EA SPORTS FC 27 | Review

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Antes de falar sobre EA SPORTS FC 27, preciso começar reconhecendo uma coisa: olhando hoje para trás, fui exagerado na nota que dei à versão anterior da franquia. Naquele momento, algumas mudanças pareceram mais significativas do que realmente eram e, com o passar dos meses, vários problemas ficaram mais evidentes, sobretudo a correria do Ultimate Team. A inteligência artificial defensiva se tornou automatizada demais, o ataque começou a depender de comportamentos previsíveis e boa parte da experiência perdeu aquele brilho inicial. Revendo tudo agora, aquela avaliação não faz mais tanto sentido para mim. Enfim, acontece…

Por isso, cheguei ao EA SPORTS FC 27 bem mais desconfiado. Não bastava sentir que o jogo estava melhor durante as primeiras partidas. Eu queria entender se as mudanças tinham profundidade ou se eram apenas ajustes que pareciam ótimos antes de a comunidade encontrar novamente as melhores formações, movimentos e padrões capazes de quebrar o jogo, ou se o Modo Autêntico não teria grandes mudanças, já que prefiro jogar offline, sobretudo no Modo Carreira. Ainda mais porque FC 26 também começou bem e foi mudando radicalmente durante seu ciclo.

A franquia também já vive uma fase diferente, algo que vejo com bons olhos. Quatro anos depois da separação entre a Electronic Arts e a FIFA, ninguém mais precisa se perguntar se o nome antigo fazia falta. Já é algo passado. Os clubes, jogadores, competições, modos de jogo e principalmente a comunidade continuaram aqui. O desafio agora não é sobreviver sem FIFA no título. É justificar uma nova edição todo ano, algo que já foi mudado no eFootball, por exemplo.

E EA SPORTS FC 27 tenta fazer isso apostando em algo que achei especialmente interessante: duas experiências de jogo que parecem quase dois jogos completamente distintos. De um lado, o Modo Autêntico, mais lento, físico e voltado à simulação do que é o futebol. Do outro, o Modo Competitivo, utilizado em experiências como Ultimate Team, que mantém a identidade acelerada e mais arcade conhecida pelos jogadores. Essa divisão muda bastante minha percepção sobre o jogo. Porém, será que essas novidades justificam um novo jogo da franquia? Essa e outras questões serão explicadas nesta análise. Bora pro campo!

Dois jogos praticamente diferentes

Antes de mais nada, preciso falar minha grande surpresa com o EA SPORTS FC 27, que foi perceber o quanto o Modo Autêntico e o Competitivo se distanciam em diversos aspectos relacionados à jogabilidade e posicionamento tático. Não é simplesmente uma alteração de velocidade. A maneira como o futebol se desenvolve em campo muda de forma bastante clara.

No Modo Autêntico, o jogo é muito mais cadenciado. Os atletas parecem carregar peso, o domínio de bola exige mais cuidado e nem toda recepção deixa o jogador imediatamente pronto para disparar em direção ao gol. Uma bola mais forte pode escapar do controle, um passe recebido de costas demora mais para ser dominado e mudanças bruscas de direção não acontecem com a mesma facilidade.

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Campeonatos como a Premier League estão totalmente licenciados no EA SPORTS FC 27. (Imagem: Reprodução)

Os jogadores estão mais lentos, algo bem diferente da correria que vira o Ultimate Team com as cartas exageradas. Ou seja, isso não é um defeito. Pelo contrário, funciona dentro da proposta do EA SPORTS FC 27 de simular melhor uma partida. Há mais espaço para pensar na construção, girar a bola e observar movimentações. A velocidade continua sendo importante, mas deixa de ser uma solução universal para quase todo problema. Por mudar tanto a dinâmica, precisamos aprender tudo do zero, algo que exige um tempinho, mas, pelo menos, não nos frustra ao perder uma partida. Aliás, está bem melhor que o ano anterior.

