente perdemos diversas explicações e introduções mecânicas que o jogo apresenta naturalmente ao longo dos capítulos iniciais.

Por conta disso, tive a sensação de que alguns desafios exigiam mais tentativa e erro do que deveriam. Ainda assim, é difícil afirmar se essa impressão permanecerá quando tivermos acesso à experiência completa.

Entre mistérios, mitologia e perguntas sem respostas

Narrativamente, a demo foi bastante curiosa. Durante os capítulos disponibilizados, acompanhamos Sophia e Leni, uma personagem inédita, explorando uma misteriosa ilha em busca de respostas. O problema é que o jogo não explica por que estamos ali, qual é o objetivo imediato da dupla ou como chegaram até aquele ponto da jornada.

Por um lado, isso cria certa estranheza. Por outro, desperta curiosidade.

Resonance: A Plague Tale Legacy
Theseus parece ter uma importância grande na narrativa de Resonance: A Plague Tale Legacy (Imagem: Divulgação)

Conforme avançamos, começam a surgir elementos ligados à mitologia grega e ao personagem Theseus. Sem entrar em spoilers, existe um momento específico da demo que reforça a importância dessa conexão e deixa claro que a narrativa está tentando construir algo maior do que apenas uma simples caça ao tesouro.

Ainda é cedo para entender exatamente como tudo isso se encaixa na cronologia da franquia, mas os mistérios apresentados conseguiram cumprir seu papel de despertar interesse pelo restante da campanha.

Um capítulo surpreendentemente diferente do outro

Outro aspecto interessante é a diferença entre os dois capítulos disponibilizados.

O Capítulo 5 funciona quase como uma vitrine das principais mecânicas do jogo, combinando exploração, combate e resolução de puzzles. Já o Capítulo 6 segue uma direção bastante diferente. Aqui, a furtividade assume o protagonismo, remetendo diretamente aos dois jogos anteriores da franquia. Os confrontos tradicionais praticamente desaparecem, dando espaço para sequências mais tensas de observação e evasão. Foi justamente nesse momento que Resonance mais me lembrou a identidade clássica de A Plague Tale.

Resonance: A Plague Tale Legacy
Resonance: A Plague Tale Legacy promete muita mitologia (Imagem: Divulgação)

Visualmente lindo

Se existe algo que a Asobo Studio já demonstrou dominar, é a apresentação audiovisual.

Jogando no PC com uma RTX 5070, Ryzen 7 5700X e 32 GB de RAM, em resolução 4K com DLSS ativado, a experiência foi extremamente sólida, com taxas acimas de 80 FPS. Durante toda a demo encontrei apenas um pequeno bug envolvendo um personagem preso no cenário, algo perfeitamente compreensível considerando que estamos falando de uma versão disponibilizada cerca de dois meses antes do lançamento.

Resonance: A Plague Tale Legacy
Travou aí (Imagem: Reprodução/PC/Lucas Soares)

Visualmente, Resonance: A Plague Tale Legacy impressiona bastante. Os modelos dos personagens exibem um nível de detalhamento altíssimo, especialmente nos rostos, cabelos e até mesmo nas mãos de Sophia, que apresentam cicatrizes, sujeira e marcas que ajudam a transmitir personalidade à protagonista.

As animações também chamam atenção e contribuem para uma experiência ainda mais cinematográfica do que aquela já apresentada pelos jogos anteriores.

O que esperar de Resonance: A Plague Tale Legacy?

Mesmo tendo acesso apenas a dois capítulos localizados no meio da campanha, saí da demo bastante otimista.

A aposta em um combate mais elaborado funciona bem, a ambientação continua intrigante e os mistérios da narrativa despertam curiosidade suficiente para querer descobrir o restante da história.

Ainda existem muitas perguntas sem resposta, e talvez essa seja justamente a intenção da Asobo Studio neste primeiro contato. Mas se a versão final conseguir equilibrar a nova abordagem de ação com a força narrativa que tornou A Plague Tale uma franquia tão querida, agosto poderá reservar uma aventura bastante interessante para os fãs da série.

Resonance: A Plague Tale Legacy será lançado em 27 de agosto para PlayStation 5Xbox Series X|S e PC, via Steam e Epic Games Store. A pré-venda já está disponível nas plataformas digitais.

*Preview elaborada em um PC equipado com GeForce RTX, com código fornecido pela Focus Entertainment.

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.