STARBITES | Review

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STARBITES é um JRPG desenvolvido pela IKINAGAMES e publicado pela NIS America, Inc. Nele, acompanhamos a jornada de uma garota que se mete, junto de vários amigos, em uma confusão tremenda enquanto busca maneiras de fugir de uma dívida quase impagável. E com robôs!

E aí, será que vale a pena encarar? É o que saberemos agora, em mais uma análise mecharavilhosa do Pizza Fria!

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Madbôs

Mais um dia mais um jogo, queridos leitores deste que pode ser considerado um dos sites mais incríveis já imaginados pelo ser humano contemporâneo até os dias de hoje. No momento, estamos nos reunindo nesse espacinho virtual para comentar sobre mais um JRPG que apareceu na praça prometendo matar nosso tédio e ocupar nossas longas, longas horas de vida.

STARBITES, escrito todo em maiúsculo para dar aquela sensação de aventura, chega com a proposta de nos laçar através da combinação açucara da de mundos pós-apocalípticos, robôs nem tão gigantes, combates em turnos que só fazem sentido no mundo mágico dos jogos e uma série de personagens curiosos. Interessante, não é mesmo?

Admito que só a menção de robôs, mechas e derivados já é o suficiente para capturar minha atenção nos dias de hoje. Sou um cara simples, no fim das contas, e sei que nada supera a sensação de controlar toneladas de aço que correm rápidos e leves como belos coelhinhos e possuem canhões com um poder destrutivo maior do que levar um fora daquela pessoa que temos um crush. Que fase, não é mesmo?

STARBITES
Hora de narrar a review. (Imagem: Divulgação)

História

STARBITES conta os dramas de Lukida, uma menina que vive em um planeta desolado, arenoso e perigoso chamado Bitter. Contudo, sua vidinha está prestes a melhorar, já que nossa companheira conseguiu uma passagem só de ida para longe desse lugar arenoso e deprimente! Ou é o que ela planejava, até ser emboscada no deserto, atacada e deixada para morrer.

Agora, Lukida se encontra sem passagem, com uma dívida enorme e um mistério nas mãos. Quem a atacou, e por quê? Onde diabos foi parar a tal passagem? E como ela vai fugir dos agiotas? É essa, e muitas outras perguntas, que ela passará boa parte do início da jornada tentando responder ao lado de sua amiga Gwendoll e o mano Badger.

A partir daí, STARBITES segue expandindo seu universo, introduzindo outros personagens e aumentando os riscos envolvidos. Eu curti a trama porque, ainda que seja um pouco formuláica, conseguiu me prender durante sua duração. Muito devido, devo apontar, aos heróis, heroínas e figurantes que são muito divertidos de conhecer e acompanhar.

STARBITES
Nossa heroína endividada em sua cidade. (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

STARBITES, em essência, é um JRPG de combate em turno no qual exploramos diversos mapas enquanto progredimos na história, lutamos com inimigos e utilizamos recursos e partes que encontramos para montar robôs, e outras coisas mecânicas, irados para usarmos em combate. Esse, por sinal, é um dos pontos fortes da experiência.

O combate segue o sistema de turnos, o bom e velho, no qual cada personagem age em sua vez de acordo com a velocidade que tem. Cada um possui suas próprias habilidades e tipos de dano, que são mais ou menos efetivas contra determinados tipos de inimigos e casam bem com o arquétipo que representam. Mais suporte, dano, defesa e por aí vai.

Cada monstro de STARBITES, ainda, possui um de escudo, vulnerável a certos tipos de ataques, que pode ser quebrado após sofrer uma quantidade específica de dano. Essa é uma mecânica essencial de se explorar, porque garante alguns turnos de vantagem, menos chances de levar uma bordoada em nossas orelhas robóticas e, até, a chance de finalizar uma treta antes mesmo de ela poder começar.

Outra possibilidade interessante é que chamamos de Driver’s High, que funciona mais ou menos como o sistema de avanço de turnos da série Trails. Em suma, temos uma barra de recursos que enche conforme lutamos e, após completar, permite “pularmos” o sistema de turnos para fazer um personagem agir antes que os outros. É algo simples, mas que aumenta nossa gama de opções e, de quebra, também deixa o combate mais completo e profundo.