Agora, o Modo Competitivo é outra história. É nele jogamos o Ultimate Team, e a diferença aparece rapidamente (e põe rapidamente nisso). As ações são mais rápidas, o controle é mais direto e o futebol se aproxima daquele ritmo que fãs do UT conhecem muito bem. Ainda existem melhorias em relação aos últimos anos, mas continua sendo uma experiência muito mais acelerada e próxima do arcade. Não sou o maior fã do modo justamente por ter um enorme trauma das partidas contra outros jogadores e todas as manhas que não tive tempo para aprender nos últimos anos.

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Uma das câmeras de replay após um difícil gol. (Imagem: Reprodução)

Pessoalmente, gostei muito, mas muito mesmo dessa separação. Não acredito que exista uma única maneira correta de representar futebol em videogame e entendo que simular um esporte tão complexo e cheio de variáveis é algo muito difícil. Quem quer simulação pode buscar um ritmo mais próximo de uma partida real. Quem entra no Ultimate Team querendo competitividade, respostas rápidas e partidas intensas continua encontrando aquilo que espera. Ou seja, EA SPORTS FC 27 atende a todos os públicos.

Defender voltou a depender mais de quem joga

Uma das melhores mudanças está na defesa. No EA SPORTS FC 26, a inteligência artificial defensiva frequentemente fazia trabalho demais, me confundindo em alguns momentos. Era possível controlar pouco os defensores e confiar na estrutura automática para fechar espaços e até recuperar bolas. Já no EA SPORTS FC 27, essa proteção diminuiu bastante. Se eu não trocar corretamente de jogador, acompanhar uma corrida ou atacar a bola no momento certo, sou punido. Aqui, temos todo o controle.

Com isso, os desarmes automáticos aparecem muito menos e o EA SPORTS FC 27 exige mais controle manual. Usar os analógicos corretamente e escolher o momento do bote passou a fazer uma diferença absurda. Jogadores com atributos e PlayStyles defensivos continuam melhores, claro, mas eles não resolvem tudo sozinhos. Também senti redução da força da pressão da equipe e do segundo homem, coisas que costumava usar muito em momentos específicos.

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As faltas cometidas estão com animações aprimoradas. (Imagem: Reprodução)

Essa mudança cria um jogo que parece soar mais justo. Um jogador que defende bem manualmente realmente leva vantagem sobre alguém que simplesmente recua o meio-campo e espera que os zagueiros resolvam tudo. Só espero que isso não seja completamente alterado por atualizações futuras. Já vimos esse filme várias e várias vezes antes. Espero que não decepcionem no EA SPORTS FC 27.

Mais inteligência ofensiva, mas com muitos impedimentos

O ataque no EA SPORTS FC 27 também recebeu melhorias importantes. Uma reclamação que eu tinha com as versões anteriores era como os jogadores pareciam seguir trajetórias muito lineares e repetitivas. Agora, atacantes fazem corridas diferentes com maior frequência, tentando se manter em posição legal e atacar espaços de maneira mais natural. Isso melhora principalmente jogadas pelo centro.

Os pontas também estão com um posicionamento menos automatizado. Eu diria que em ambos os modos de jogo está mais “realista”. Agora, não existe aquela corrida interminável até a linha de fundo toda vez que alguém recebe a bola. É possível acionar movimentações, mas elas possuem duração e contexto para serem utilizadas. Não é só correria, cruzamento e pronto. Precisamos de posicionamento, controle de velocidade e certa noção de posicionamento do ataque.

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Os replays estão excelentes no EA SPORTS FC 27. (Imagem: Reprodução)

Gostei dessa mudança porque torna a construção ofensiva mais variada. Às vezes um atacante aproxima para receber, enquanto outro tenta explorar as costas da defesa. Em outras situações, um jogador movimenta para dentro e abre corredor para o lateral. O problema que senti especificamente no Modo Autêntico é a quantidade excessiva de impedimentos que as partidas acabam tendo, sobretudo com passes vindo do meio de campo. Antes, a coisa era mais controlada. Agora, no EA SPORTS FC 27, o posicionamento dos jogadores sempre acaba caindo na tática da linha de impedimento. Ou seja, é necessário dar passes ainda mais precisos.

