Poly Fighter | Preview #2

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Poly Fighter é um jogo de luta que aposta em uma proposta bastante incomum para o gênero. Em vez de colocar o multiplayer no centro da experiência, o título foi concebido para um jogador e combina combates 1 contra 1 com uma estrutura roguelike, fazendo com que cada campanha evolua de maneira diferente.

Ao longo da jornada, escolhemos nosso próprio caminho por ligas progressivas, aprendemos novos golpes ao derrotar adversários e construímos um estilo de luta único para o nosso lutador, e tudo isso acontece em duelos intensos inspirados nos arcades retrô, mas com comandos simples e fáceis de dominar.

O game está sendo desenvolvido e publicado pela HeartLoop Games, um estúdio independente sediado em Montreal, no Canadá, e ainda não possui uma data de lançamento definida. Se você curte jogos de pancadaria e quer descobrir como Poly Fighter está ficando, aperta o Start aí, rapidinho, e prepara aquele café coado bem quentinho. Vem comigo em mais uma prévia aqui no Pizza Fria!

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Roguelike de luta para um jogador

Antes de tudo, meus amigos, vale um aviso importante, essa ainda é uma preview. A versão que testei de Poly Fighter corresponde à demo que será disponibilizada na Steam no dia 4 de setembro de 2026. Vou deixar o link bem aqui, então, se a proposta do jogo chamar sua atenção, é só dar um pulo na página e fazer o download.

Também vou aproveitar para deixar o link da nossa primeira prévia. Tivemos a oportunidade de experimentar Poly Fighter durante a gamescom Latam 2026 e, desde aquele primeiro contato, já dava para perceber que essa mistura de jogo de luta com roguelike tinha um potencial enorme. E posso adiantar, foi uma degustação deliciosa.

Dito isso, vamos ao que interessa! Como mencionamos em nosso primeiro teste, os desenvolvedores confirmaram que Poly Fighter terá suporte para uma ampla variedade de controles, e, antes mesmo de iniciar a jogatina, nos deparamos com dois esquemas distintos de comandos.

Poly Fighter
A demonstração conta com dois tipos de controle distintos, o simples, e o motion. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

O primeiro é o Controle Simples, no qual os golpes especiais são executados com o simples pressionar de um botão, sendo a opção ideal para jogadores casuais ou para quem não está tão acostumado aos jogos de luta. Já o segundo é o Controle Motion, voltado aos veteranos do gênero, exigindo a execução de sequências de comandos tradicionais para realizar os movimentos especiais.

Na demo, Poly Fighter disponibiliza oito personagens jogáveis, cada um com seus próprios golpes, atributos e peculiaridades. Pela própria tela de seleção, tudo indica que a versão completa contará com mais nove lutadores, totalizando pelo menos 17 personagens.

Fiz questão de começar a jogatina com Adrian, a boxeadora rebelde brasileira, que inclusive possui uma breve dublagem em português do Brasil, um detalhe simples, mas que ajuda a dar personalidade à personagem.

Poly Fighter
Na demonstração, Poly Fighter disponibiliza oito personagens jogáveis, cada um com seus próprios golpes, atributos e peculiaridades. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Uma das mudanças perceptíveis em relação à versão que testei na gamescom Latam está na tela de seleção de estágios. Antes, a progressão acontecia de baixo para cima, agora, avançamos da esquerda para a direita em um mapa guiado por setas. Ao escolher uma casa, você pode definir qual será o próximo oponente.

Cada lutador apresenta características bem distintas, e isso fica claro antes mesmo do combate começar. Alguns são especializados em projéteis, outros em acertos críticos, agarrões, queimadura ou até mesmo em técnicas de salto na parede, entre várias outras habilidades. A lógica é simples, escolha seu adversário, vença a luta e aprenda um de seus golpes.

E é justamente aí que Poly Fighter brilha. Você começa a campanha controlando um personagem e, ao final dela, praticamente está usando outro, graças às habilidades adquiridas ao longo das batalhas. Conforme avança, é possível adicionar novos golpes ao seu repertório, respeitando um limite de espaços, ou substituir técnicas que não combinam com o seu estilo por habilidades recém-desbloqueadas.

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A premissa é simples, e divertida, vença e aprenda uma habilidade do seu adversário. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

E não é apenas com novos golpes que o lutador evolui. Ao longo da grade de progressão, encontramos halteres, que permitem treinar e nos fortalecer, um espelho, em que seu adversário será você mesmo, e até mesmo uma clínica médica, onde é possível aumentar em 200 os seus pontos de vida máximos, ou restaurar toda a vida do personagem, algo essencial, já que a barra de HP não se recupera completamente entre uma batalha e outra.

