Hollowbody | Review

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Hollowbody é um jogo de horror e sobrevivência com estética tech-noir e perspectiva em terceira pessoa. O game foi lançado originalmente em setembro de 2024 para PC, via Steam e GOG.com, e agora, o título chega aos consoles PlayStation 5 e Xbox Series S|X no dia 5 de julho de 2026.

O maior pesadelo de qualquer transportador é ficar preso na chamada Zona de Exclusão, uma região tomada por morte e decadência, isolada por gigantescas muralhas erguidas após o colapso da sociedade. Sem ajuda, sem transporte e com recursos extremamente limitados, Mica precisará atravessar esse território hostil, resolvendo quebra-cabeças, administrando suprimentos e lutando pela própria sobrevivência enquanto busca uma forma de escapar.

Ficou curioso para saber como Hollowbody, o survival horror da Headware Games LTD, está se saindo no console da Sony? Então bora para aqueles cinco minutinhos de pausa na leitura, prepare aquele café coado bem quentinho para aquecer o coração e venha comigo em mais uma análise antecipada do Pizza Fria!

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Jornada rumo ao coração da zona de exclusão

Em meados do século XXI, um misterioso ataque bioterrorista mergulhou a costa oeste das Ilhas Britânicas em completo caos. Enquanto o pânico tomava conta da população, autoridades e empresas de segurança privada evacuaram apenas cidadãos considerados importantes para Aeonis, uma gigantesca metrópole construída sobre uma ilha artificial no norte do Oceano Atlântico. Temendo que o contágio se espalhasse, muralhas colossais foram erguidas, isolando completamente as cidades afetadas do restante do mundo.

Semanas depois, ataques orbitais reduziram o que restava daqueles centros urbanos a ruínas, eliminando qualquer esperança das pessoas que ficaram presas dentro da zona de quarentena. Sessenta anos após a tragédia, as cicatrizes daquele desastre ainda permanecem abertas, especialmente para Sasha, uma pesquisadora determinada a descobrir a verdade sobre o incidente que custou a vida de seus avós durante a queda das cidades do Oeste.

Obcecada por respostas, Sasha decide atravessar as muralhas que cercam as antigas cidades do Oeste, desaparecendo pouco tempo depois de sua expedição. É justamente aí que entra Mica, protagonista de Hollowbody, uma transportadora que possui uma forte ligação com a pesquisadora e que, determinada a encontrá-la, aceita cruzar os limites daquele território condenado, mesmo sabendo que as chances de retornar viva são praticamente inexistentes.

Hollowbody
Mica acorda com um odor pungente de incêndio elétrico e a chuva caindo sobre o parabrisa rachado de seu hover caído. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

E assim, meus amigos, Mica parte em uma jornada desesperadora rumo ao coração da zona de exclusão, atravessando ruínas abandonadas, corredores sufocantes e horrores que deveriam ter permanecido enterrados junto ao passado. Porém, quanto mais avança em busca de Sasha, mais a protagonista percebe que existem segredos muito mais perturbadores escondidos dentro das muralhas que cercam as cidades do Oeste.

O clássico está sempre na moda

Buscando agradar tanto jogadores casuais quanto veteranos, Hollowbody oferece duas dificuldades distintas. O modo Casual reduz a quantidade de inimigos e enfraquece seus ataques, enquanto a dificuldade Pretendida entrega a experiência idealizada pelos desenvolvedores, trazendo uma jornada muito mais tensa, com diversos inimigos espalhados pelos cenários e uma quantidade significativamente menor de recursos.

Além disso, Hollowbody conta com dois estilos diferentes de câmera. O modo Recomendado, que utiliza uma câmera dinâmica e fixa, na qual o jogador não possui controle total da visão, remetendo diretamente aos clássicos do gênero. Já a opção Alternativa apresenta uma câmera moderna em terceira pessoa, posicionada atrás do personagem e com controle livre. Ambas podem ser alteradas a qualquer momento no menu de opções.

Tendo dito, Hollowbody é um jogo de tiro em terceira pessoa e, como mencionado anteriormente, a experiência recomendada aposta na clássica câmera fixa, claramente inspirada em títulos como Silent Hill e Resident Evil da era do PlayStation One, em que a transição entre os cenários acontece automaticamente e o jogador possui apenas leves ajustes de movimentação da câmera.

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Os telefones espalhados pelo jogo são seus pontos de salvamento, e aqui, você não terá sala segura. Aproveite quando ver algum para salvar, pois eles são bem escassos no jogo. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Já a câmera alternativa posiciona a visão diretamente nas costas da protagonista, aproximando a experiência dos remakes modernos dos jogos citados. Em ambos os modos, a mira das armas de fogo funciona de forma automática, facilitando os confrontos e mantendo o foco na tensão da exploração.

No quesito controles, Hollowbody também apresenta duas opções distintas. O esquema atualizado, definido como padrão, entrega movimentação moderna e livre com os analógicos. Já o clássico controle tanque, meu favorito para esse tipo de jogo, faz com que os comandos laterais girem o personagem, enquanto o analógico para frente e para trás controla avanço e recuo, recriando fielmente a sensação dos survival horrors da década de 90.