A noção tática está mais dinâmica e inteligente. As funções táticas também ganharam importância. Estilo de construção, altura da linha defensiva e papel de cada posição influenciam mais claramente como o time se comporta. Porém, ainda sinto falta da liberdade antiga para mover manualmente jogadores dentro da formação. É uma ausência estranha em um sistema que quer ser cada vez mais tático.

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No EA SPORTS FC 27, tenho visto muito mais impedimentos acontecerem. (Imagem: Reprodução)

PlayStyles mudam pouco o jogo; já os escanteios…

Desde que apareceram na franquia, os PlayStyles dividiram opiniões. Em alguns momentos, eles pareciam mais importantes do que os próprios atributos dos jogadores. Já no EA SPORTS FC 27, ainda fazem diferença, mas achei o impacto um pouco melhor equilibrado. Um atacante com Finesse Shot continua tendo vantagem em determinadas situações, por exemplo, mas os jogadores de elite conseguem depender mais dos próprios atributos. Isso pode ser particularmente interessante no Ultimate Team porque abre espaço para cartas diferentes.

Se o meta realmente permanecer mais variado ao longo do ciclo, será uma das mudanças mais importantes (e interessantes) da edição. O problema é que ainda estamos falando de um jogo vivo, atualizado constantemente, e qualquer balanceamento futuro pode transformar completamente aquilo que funciona hoje, seja para o bem ou para o mal.

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As animações durante o jogo estão mais realistas. (Imagem: Reprodução)

Os escanteios receberam mudanças e são mais complexos de se controlar. Agora precisamos controlar o jogador que receberá a cobrança e construir uma jogada direcionada. Particularmente, tive um pouco de dificuldade em ter de lidar com mais uma mudança brusca desde os anos anteriores. O sistema funciona, mas também me preocupa. Quanto mais opções existem para executar uma estratégia poderosa, maior a chance de a comunidade encontrar alguma forma repetitiva de explorá-la, como sempre ocorre.

The Grounds é a grande novidade

A grande novidade do EA SPORTS FC 27 fora das partidas tradicionais é The Grounds. Trata-se de um espaço social persistente ligado principalmente ao universo de Clubs. Até 100 jogadores podem ocupar a mesma sessão e circular por diferentes áreas. O ambiente possui distritos inspirados em culturas futebolísticas distintas, como Montclair, ligado ao futebol urbano francês; Zeiza, com inspiração nos potreros argentinos; e Parkside, associado às raízes populares britânicas. Dentro deles estão partidas menores de futebol de rua, incluindo 1v1, 2v2 e 3v3, além de modos como Rush.

A execução geral do modo é meio tosca e limitada, sobretudo quando estamos andando entre os lugares. A ideia funciona como uma alternativa mais casual ao Ultimate Team, mas achei meio sem sal. Posso entrar, jogar alguma coisa rápida, desenvolver meu personagem e sair. Ainda assim, não faz muito meu estilo de jogo. Esperava mais, mesmo tendo diversos minijogos e um ambiente social mais aberto. A ideia aqui pode ser muito melhor trabalhada nas próximas edições. Trazer personagens antigos da franquia, como Alex Hunter, ou jogadores conhecidos, como Dybala e Mbappé não mudam em nada o modo.

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O The Grounds é um modo meio esquecível. (Imagem: Reprodução)

Modo Carreira finalmente recebe mudanças relevantes

O Modo Carreira também recebeu atenção considerável, e é o meu ponto favorito do EA SPORTS FC 27. O mercado de transferências está muito mais elaborado e permite pagamentos parcelados, variáveis, cláusulas de recompra e porcentagens de vendas futuras. São elementos comuns no futebol real e que demoraram demais para chegar ao jogo. Além disso, negociamos em separado e de forma mais complexa os salários e contratos com os jogadores e os clubes.

Também há maior competição entre clubes nas negociações, enquanto o OVR Dinâmico faz com que a avaliação geral de cada atleta possa mudar de acordo com forma, moral, lesões, condição física e tempo em campo. Isso cria uma sensação muito mais realista e até mesmo dinâmica para uma temporada, nos mostrando todos os detalhes das opções. Porém, é uma pena que a criação de um time próprio ainda siga completamente limitada na questão de customização, não mudando nada desde o ano anterior. Felizmente, a maior parte das coisas aqui é positiva e excelente para o modo.

