O que é o Everywhen? Entenda o novo reino apresentado em God of War Laufey
Entre todas as novidades reveladas durante o anúncio de God of War Laufey, uma chamou atenção por seu potencial de transformar o futuro da franquia: o Everywhen. Apresentado pela Santa Monica Studio como o local para onde os deuses vão após a morte, o novo reino promete expandir significativamente o universo da série ao reunir entidades de diferentes mitologias em um mesmo plano de existência.
A estreia do conceito marca uma mudança importante para a franquia, que até então explorava principalmente as mitologias grega e nórdica. Com o Everywhen, o estúdio abre as portas para um cenário muito mais amplo, capaz de conectar culturas, deuses e criaturas de diversas tradições ao redor do mundo.
Mas afinal, o que sabemos sobre esse misterioso lugar?

O que é o Everywhen?
Segundo as informações divulgadas pela Santa Monica Studio, o Everywhen é um reino transcendental que existe acima dos mundos conhecidos pelos jogadores até agora.
O local é descrito como o ponto de origem e também o destino final de toda magia existente. Mais do que isso, ele representa a resposta para uma pergunta que acompanhou boa parte dos eventos da saga nórdica: o que acontece com os deuses após a morte?
Durante os acontecimentos de God of War Ragnarök, Odin demonstrava uma obsessão constante por adquirir conhecimento sobre aquilo que existia além dos diferentes pós-vidas dos mortais. O Pai de Todos acreditava que havia algo maior escondido por trás das estruturas conhecidas dos Nove Reinos e dedicou grande parte de sua existência à busca por respostas.
Em God of War Laufey, a Santa Monica finalmente pretende explorar esse mistério.
- Confira também: Quem é Faye? Conheça a protagonista de God of War Laufey

A resposta para a grande dúvida de Odin
Ao longo da mitologia nórdica apresentada na franquia, os jogadores conheceram diferentes destinos para os mortos.
Os guerreiros dignos podiam alcançar Valhalla. Outros espíritos seguiam para Helheim. Havia ainda diferentes interpretações sobre o destino de gigantes, deuses e demais criaturas que habitavam os Nove Reinos.
Entretanto, nunca foi explicado com clareza o que acontecia quando um deus deixava de existir.
O Everywhen surge justamente para preencher essa lacuna narrativa.
De acordo com a descrição oficial do jogo, esse reino funciona como uma espécie de pós-vida dos deuses, um plano onde divindades de diferentes origens continuam existindo após sua morte física.
A revelação ajuda a explicar por que Odin estava tão interessado em compreender os segredos da existência além dos reinos conhecidos.
Um encontro entre diferentes mitologias
Talvez o aspecto mais interessante do Everywhen seja sua capacidade de reunir figuras de diferentes culturas em um único local.
Nos jogos anteriores, os encontros entre mitologias eram apenas sugeridos. Kratos saiu da Grécia e encontrou a mitologia nórdica, mas os universos permaneciam relativamente isolados.
Agora, a situação parece ser diferente.
A Santa Monica Studio confirmou que o Everywhen abriga deuses e criaturas provenientes de diversas mitologias. Isso significa que personagens que jamais poderiam se encontrar dentro de suas tradições originais podem compartilhar o mesmo espaço.
Essa abordagem cria possibilidades praticamente ilimitadas para o futuro da franquia.

Sekhmet e Begtse já oferecem pistas sobre essa nova direção
O vídeo de revelação, divulgado no State of Play, apresentou dois dos primeiros deuses que Faye encontrará durante sua jornada: Sekhmet e Begtse.
Sekhmet é uma das divindades mais conhecidas da mitologia egípcia. Associada à guerra, à proteção e à destruição, ela costuma ser representada com cabeça de leão e ocupa posição de destaque entre os deuses do antigo Egito.
Sua presença pode representar o primeiro passo concreto para a introdução da mitologia egípcia dentro do universo principal de God of War, algo que os fãs especulam há anos.
Já Begtse possui origens menos conhecidas do grande público. A figura está associada a tradições budistas e mongóis, frequentemente retratada como uma entidade guerreira protetora.
A escolha dessas duas divindades sugere que a Santa Monica não pretende limitar sua expansão mitológica apenas ao Egito. Pelo contrário, o estúdio parece disposto a explorar referências vindas de diferentes partes do mundo.

Um reino onde a magia está fora de controle
Outro detalhe importante revelado pelo estúdio envolve o estado atual do Everywhen.
Ao despertar após sua morte, Faye descobre que o fluxo natural da magia foi interrompido.
Embora os motivos ainda não tenham sido explicados, a anomalia parece estar diretamente ligada aos principais conflitos da narrativa.
A protagonista percebe rapidamente que o local desafia tudo o que ela acreditava saber sobre a existência. Além da impossibilidade de compreender como retornou à consciência após sua própria morte, ela também precisa descobrir por que a estrutura do reino parece estar se deteriorando.
Essa busca por respostas se torna ainda mais urgente quando Faye percebe que os planos que havia deixado para proteger Kratos e Atreus estão ameaçados.
O Everywhen pode mudar a escala de God of War
Desde o primeiro jogo lançado em 2005, a série sempre foi definida por uma mitologia específica.
Primeiro vieram os deuses gregos. Depois, os deuses nórdicos.
O Everywhen muda completamente essa lógica.
Ao criar um reino capaz de reunir entidades de diferentes culturas, a Santa Monica Studio estabelece uma estrutura narrativa que pode conectar praticamente qualquer mitologia dentro de um único universo coerente.
Isso significa que futuros jogos poderão apresentar deuses egípcios, celtas, japoneses, hindus ou de qualquer outra tradição sem a necessidade de justificar longas transições geográficas ou temporais.
Pela primeira vez, a franquia possui um espaço onde todas essas figuras podem coexistir naturalmente.
O que ainda não sabemos sobre o Everywhen?
Apesar das informações divulgadas, muitos mistérios permanecem sem resposta.
Ainda não está claro quem governa o reino ou se existe alguma entidade superior responsável por sua criação.
Também não sabemos como Faye conseguiu despertar após sua morte, quais regras determinam a existência dentro do Everywhen ou qual foi o evento responsável por interromper o fluxo natural da magia.
Outro ponto em aberto é a relação entre esse novo plano e os eventos de God of War Ragnarök. É possível que futuras revelações expliquem como a queda de Odin e as mudanças provocadas pelo Ragnarök influenciaram o estado atual desse reino.
Uma nova era para a franquia
Embora God of War Laufey marque a estreia de Faye como protagonista, o Everywhen pode acabar sendo a revelação mais importante do jogo.
Mais do que um novo cenário, ele representa uma expansão significativa da mitologia construída pela Santa Monica Studio ao longo das últimas duas décadas.
Se os Nove Reinos definiram a saga nórdica e o Olimpo marcou a era grega, o Everywhen surge como uma ponte capaz de conectar todas as mitologias que ainda podem fazer parte do universo de God of War.
Ainda existem muitas perguntas sem resposta, mas uma coisa já parece certa: o futuro da franquia nunca pareceu tão amplo quanto agora.