Conteúdos pós-game expandem a qualidade de vida

Como a maioria dos jogos de horror e sobrevivência que se prezam, Hollowbody conta com conteúdos de pós-game. O famoso New Game Plus ajuda bastante a expandir a longevidade e a qualidade da experiência, oferecendo novos desafios e formas alternativas de jogar.

Entre os conteúdos adicionais está o aumento de dificuldade. Assim que você termina Hollowbody na dificuldade Pretendida, o modo Punitivo é desbloqueado. E essa, meus amigos, é realmente a dificuldade em que o filho chora e a mãe não vê, recomendada apenas para jogadores experientes em busca de um verdadeiro desafio.

Outro extra curioso é o Modo Cabeça Grande. Isso mesmo, como o nome sugere, ele faz com que a protagonista, Mica, fique completamente cabeçuda. Sem dúvidas, é uma maneira hilária de revisitar o jogo, apesar de não alterar diretamente a gameplay.

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O modo em primeira pessoa muda completamente a perspectiva do jogo, é outra ótima maneira de recomeçar a aventura. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Já o modo Dungeon Crawl muda bastante a experiência, pois adiciona uma perspectiva em primeira pessoa. Para ativar tanto a câmera em primeira pessoa quanto o modo Cabeça Grande, basta acessar o inventário e equipar os respectivos chaveiros, podendo removê-los a qualquer momento.

Por fim, Hollowbody conta com múltiplos finais e, caso você queira assistir a todos eles, será necessário inclusive concluir o jogo no modo Punitivo usando poucos itens de cura… boa sorte!

Audiovisual de Hollowbody

Hollowbody é um jogo de horror que aposta em cenários com pouquíssima iluminação, ambientes escuros e devastados, nos quais, como vocês podem perceber pelas imagens, grande parte do tempo será necessário confiar apenas na lanterna para enxergar. Os cenários são muito bem modelados e detalhados, repletos de destroços, cadáveres e criaturas que, apesar de não apresentarem grande variedade, cumprem bem seu papel ao longo da aventura.

Graficamente, Hollowbody busca resgatar a essência dos clássicos do gênero, lembrando bastante a estética do primeiro Silent Hill, porém com menos neblina nos cenários e uma direção visual mais acinzentada, reforçada por efeitos de chuva e estática.

Durante toda minha jornada pela Zona de Exclusão em Hollowbody, não enfrentei problemas com bugs, gargalos ou pop-ins. O jogo rodou extremamente bem no PlayStation 5, entregando uma experiência bastante imersiva do início ao fim.

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Hollowbody conta com uma direção visual mais acinzentada, cenários com pouquíssima iluminação, onde grande parte do tempo será necessário confiar apenas na lanterna para enxergar. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Vale a pena jogar Hollowbody?

Hollowbody merece a atenção de qualquer fã de survival horror clássico. O jogo consegue capturar com muita competência a essência dos grandes títulos da década de 90, trazendo câmera fixa, controles tanque, gerenciamento de recursos e uma atmosfera constante de tensão, mas sem deixar de oferecer opções modernas para os jogadores que preferem uma experiência mais acessível e atualizada.

O grande destaque do game está justamente na forma como ele equilibra nostalgia e modernidade. A possibilidade de alternar entre diferentes estilos de câmera e controle permite que tanto veteranos quanto novatos encontrem a maneira ideal de jogar. Além disso, a ambientação sombria, os cenários detalhados e a sensação constante de isolamento dentro da Zona de Exclusão ajudam a construir uma experiência extremamente imersiva do início ao fim.

Mesmo sendo um jogo relativamente pequeno, cerca de 3 a 5 horas de jogo, e sem apostar em trilhas sonoras marcantes ou em uma grande variedade de inimigos, Hollowbody compensa com uma direção artística consistente, excelente desempenho e uma narrativa intrigante. Somado a isso, os conteúdos de pós-game, múltiplos finais e os modos extras que ajudam bastante na longevidade da experiência.

Dito isso, meus amigos, se você sente saudade de clássicos como Silent Hill e Resident Evil no primeiro PlayStation, pode ir sem medo. Hollowbody é uma verdadeira carta de amor ao gênero, entregando uma experiência nostálgica e competente.

Hollowbody fará sua estreia nesta sexta-feira, 5 de junho, para PlayStation 5 e Xbox Series X|S, após sua estreia para PC, via Steam e GOG.com, em 2024.

*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela Headware Games LTD.

Hollowbody

BRL 96,90
7.1

História

7.1/10

Gameplay

7.5/10

Audiovisual

6.7/10

Extras

7.0/10

Prós

  • Legendas com localização em português do Brasil.
  • Opções de câmera fixa e moderna em terceira pessoa.
  • Múltiplos finais e conteúdos pós game.

Contras

  • Pouca variável de inimigos.
  • Apenas de 3 a 5 horas de duração.

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!