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No EA SPORTS FC 27, o Modo Carreira finalmente teve mudanças relevantes. (Imagem: Reprodução)

Já na Carreira de Jogador, o Rivalidades coloca o atleta em competição direta com companheiros por espaço no time titular. São mudanças que não transformam completamente o modo, mas dão a ele uma profundidade que fazia falta há muito tempo. Aliás, a EA deixou esses modos meio que de lado por muito tempo, algo que acaba sendo frustrante para boa parte da base de jogadores.

Ultimate Team continua sendo Ultimate Team, mas com alguns pequenos ajustes

O Ultimate Team recebeu ajustes de estrutura, recompensas e progressão. O número de moedas obtidas em modos PvP parece maior inicialmente, algo positivo para quem não quer depender tanto de pacotes. Ao mesmo tempo, uma economia com mais moedas também pode resultar em inflação no mercado, então é difícil saber como isso estará depois de algumas temporadas. Há também eventos offline contra IA, algo que considero muito bem-vindo. Nem todo mundo quer viver exclusivamente de Rivals e Champions. Eu mesmo corro de jogar com outras pessoas. É muito estressante!

As Evoluções podem seguir caminhos diferentes, enquanto o Campaign Hub centraliza objetivos, equipes e progressão temática. Mesmo com melhorias, porém, Ultimate Team continua tendo sua identidade conhecida. É competitivo, acelerado, baseado em meta e fortemente ligado à obtenção constante de novas cartas. Para quem gosta desse modo competitivo, EA SPORTS FC 27 entrega uma experiência melhor, algo que já era necessário. Agora, para quem nunca gostou, não acredito que esta edição vá mudar completamente sua opinião.

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O Ultimate Team continua com todos os seus exageros de sempre. (Imagem: Reprodução)

Mudanças positivas no audiovisual

Graficamente, não há nenhuma revolução no EA SPORTS FC 27. Quem colocar FC 26 e FC 27 lado a lado provavelmente verá que não tivemos nenhuma mudança radical. As melhorias aparecem mais nas animações e nas expressões dos jogadores. Corridas curvas, sprints, mudanças de direção e disputas físicas parecem mais naturais e trazem uma fluidez que fazia muita falta.

O Off-Balance Dribbling é especialmente interessante. Jogadores habilidosos conseguem manter controle da bola mesmo enquanto recebem contato ou precisam corrigir o equilíbrio. Duelos aéreos e escanteios também apresentam novas animações e movimentos mais sincronizados. Em ambos os casos, o jogo parece acertar ao mudar animações toscas que eram exibidas nas edições anteriores. Os grandes nomes continuam muito bem reproduzidos, embora jogadores menos conhecidos ainda sofram com rostos genéricos.

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EA SPORTS FC 27 teve algumas mudanças pontuais nos gráficos e parte de áudio. (Imagem: Reprodução)

Já a ambientação dos estádios permanece excelente. Torcidas, cantos e reações deixam partidas importantes com bastante personalidade, sobretudo em partidas importantes. Em um bom sistema de som, a diferença entre jogos menores e grandes estádios fica ainda mais perceptível. A trilha sonora, uma das grandes marcas da franquia desde a época FIFA, também é gigantesca, reunindo 120 músicas de 36 países. Entre os artistas aparecem nomes consagrados como Interpol, The Strokes, The War on Drugs, Royal Blood, The Neighbourhood, Little Simz e outros.

Vale a pena jogar EA SPORTS FC 27?

EA SPORTS FC 27 é a edição que mais gostei desde quando a EA abandonou a FIFA. Dito isto, desta vez prefiro ser mais cuidadoso com o entusiasmo. Minha avaliação exagerada do jogo anterior me ensinou que o verdadeiro teste desses títulos não acontece apenas durante as primeiras semanas. Atualizações, meta e mudanças muito radicais na jogabilidade e também na inteligência artificial podem alterar completamente uma experiência inicialmente promissora.

