PRAGMATA: um guia com 10 dicas para iniciar bem no jogo

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Há jogos que explicam suas regras com calma, quase pegando o jogador pela mão. PRAGMATA não é exatamente assim. Logo nas primeiras horas, o título da Capcom mistura tiroteio em terceira pessoa, mobilidade com propulsores, gerenciamento de recursos, exploração por setores, sistema de melhorias e, acima de tudo, uma mecânica de hacking que muda completamente o ritmo dos combates.

É o tipo de experiência que parece complicada à primeira vista, mas que começa a fazer muito mais sentido assim que você entende suas prioridades e aprende a ler o jogo. As bases dessa estrutura aparecem com clareza nas dicas presentes nos materiais enviados, especialmente na ênfase dada ao hacking, aos upgrades iniciais, à exploração e ao uso inteligente do abrigo e do arsenal.

Para quem está chegando agora, a melhor forma de encarar PRAGMATA é entender que ele não quer apenas bons reflexos. Ele também exige leitura de cenário, controle de espaço, senso de prioridade e uma certa disciplina para não desperdiçar recursos. Hugh não é um personagem veloz no sentido tradicional, e Diana não existe como um mero acessório narrativo: ela é parte central do combate. Quando os dois funcionam em sintonia, o jogo deixa de parecer um amontoado de sistemas e passa a revelar sua verdadeira identidade.

Este guia detalhado foi pensado exatamente para isso: ajudar iniciantes a sair da fase de estranhamento e entrar na fase em que tudo começa a encaixar. Confira as dicas a seguir!

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1. Antes de tudo, entenda a lógica central de PRAGMATA

O erro mais comum de quem começa PRAGMATA é tentar jogá-lo como um shooter convencional. A aparência até pode sugerir isso em certos momentos, mas a estrutura não funciona assim. Em vez de simplesmente mirar, atirar e avançar, você precisa abrir os inimigos por meio do hacking para então causar dano relevante. Sem isso, os robôs absorvem disparos com facilidade e o combate perde eficiência. Os materiais enviados reforçam justamente esse ponto: hackear não é opcional, e atravessar nodos úteis antes de chegar ao ponto de execução aumenta o dano causado e o tempo em que o alvo permanece vulnerável.

Na prática, isso significa que cada confronto tem duas etapas. A primeira é tática: criar a abertura certa com Diana. A segunda é ofensiva: aproveitar essa vulnerabilidade com Hugh. Esse fluxo é o foco do jogo. Quando você tenta ignorá-lo, PRAGMATA parece duro demais. Quando o respeita, ele se torna muito mais elegante. Por isso, não trate o hacking como uma interrupção do combate. Ele é o combate.

Também vale entender desde cedo que a curva de aprendizado do jogo acontece por sobrecarga. Ele introduz armas, mods, recursos, áreas escondidas e ferramentas defensivas em um ritmo relativamente acelerado. Por isso, iniciantes costumam sentir que estão sempre deixando algo passar. Isso é normal. A melhor saída não é tentar dominar tudo ao mesmo tempo, e sim estabelecer prioridades claras.

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Imagem: Divulgação

2. A primeira prioridade é sobreviver, não causar estilo

Em jogos assim, muitos jogadores caem na tentação de investir cedo em aquilo que parece mais vistoso: armas mais chamativas, golpes de maior impacto ou equipamentos que prometem grandes explosões. Em PRAGMATA, porém, as melhores decisões iniciais são mais pragmáticas do que espetaculares.

Os materiais destacam com frequência que os primeiros investimentos mais valiosos passam pela arma principal de Hugh, pelo hacking de Diana e, em seguida, pelos propulsores e pela sobrevivência do traje. A arma primária é especialmente importante porque, entre todas, é a base mais constante do seu dano, já que outras armas têm munição limitada. Já o hacking de Diana é determinante porque aumenta sua capacidade de abrir inimigos com eficiência, potencializando tanto dano bruto quanto debuffs.