Pancadaria do início ao fim

Poly Fighter é um jogo de luta com progressão roguelike. Já expliquei como funciona a evolução do personagem, mas a grande pergunta é, e a pancadaria, funciona bem? A resposta é sim. Os controles são extremamente fáceis de dominar, principalmente no esquema de comandos simples, que aposta em uma jogabilidade intuitiva, responsiva e muito agradável desde os primeiros minutos.

Fiz toda esta prévia utilizando um 8BitDo Ultimate 2 conectado via Bluetooth, jogando diretamente no Steam Deck. Durante as partidas, não encontrei qualquer sinal de input lag, bugs ou engasgos, e a experiência permaneceu bastante consistente do início ao fim.

Os combos também são simples de executar. Para realizar um agarrão, basta pressionar dois botões simultaneamente, enquanto os golpes especiais são ativados com um único botão quando a barra de energia está completamente carregada. E, entre uma batalha e outra, ainda é possível treinar com Mr. Polyester, que permite testar novas combinações de golpes antes de voltar para a próxima luta.

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Entre um estágio e outro, você pode entrar no modo treino para testar os seus golpes. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Algo que ficou bem claro para mim, e que não posso deixar de comentar, é que os desenvolvedores não estavam de brincadeira quando falaram sobre o sistema de aprendizado de máquina. A inteligência artificial realmente acompanha a evolução do jogador, elevando o nível de desafio conforme ficamos mais fortes.

O melhor de tudo é que essa escalada nunca soa punitiva. Enquanto os adversários se tornam mais inteligentes e agressivos, nosso lutador também ganha novos golpes, aprimora atributos e amplia suas possibilidades de combate, criando uma curva de dificuldade bastante equilibrada e recompensadora.

Visuais retrô e uma identidade própria

Poly Fighter aposta em gráficos tridimensionais bastante simples, remetendo imediatamente à era do primeiro PlayStation. A diferença é que seus modelos poligonais recebem um acabamento mais refinado, criando um visual retrô que combina perfeitamente com a proposta arcade do jogo.

Os cenários, por outro lado, são bem mais modestos. Um detalhe que me chamou a atenção é que, em diversos estágios, os planos de fundo aparecem propositalmente borrados. Não ficou claro se essa foi uma escolha artística para destacar ainda mais os lutadores durante os combates ou apenas uma limitação da versão de demonstração. É um aspecto que vale observar quando Poly Fighter chegar à sua versão final.

Na parte sonora, o jogo cumpre bem o seu papel. As músicas acompanham o ritmo das lutas, enquanto os efeitos sonoros transmitem impacto e peso aos golpes, embora nenhuma faixa tenha se mostrado particularmente memorável. As dublagens também agradam, com destaque especial para Adrian, a boxeadora brasileira, que conta com algumas falas em português do Brasil durante os confrontos, “Parte pra cima, ou sai do caminho!”.

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Por algum motivo a parte de trás em alguns dos cenários fica borrada, vamos esperar a versão final para ver se é uma escolha artística, ou uma limitação da demonstração. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Por enquanto, a demo oferece suporte apenas aos idiomas inglês e francês. Resta torcer para que a versão completa de Poly Fighter receba uma localização em português do Brasil, algo que certamente tornaria a experiência ainda mais convidativa para o público brasileiro.

O que esperar de Poly Fighter?

Confesso que, desde o primeiro contato, Poly Fighter tem sido uma surpresa extremamente agradável. O jogo apresenta uma proposta ousada ao combinar luta e roguelike, oferecendo controles fáceis de aprender, uma jogabilidade viciante e um visual simples, mas eficiente, que cumpre muito bem o seu papel.

E a HeartLoop Games promete expandir ainda mais esse conteúdo. Ao final da demonstração, o estúdio confirma que a versão completa contará com novos personagens, golpes, habilidades, melhorias no sistema de progressão e diversos recursos de qualidade de vida, indicando que a experiência ainda tem bastante espaço para evoluir.

Agora, resta esperar pelo lançamento e torcer para que Poly Fighter consiga transformar todo esse potencial em um dos jogos de luta independentes mais interessantes dos próximos meses.

*Preview elaborada em um Steam Deck, com código fornecido pela HeartLoop Games.

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!