FINAL FANTASY X/X-2 HD Remaster | Review

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Existem jogos que permanecem importantes mesmo depois que suas limitações se tornam evidentes. FINAL FANTASY X/X-2 HD Remaster reúne dois títulos que conheço há muitos anos, mas é o primeiro deles que transforma este relançamento em algo especialmente significativo para mim. Joguei Final Fantasy X originalmente no PlayStation 2, retornei à remasterização no PS3, depois no PlayStation 4e investi mais de 120 horas até conquistar a platina. Ele continua sendo meu capítulo favorito da franquia e um dos melhores jogos que já joguei.

Reencontrar Tidus, Yuna e o mundo de Spira no Nintendo Switch 2 confirma que sua narrativa, seu combate por turnos e sua trilha sonora ainda possuem força para sustentar a experiência. Ao mesmo tempo, esta nova visita também evidencia sistemas que envelheceram, limitações técnicas preservadas por mais um relançamento e um preço difícil de defender. Entre a importância histórica da jornada da summoner Yuna e as decisões questionáveis desta edição, o pacote exige uma análise que vá além da nostalgia. Os detalhes disso tudo você conhece agora, em mais uma review antecipada do Pizza Fria!

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Uma peregrinação marcada pelo sacrifício

Final Fantasy X foi o primeiro capítulo numerado da série lançado para PlayStation 2. Além de representar um salto visual em relação aos jogos anteriores, foi o primeiro título principal da franquia a utilizar dublagem, dando voz aos personagens durante a maior parte da campanha.

A história começa na cidade de Zanarkand, onde Tidus vive como uma estrela do Blitzball, um popular esporte praticado no mundo. Acontece que a cidade foi atacada por uma criatura gigantesca chamada Sin. Depois do incidente, Tidus desperta em Spira, um mundo que aparenta estar mil anos no futuro e cuja população vive constantemente ameaçada pela mesma criatura.

Durante sua busca por respostas, Tidus conhece Yuna, uma jovem que inicia uma peregrinação pelos templos de Spira. Sua missão é obter diferentes aeons (as famosas invocações/summons da franquia) e chegar às ruínas da cidade de Zanarkand, onde poderá adquirir o poder necessário para derrotar Sin e dar ao mundo um período temporário de paz.

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A emocionante jornada de Tidus e Yuna continua sendo a melhor história Final Fantasy pra mim (Imagem: Divulgação)

O conflito ganha força quando o jogador compreende o preço dessa missão. Spira permanece presa em um ciclo de destruição, esperança e sacrifício, perpetuado pela religião de Yevon e tratado pela população como algo inevitável. Yuna sabe o que a espera, mas aceita seu papel por acreditar que sua vida pode oferecer algum alívio às demais pessoas.

Tidus, então, funciona como alguém capaz de questionar essa tradição. Como não cresceu em Spira, ele não aceita com a mesma naturalidade as regras religiosas e sociais daquele mundo. Sua relação com Yuna se desenvolve enquanto ambos lidam com as expectativas deixadas por seus pais e começam a buscar uma alternativa ao destino que receberam.

Yuna, pra mim, continua sendo uma das personagens mais marcantes da franquia. Sua gentileza não representa fragilidade, mas a maneira que encontrou para suportar uma responsabilidade enorme. E a dublagem dá um peso incrível para isso. A evolução da personagem é gradual e está diretamente ligada à forma como ela passa a enxergar sua missão, seus companheiros e o próprio direito de continuar vivendo.

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Ela conseguiu! (Imagem: Reprodução/Nintendo Switch 2/Lucas Soares)

Final Fantasy X-2 mostra o que acontece depois que esse ciclo é rompido. Sem uma peregrinação para cumprir, Yuna precisa descobrir quem é quando já não existe uma missão determinando todos os seus passos. Sua mudança visual e comportamental acompanha uma Spira mais livre, mas também dividida entre grupos políticos que possuem ideias diferentes sobre o futuro.

A sequência troca parte da melancolia por uma aventura mais leve, episódica e bem-humorada. Confesso que essa mudança tonal nunca me conquistou da mesma forma, e X-2 está longe de ocupar a mesma posição do primeiro jogo entre os meus favoritos. Ainda assim, ele complementa o desenvolvimento de Yuna e mostra que sobreviver ao sacrifício também exige aprender a construir uma nova identidade.

Turnos, funções e decisões estratégicas

O combate de Final Fantasy X utiliza os turnos tradicionais de JPRGs. Não existe uma barra avançando em tempo real nem comandos que exigem apertar um botão no momento do impacto. O jogador seleciona a ação, escolhe o alvo e observa o resultado.

Isso pode parecer simples diante de RPGs modernos que adicionam parries, esquivas e ataques cronometrados, mas existe profundidade na maneira como os turnos são organizados. Uma lista na lateral da tela mostra quem agirá em seguida, permitindo prever ataques e alterar a sequência por meio de magias e habilidades.