Hoje, porém, vejo avanços muito claros no EA SPORTS FC 27. A defesa mais manual recompensa quem realmente domina troca de jogadores, posicionamento e bote. Os atacantes se movimentam melhor e os desmarques curvos ajudam a construir um futebol menos robótico. O Modo Carreira finalmente recebeu sistemas de transferência e progressão mais próximos do futebol moderno, nos dando uma sensação de realmente estarmos gerindo um time.

A separação entre os modos Autêntico e Competitivo também foi uma excelente decisão. Para mim, talvez seja justamente uma das maiores qualidades desta edição. O Autêntico oferece futebol mais lento, pesado e imperfeito, com domínios difíceis, atletas menos explosivos e maior espaço para construção. Parece uma tentativa real de simulação, algo que me agrada demais. Já o Competitivo mantém aquilo que Ultimate Team precisa ser para seu público: rápido, direto e mais arcade. São experiências tão diferentes que, em alguns momentos, parecem dois jogos distintos.

O The Grounds é uma novidade que dá aos jogadores algo mais social fora do ecossistema tradicional do UT. Ainda precisa provar que consegue permanecer relevante durante o ano inteiro, mas a integração com Clubs é muito inteligente. Porém, esperava mais, sobretudo das animações dos personagens e outros detalhes que parecem terem sido feitos de maneira desleixada.

Existem problemas, obviamente. O sistema de escanteios mudou muito e pode acabar sendo explorado pelos jogadores mais “viciados”, algumas restrições táticas continuam sem sentido, o visual não mudou tanto e o Ultimate Team, ainda que com atualizações positivas, permanece preso a algumas características que incomodam quem não gosta desse modelo. Além disso, ainda existe o medo de atualizações futuras tornarem a defesa novamente automatizada demais.

Além disso, seguimos, por mais um ano, sem o Campeonato Brasileiro licenciado. Com isso, apenas times como Botafogo e Bahia estão com nomes dos jogadores reais, enquanto os outros seguem com atletas genéricos, algo que acaba sendo um grande problema para quem curte o Brasileirão.

Mesmo assim, neste momento, EA SPORTS FC 27 representa uma evolução clara desde o ano anterior. Não é uma reinvenção total e muito menos um futebol virtual perfeito, mas parece compreender melhor que diferentes jogadores querem experiências diferentes, sendo, na minha modesta opinião, o melhor jogo de futebol da atualidade, sobretudo no Modo Autêntico.

Por fim, desta vez dou uma nota que considero mais coerente com o pacote apresentado no EA SPORTS FC 27. É uma edição cheia de melhorias, boas ideias e uma separação inteligente entre simulação e competição, mas que ainda precisa provar ao longo dos próximos meses que não vai perder o equilíbrio que encontrou no lançamento.

EA SPORTS FC 27 já está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC, via Steam, Epic Games Store e EA app.

*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Electronic Arts.

EA SPORTS FC 27

BRL 349,00
8.3

Jogabilidade

9.0/10

Gráficos e sons

9.0/10

Licenças, jogadores e imersão

8.8/10

Modos multiplayer

8.8/10

Extras

6.0/10

Prós

  • Modo Autêntico oferece uma experiência muito mais próxima de simulação
  • Inteligência ofensiva e defensiva estão aprimoradas
  • Modo Carreira recebeu melhorias importantes
  • Ambientação e áudio continuam excelentes

Contras

  • Ainda não é possível reposicionar livremente atletas na formação
  • The Grounds é uma novidade pouco explorada
  • Sempre existe o risco de futuras atualizações mudarem demais o bom equilíbrio atual
  • Jogo segue sem o Campeonato Brasileiro e todos os seus times licenciados

Álvaro Saluan

Completamente apaixonado por videogames, escreve e pesquisa sobre o tema há uns bons anos. Vê os jogos para além do entretenimento, considerando todo o processo como uma grande e diversificada arte. Vai dos jogos de esporte aos RPGs tranquilamente, admirando cada experiência. Seu maior ídolo dos jogos é Hideo Kojima.