Em termos simples, seu início ideal é este: fortaleça o que você usa o tempo todo. A arma principal não é a mais glamourosa, mas é a mais confiável. O hacking talvez não pareça “uma arma” no sentido clássico, mas é ele que torna todas as outras armas realmente úteis. Blindagem e HP ajudam, claro, mas tendem a render menos do que dano consistente e eficiência ofensiva nas primeiras horas.

Depois disso, entram os propulsores. E aqui está outro ponto essencial para iniciantes: a movimentação de Hugh não foi feita para ser decorativa. O traje é pesado, e a esquiva depende da energia dos thrusters. Isso transforma mobilidade em defesa real. Mais cargas ou mais margem para usar os propulsores significa mais chance de escapar de ataques, reposicionar-se no campo de batalha e até alcançar áreas de exploração que ficam fora da rota principal.

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3. Corra sempre que puder e guarde o impulso para a hora certa

Uma dica aparentemente simples, mas muito importante, é aprender a separar deslocamento de combate. Os materiais enviados deixam claro que correr não consome a energia dos propulsores, enquanto usar o dash e outros movimentos especiais consome. Isso significa que gastar impulso para atravessar longos trechos é um desperdício. Guarde essa energia para momentos em que ela realmente salva sua vida: esquivas, reposicionamento imediato e travessias específicas.

Esse detalhe altera bastante a fluidez da partida. O iniciante que tenta resolver tudo com thrusters costuma chegar às lutas já menos preparado. O que corre quando pode e usa impulso apenas quando precisa, por outro lado, entra nos combates com mais margem de segurança. Parece uma diferença pequena, mas PRAGMATA é um jogo em que pequenas decisões acumuladas mudam muito sua experiência.

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4. No combate, pense antes de atirar

Outro hábito que o jogo pune cedo é a afobação. Como algumas armas têm munição limitada e certos equipamentos aparecem em quantidade controlada, apertar o gatilho sem pensar quase sempre cobra um preço depois. Um dos conselhos mais úteis presentes nos textos é justamente este: não desperdice tiros de armas mais poderosas sem avaliar o momento correto. O ideal é entender padrões dos inimigos, esperar a janela certa e explorar pontos fracos sempre que possível.

Essa filosofia funciona em vários níveis. Primeiro, evita desperdício. Segundo, acelera confrontos quando você já reconhece as fraquezas de cada tipo de robô. Terceiro, ajuda a construir confiança. Quanto mais cedo você aprende que PRAGMATA recompensa precisão e leitura, menos o jogo parece caótico.

Os pontos fracos dos inimigos merecem atenção especial. Os materiais indicam que eles costumam ser relativamente evidentes e, ao serem atingidos, piscam em vermelho. Acertá-los não só causa mais dano, como aumenta o medidor de atordoamento. Quando esse medidor enche, o adversário cai em condição de receber um golpe crítico, capaz de eliminar instantaneamente muitos inimigos. Isso muda completamente a relação custo-benefício de cada disparo. Mire certo, e você economiza tempo, munição e risco.

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5. Aprenda o papel de cada arma e pare de tratar o inventário como enfeite

Uma armadilha comum em shooters com múltiplas armas é carregar equipamentos sem realmente entender para que servem. Em PRAGMATA, isso é ainda mais importante porque o jogo espera que você combine funções. O material enviado destaca que a arma principal deve funcionar como base constante, mas não como única resposta. O ideal é deixá-la recarregando sempre que possível enquanto você alterna para unidades de ataque, táticas ou defensivas.

Na prática, um bom fluxo para iniciantes é o seguinte: hackeie o inimigo, use a arma principal para iniciar a pressão, troque para uma arma de ataque para maximizar o dano durante a abertura e recorra aos dispositivos táticos ou defensivos quando a situação começar a fugir do controle. Essa dança entre recursos é parte da identidade do jogo.

Confira nossa review de PRAGMATA!

Também vale uma observação importante sobre armas carregáveis. Os textos indicam que algumas delas, apesar de parecerem mais fortes no papel, não brilham tanto no começo justamente porque exigem tempo de carga que os inimigos dificilmente vão lhe conceder sem upgrades adequados. É o caso de armas como a Charge Piercer e também de opções cujo desempenho melhora bastante apenas depois que você obtém mods específicos, como o de aumento de velocidade de carga. Em outras palavras: nem sempre a arma “mais forte” é a melhor para o seu estágio atual da campanha.