STARBITES
Minha vez! (Review)

Outro ponto alto de STARBITES é a customização e construção dos robôs, sendo que cada personagem tem um de acordo com seu arquétipo, utilizando peças que podemos comprar, ganhar como recompensas de missões principais e secundárias ou descolar em masmorras e lojinhas. A seleção é variada, e saber montar o robô ideal é essencial para chegar mais longe.

Fora isso, também podemos melhorar as capacidades de nossos personagens com pontos que ganhamos conforme evoluímos. Cada boneco tem uma árvore específica (Badger como tank ou Lukida como support, por exemplo) e outras comuns que, ao serem expandidas, também melhoram muito a capacidade de combate. Isso, somado ao que temos com os robôs, nos dá muitas opções de construção e customização de nossas equipes.

Nesse aspecto, STARBITES realmente lembra bastante um JRPG das antigas, com boas mecânicas que agradam sem entrar em complexidades maiores. Isso é bom, mas tende a ser simples demais no longo prazo e, também, acaba fazendo com que o começo do jogo seja bem mais “magro” do que deveria. Isso, principalmente, devido ao fato dele ter um começo bem lento.

Fora isso, também vale notar que a performance do jogo está bem afetada na versão do Nintendo Switch. O pior é a resolução, muito baixa e borrada, mas certas coisas como determinadas telas de carregamento também sofrem. A ação também é bem lenta mas, nesse caso, me parece ser uma decisão de design e não técnica.

STARBITES
Brigando por vez. (Imagem: Divulgação)

Sons e visuais

STARBITES, visualmente, tem uma pegada bem old-school, lembrando bastante os títulos das antigas. Isso é uma faca de dois gumes, na verdade. Por um lado, temos um título que cativa nos personagens e entrega uns robôs e visuais bem legais em certos momentos. Por outro, temos muitas repetições de cenário, vistas pouco inspiradas e, acima de tudo, os problemas visuais que comentei.

A trilha sonora, por outro lado, me agradou bastante. Além das vozes em japonês o jogo conta com músicas bem legais, tanto em exploração quanto combate, que realmente ajudam a construir o universo e colocar um pouco de emoção nas coisas. Contudo, ficamos sem legenda.

STARBITES
Fortalecendo! (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar STARBITES?

STARBITES, gente bonita de meu coração, é um joguinho interessante. Por um lado temos um lembre adorável de como as coisas eram em dias mais belos e felizes. Por outro, temos algumas decisões e implementações que realmente deixam a desejar. Lado A e lado B, como tudo na vida.

Por um lado, temos um JRPG bem divertido que consegue nos cativar com seus personagens e nos deixar interessados em acompanhar suas trapalhadas. Além disso, o combate é maneiro, curti montar robôs e achei tretar algo mágico. Contudo, ficamos sem nossa legenda, o jogo tem um começo muito lento e fácil e, pior de tudo, a performance deixa muito a desejar.

Ao fim e ao cabo, STARBITES é um jogo que consegue entregar boas horas de diversão apesar de uns deslizes aqui e acolá. O título cumpriu o que eu esperava, ainda que tenha deixado um gostinho do que poderia ter sido. De toda forma, se curte JRPGs e robôs vale a pena dar uma conferida.

STARBITES já está disponível para jogadores de Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam

*Review elaborada em um Nintendo Switch 2, com código fornecido pela NIS America.

STARBITES

7.1

História

7.5/10

Jogabilidade

8.0/10

Sons e Visuais

6.0/10

Extras

7.0/10

Prós

  • Personagens carismáticos que dão vontade de acompanhar
  • Combate interessante, principalmente com a mecânica Driver's High
  • Montar robôs é bem legal

Contras

  • Começo muito lento e fácil pode desanimar
  • Performance ruim no switch
  • Gráficos borrados e com baixa resolução, principalmente no modo portátil
  • Sem legendas em português

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.