Hyrule Warriors: Age of Imprisonment | Review

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Hyrule Warriors: Age of Imprisonment é o mais novo título da série de spin-offs no estilo Musou ambientada no universo de The Legend of Zelda, exclusivo para Nintendo Switch 2. Diferente de seu antecessor, o excelente Age of Calamity (também jogamos!), que explorava uma linha do tempo alternativa, a nova empreitada da parceria entre Nintendo e KOEI TECMO é totalmente CANÔNICA, e se passa anterior a Tears of the Kingdom.

De cara esse é uma jogada ambiciosa, que promete novidades e respeito ao jogo original. Deu certo? Descubra agora, em mais uma resenha do Pizza Fria!

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A volta ao passado não visto

O enredo de Hyrule Warriors: Age of Imprisonment foca na Guerra do Aprisionamento, travada entre Ganondorf e o Rei Rauru, acompanhado dos sábios e de Zelda, que viajou no tempo até os dias do primeiro reinado de Hyrule. Aqui que vemos a ambição em tornar a aventura canônica, pois esses eventos se passam no passado, inutilizando todos os personagens amados do jogo original, que não poderiam aparecer de forma canônica, incluindo até mesmo Link.

Aqui se aposta em revelar os nomes dos sábios, que vimos apenas de relance em Tears of the Kingdom, além de vários outros como o simpático Korok Calamo e Lago, um guerreiro veterano do povo Zora. Os 19 personagens jogáveis tem lá seu charme, mas é difícil emplacar soldados sem tempo de desenvolvimento em um mesmo nível que personagens já desenvolvidos no jogo original como Impa ou os campeões atuais.

Hyrule Warriors: Age of Imprisonment
O jogo foca na viagem de Zelda ao passado de Hyrule. (Imagem: Divulgação)

Pessoalmente, aplaudo a criatividade de retratar uma era antiga de Hyrule. O clima da guerra é sentido no gameplay, com missões em localidades críticas, que devem ser atendidas logo para que o território não seja perdido. Além, claro, das batalhas com hordas e hordas de inimigos, clássico do estilo Musou. Mesmo com a exclusividade de Switch 2 ajudando o processamento do jogo, ainda houve momentos de queda de performance, geralmente no ápice das batalhas com dezenas de personagens na tela, o que prejudica bastante a experiência

Além do Button Mashing, mas nem tanto

A jogabilidade segue a fórmula clássica dos jogos musou: batalhas em larga escala, captura de bases e combos devastadores. Cada personagem jogável, como Zelda, Rauru e Sonia, possui habilidades únicas, e a adição dos artefatos Zonai, muito usados em Tears of the Kingdom, traz uma camada extra de variedade mecânica. A barra de uso desses itens é mantida separada da que regula o movimento especial, deixando o jogador mais livre em como gastar seus recursos. Cada um tem seu uso, desde ventiladores que devolvem projeteis inimigos até lança chamas que podem atear fogo nos adversários. Ambos podem ser combinados para criar um tornado flamejante que causa dano em área. Há muito espaço para experimentação.

Ao mesmo tempo, deixa cada guerreiro jogável menos único, pois todos podem equipar os mesmos itens, que são uma parte importante para a jogabilidade. 

Hyrule Warriors: Age of Imprisonment
Os artefatos Zonai representam novas maneiras de surrar dezenas de inimigos ao mesmo tempo (Imagem: Divulgação)

O combate é ágil e divertido, além de visualmente impactante e acessível, com tutoriais bem elaborados e opções de acessibilidade que facilitam a entrada de novos jogadores. As mecânicas de artefato Zonai e fraquezas específicas para diferentes inimigos dão o toque de Zelda para o musou, de forma bem natural.  Contudo, a repetição das missões, que frequentemente se resumem a derrotar ondas de inimigos ou proteger aliados, pode tornar a experiência cansativa em sessões prolongadas. Mesmo com todas as inovações, é impossível escapar o ciclo de apertar repetidamente o botão de ataque do seu controle.

Visualmente, o jogo adota o estilo artístico dos últimos dois jogos, com ambientes vibrantes e modelos de personagens detalhados. A trilha sonora mistura temas clássicos reimaginados com composições inéditas. Embora acompanhe bem o ritmo do jogo, não atinge o mesmo impacto emocional das trilhas sonoras tradicionais de Zelda.

Vale a pena comprar Hyrule Warriors: Age of Imprisonment?

Hyrule Warriors: Age of Imprisonment é um jogo que caminha uma linha bem tênue entre um gameplay divertido e a repetição. Para quem é fã de musou e The Legend of Zelda, não tem como errar com esse jogo.

Mas quem busca uma experiência mais tradicional de qualquer um dos dois mundos pode achar o título limitado. O entusiasta de Dinasty Warriors talvez não goste dos poucos personagens, sem muito carisma,  ao mesmo tempo que quem gosta de um Zelda tradicional pode se incomodar com a repetição inerente do gênero.

Hyrule Warriors: Age of Imprisonment chegou exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 6 de novembro de 2025.

*Review elaborada com código fornecido pela Nintendo.

Hyrule Warriors: Age of Imprisonment

BRL 389,90
8

História

8.0/10

Gráficos e Sons

9.0/10

Gameplay

8.0/10

Extras

7.0/10

Prós

  • Sistema de combate acessível e divertido
  • Artefatos Zonai trazem variedade à jogabilidade
  • História interessante, apesar de poucos personagens carismáticos

Contras

  • Estrutura repetitiva das missões
  • Quedas de desempenho em batalhas intensas

João Gabriel Marques

Jornalista e Videomaker por formação, entusiasta de filmes e jogos por gosto. Gosta de coisas complicadas que explodem o cérebro e de coisas bestas que desligam o mesmo.