Por outro lado, o Shockwave Gun aparece nos materiais como uma escolha muito sólida, especialmente no início e em confrontos de curta distância. Quando combinado com ferramentas que imobilizam o inimigo ou com um bom reposicionamento via thrusters, ele pode causar dano massivo com rapidez.

6. O hacking pode parecer estressante no início, mas ele é mais generoso do que parece

Quase todo iniciante passa por esse momento: a grade de hacking surge, o inimigo avança, a visão parece poluída, e a tendência é entrar em pânico. Os próprios materiais enviados reconhecem essa sensação e lembram que os inimigos têm ataques razoavelmente telegráficos e que você geralmente tem mais tempo do que imagina para concluir ou retomar uma rota de hacking.

O melhor conselho aqui é simples: não tente ser rápido a qualquer custo; tente ser limpo. Você vai evoluir muito mais se aprender a reconhecer caminhos seguros na malha do que se apenas arrastar o cursor com pressa. Passar por nodos vantajosos antes de alcançar a execução aumenta sua eficiência ofensiva, então o hacking não deve ser tratado como uma formalidade. Ele é um miniquebra-cabeça com impacto direto na luta.

Outro detalhe útil para reduzir a ansiedade é lembrar que, se um ataque estiver vindo, interromper a tentativa de hacking não é fracasso. É sobrevivência inteligente. Os textos apontam que o progresso não precisa ser encarado como algo perdido no instante em que a matriz fecha; o importante é criar distância, reposicionar-se e continuar.

Entre os nodos mencionados nos materiais, o “Confuse” recebe destaque por sua força, especialmente em situações com muitos inimigos ao mesmo tempo. Transformar um robô em aliado temporário bagunça o campo de batalha a seu favor e pode lhe dar o respiro necessário para retomar o controle da luta. Em combinação com recursos de multihack, isso se torna ainda mais poderoso. Para iniciantes, é uma ferramenta excelente porque reduz pressão e ajuda a administrar grupos.

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7. Não negligencie seus equipamentos defensivos

Quando se fala em arsenal, a tendência é pensar primeiro em armas de dano. Só que PRAGMATA recompensa bastante o uso das ferramentas defensivas. Os materiais enviados citam, por exemplo, o Decoy Generator, capaz de desviar a atenção dos robôs e até influenciar lutas mais tensas. Para o jogador iniciante, isso pode ser decisivo, porque cria janelas de respiração num jogo que frequentemente pressiona o usuário com múltiplas ameaças simultâneas.

Defesa, aqui, não significa jogar passivamente. Significa usar o kit completo. Em momentos de desvantagem, uma ferramenta defensiva bem usada pode valer mais do que insistir em dano bruto. O jogador que aprende isso cedo tende a morrer menos e, consequentemente, a absorver melhor os padrões dos combates.

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8. Explore bastante, mas saiba que nem tudo é para agora

Uma das grandes qualidades de PRAGMATA está na forma como ele esconde recursos, caixas, melhorias e atalhos fora do caminho principal. Os materiais destacam com insistência que explorar compensa: há mods, moedas, componentes de upgrade, áreas secretas e até paredes ilusórias que escondem recompensas importantes.

Ao mesmo tempo, o jogo também trabalha com bloqueios deliberados. Isso quer dizer que haverá situações em que você verá um item, perceberá que ele existe, mas ainda não terá o equipamento necessário para alcançá-lo. Nesses casos, a pior atitude é teimar por tempo demais. Explore, teste possibilidades, mas saiba recuar. Alguns segredos foram claramente pensados para retorno posterior. Os próprios textos mencionam que revisitar áreas antigas se torna mais produtivo conforme novos recursos são desbloqueados.

Preste especial atenção às Safe Boxes e a caixas menores de suprimento. As primeiras são particularmente valiosas porque podem render Cabin Coins, Upgrade Components e Lunafilament, ou seja, recursos centrais para sua progressão.