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Aprende a lutar direitinho! (Imagem: Reprodução/Nintendo Switch 2/Lucas Soares)

Também é possível trocar integrantes do grupo durante a batalha sem desperdiçar o turno. Essa liberdade é importante porque cada personagem traz uma função bem definida. Tidus possui velocidade para enfrentar criaturas ágeis, Wakka consegue acertar inimigos voadores com sua bola de Blitzball e Auron utiliza golpes pesados contra adversários protegidos por armaduras.

Lulu é especializada em magia negra e explora fraquezas elementais, enquanto Yuna concentra magias de cura e suporte. Rikku utiliza e combina itens, Kimahri pode seguir diferentes caminhos de desenvolvimento. O legal é que os demais personagens gradualmente deixam de ficar presos às funções iniciais.

Isso acontece porque a progressão não acontece por níveis tradicionais. Depois de acumular experiência, os personagens recebem movimentos para percorrer o Sphere Grid, um grande tabuleiro formado por espaços interligados. Para ativar cada ponto, é necessário utilizar esferas obtidas nas batalhas, aumentando atributos como força, defesa e vida ou desbloqueando novas habilidades.

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Wakka é um personagem incrível! (Imagem: Reprodução/Nintendo Switch 2/Lucas Soares)

No início, cada integrante percorre uma área correspondente ao seu papel. Conforme novos caminhos são abertos, entretanto, Tidus pode aprender magias, Yuna pode desenvolver poder ofensivo e outros personagens podem ocupar funções completamente diferentes. É um sistema que mistura progressão guiada e liberdade, ainda que exija bastante dedicação para ser preenchido por completo.

Há uma pequena inconveniência: apenas os personagens que participam da batalha recebem pontos. Isso incentiva o jogador a colocar todos em campo, mesmo que somente para realizar uma ação e trocá-los novamente, criando uma rotina repetitiva para quem deseja desenvolver o grupo de maneira equilibrada.

Aeons não são apenas animações de ataque

As invocações também funcionam de maneira diferente de vários capítulos da franquia. Quando Yuna chama um aeon, a criatura substitui todo o grupo e passa a ser controlada diretamente, com seus próprios atributos, comandos, magias e Overdrives.

Entre eles estão nomes conhecidos da série, como Ifrit, associado ao fogo; Shiva, especializada em gelo; e Bahamut, um dos dragões mais tradicionais de Final Fantasy. Valefor, Ixion e outros aeons também são obtidos durante a peregrinação.

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Valefor, o primeiro aeon de Yuna (Imagem: Reprodução/Nintendo Switch 2/Lucas Soares)

Existem ainda invocações opcionais, como Anima, que possui uma das histórias e aparências mais marcantes do jogo, enquanto as Magus Sisters funcionam como um trio. Yojimbo, por sua vez, exige que o jogador pague por cada ataque. Seu comportamento depende tanto do valor oferecido quanto da relação construída com Yuna.

Entre os possíveis golpes de Yojimbo está Zanmato, capaz de eliminar imediatamente quase qualquer inimigo, inclusive chefes secretos. Isso não significa que basta pagar qualquer quantia e vencer: a utilização do ataque envolve fatores internos e não é totalmente previsível. Ainda assim, ele pode servir como uma alternativa peculiar para desafios que normalmente exigiriam muitas horas de desenvolvimento.

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Os Overdrives exercem o papel tradicional dos Limit Breaks da franquia. Cada personagem possui ataques especiais e condições próprias para preencher a barra, enquanto os aeons também contam com suas técnicas mais poderosas.

Templos e Blitzball quebram o ritmo

Nem toda a peregrinação envelheceu com a mesma qualidade. Para obter novos aeons, Yuna precisa visitar templos e concluir os Cloisters of Trials. Nessas áreas, o jogador retira e insere diferentes esferas em paredes e pedestais para abrir portas, mover plataformas e ativar mecanismos.

Também existem tesouros ocultos que exigem soluções adicionais. Encontrá-los é importante para liberar determinado conteúdo opcional posteriormente, mas os quebra-cabeças são lentos e interrompem o ritmo da narrativa. Empurrar pedestais e transportar esferas não é uma das partes mais interessantes do game.

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Preparando pra encarar o primeiro Cloister of Trials (Imagem: Divulgação)

O Blitzball também demanda paciência. O esporte aquático combina elementos de futebol, gerenciamento e RPG, utilizando atributos para determinar passes, chutes, bloqueios e desarmes. Durante uma jogada, o jogador escolhe ações em menus e compara seus números aos dos adversários próximos.

É possível contratar atletas encontrados em Spira, montar uma equipe, disputar campeonatos e aprender técnicas. O problema está na apresentação inicial, que entrega muitas regras antes de uma partida obrigatória e pouco amigável. Depois de compreendido, o minigame pode render horas adicionais, mas o primeiro contato costuma ser confuso.