9. Use o Abrigo sempre que puder

Entre as dicas mais importantes para iniciantes, poucas são tão valiosas quanto esta: volte ao Abrigo. Os materiais descrevem esse espaço como um centro de evolução constante, útil para comprar melhorias, trocar equipamentos, curar, restaurar recursos e reorganizar seu loadout. Além disso, várias fases possuem escadas ou rotas que permitem retornar até ele no meio da missão.

Muita gente ignora isso por achar que “quebra o ritmo”, mas é justamente o contrário. Usar o Abrigo de forma estratégica torna o restante da fase mais administrável. Você volta curado, reabastecido e mais forte. O único custo real é o respawn de inimigos e o reset de alguns elementos, algo que os textos indicam como um preço geralmente pequeno diante dos benefícios.

Além disso, PRAGMATA não parece ser o tipo de jogo que recompensa guardar recursos indefinidamente. Os materiais sugerem gastar upgrade components, lunafilament e Cabin Coins com relativa frequência, em vez de acumular por medo de uma decisão errada. Em boa parte do começo, a melhor escolha é melhorar o que você já usa e facilitar seu presente, não sonhar demais com uma build perfeita para um futuro distante.

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10. Cabin, o clube de carimbos e os treinos não são inúteis

Pode ser tentador olhar para Cabin e pensar que ele existe apenas para dar cor ao Abrigo ou oferecer recompensas cosméticas. Só que os materiais mostram o contrário. O Stamp Club entrega itens relevantes, incluindo armas, mods e nodos de hacking capazes de mudar sua abordagem em combate. Buscar pelo menos combinações eficientes no estilo bingo vale muito a pena.

As Training Simulations merecem ainda mais atenção. Elas aparecem nos textos como uma ótima fonte de recursos, especialmente nas fases iniciais, quando alguns minutos extras de treino podem render componentes, moedas e materiais suficientes para acelerar bastante sua progressão. São desafios que ajudam a dominar mecânicas enquanto ainda recompensam o jogador. Em um jogo com tantos sistemas empilhados, isso é ouro.

Sobre PRAGMATA

Desenvolvido pela mesma equipe por trás de franquias como Resident Evil e Devil May CryPRAGMATA se passa em uma estação lunar futurista que perdeu contato com a Terra.

Na história, o astronauta Hugh Williams é enviado para investigar o local, mas acaba sendo salvo por uma androide chamada Diana. A dupla passa então a explorar a instalação em busca de uma forma de retornar ao planeta, enquanto enfrenta uma inteligência artificial hostil que controla o ambiente.

Combate mistura ação e quebra-cabeças

A jogabilidade de PRAGMATA combina ação com elementos de puzzle. Durante os confrontos, Diana pode hackear inimigos robóticos para expor suas fraquezas, permitindo que Hugh utilize armas de fogo para eliminá-los.

Entre as batalhas, os personagens podem acessar uma área segura chamada Shelter, onde é possível interagir, aprimorar equipamentos e se preparar para desafios mais complexos, incluindo batalhas contra chefes.

Edições e conteúdos adicionais

Além da versão padrão, o título também conta com uma edição Deluxe, que inclui o pacote Shelter Variety Pack, trazendo itens cosméticos, trilhas sonoras adicionais e conteúdos extras dentro do jogo.

Uma demonstração intitulada PRAGMATA Sketchbook também está disponível gratuitamente nas lojas digitais, permitindo experimentar parte da jogabilidade antes da aquisição completa.

Idiomas e trilha sonora

PRAGMATA oferece suporte a diversos idiomas, incluindo dublagem em português do Brasil, além de textos adicionais em diferentes línguas.

Parte da trilha sonora original do game já está disponível em plataformas de streaming, com novas faixas previstas para lançamento a partir da próxima semana.

PRAGMATA já está disponível globalmente para PlayStation 5Nintendo Switch 2PC, via Steam, e Xbox Series X|S.

Álvaro Saluan

Completamente apaixonado por videogames, escreve e pesquisa sobre o tema há uns bons anos. Vê os jogos para além do entretenimento, considerando todo o processo como uma grande e diversificada arte. Vai dos jogos de esporte aos RPGs tranquilamente, admirando cada experiência. Seu maior ídolo dos jogos é Hideo Kojima.