O conteúdo opcional leva os sistemas ao limite

Quem pretende apenas acompanhar a história pode terminar Final Fantasy X em algumas dezenas de horas. O conteúdo opcional, porém, transforma completamente essa duração.

Cada personagem possui uma Celestial Weapon, uma arma definitiva que precisa ser encontrada e aprimorada por meio de dois itens específicos. Os requisitos variam e incluem vencer competições de Blitzball, capturar monstros, participar de uma corrida de chocobos e concluir outros minigames.

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Uma das cenas mais incríveis do game (Imagem: Divulgação)

Um exemplo de resiliência é o caso de Lulu, que é necessário desviar de 200 raios consecutivos em Thunder Plains. Não são 200 desvios acumulados: um único erro reinicia a sequência. É um desafio que exemplifica tanto a quantidade de segredos oferecida pelo jogo quanto o exagero de algumas exigências opcionais.

Há também a Monster Arena, na qual criaturas capturadas desbloqueiam novos confrontos, além dos Dark Aeons e outros superbosses. Esses inimigos exigem atributos elevados, equipamentos preparados e domínio completo dos sistemas. Minha jornada até a platina ultrapassou 120 horas, mostrando como o jogo pode crescer muito além da campanha principal.

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No Switch 2, a ausência de conquistas reduz a obrigação de concluir tarefas desse tipo. Quem não tiver interesse pode simplesmente continuar a história, enquanto os jogadores que desejarem dominar o sistema ainda encontrarão uma quantidade enorme de conteúdo.

X-2 troca o tabuleiro por roupas e velocidade

Indo para lado menos atrativo do pacote, Final Fantasy X-2 altera praticamente toda a estrutura de combate. Yuna, Rikku e Paine formam o grupo principal e utilizam Dresspheres, que funcionam como os tradicionais jobs da franquia.

Cada Dressphere modifica atributos, habilidades e aparência. Warrior oferece golpes físicos, Black Mage utiliza magia ofensiva, White Mage cuida da recuperação e outras classes apresentam funções mais específicas. Ao utilizá-las, as personagens aprendem habilidades permanentes daquela classe.

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As Dressspheres são os “Jobs” de FINAL FANTASY X-2 (Imagem: Divulgação)

As Dresspheres são posicionadas em um Garment Grid, uma espécie de tabuleiro equipado antes das batalhas. Durante o combate, as personagens percorrem suas conexões para mudar de classe, podendo receber bônus ao atravessar determinados pontos.

O sistema de batalha também muda para um sistema quase em tempo real, o que torna os confrontos mais rápidos e permite que ações ocorram quase simultaneamente. Ataques podem formar correntes, enquanto a troca de roupas acontece durante a luta. O resultado é mais dinâmico e experimental que o sistema do primeiro jogo, mesmo que eu ainda prefira o ritmo estratégico de Final Fantasy X.

A exploração também muda. Em vez de acompanhar uma peregrinação majoritariamente linear, o jogador utiliza a aeronave de Cid para visitar diferentes regiões de Spira, aceitar missões e aumentar a porcentagem de conclusão. Essa liberdade combina com a nova fase de Yuna, mas também fragmenta a narrativa e torna parte da campanha menos impactante.

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As três protagonistas de FINAL FANTASY X-2 (Imagem: Divulgação)

Uma remasterização que continua presa aos 30 FPS

A remasterização atualizou resolução, texturas, modelos de personagens e interface, mas não esconde completamente a origem no PlayStation 2. Animações faciais, personagens secundários e partes dos cenários mostram claramente a idade do projeto.

Infelizmente, todas as versões da remasterização permanecem limitadas a 30 quadros por segundo, inclusive no PC. Testei novamente a edição da Steam antes desta análise e confirmei que ela também continua presa à mesma taxa.

O problema não está em o RPG por turnos ser injogável a 30 FPS, porque está longe de ser. A crítica está na Square Enix lançar uma edição específica para um hardware mais moderno sem aproveitar a oportunidade para aumentar a fluidez ou realizar outras melhorias técnicas relevantes.

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Preparado pra piscadinha? (Imagem: Divulgação)

Em uma televisão 4K, texturas simples e modelos antigos ficam mais evidentes. No modo portátil, o resultado é muito mais agradável. A tela do Nintendo Switch 2 valoriza as cores de Spira e ajuda a disfarçar algumas limitações, tornando essa, pra mim, a melhor maneira de aproveitar esta versão.

A trilha sonora continua extraordinária. É possível escolher entre as composições originais e os arranjos remasterizados. Prefiro a opção aprimorada, que oferece instrumentação mais moderna sem alterar a identidade das músicas. Temas de batalhas, cidades e momentos dramáticos continuam entre os maiores destaques da aventura.

A dublagem envelheceu de maneira menos favorável. Algumas falas soam artificiais e carregam as limitações de uma época na qual a Square ainda aprendia a trabalhar com vozes. A famosa risada de Tidus, que virou um meme da comunidade gamer, porém, precisa ser colocada em contexto: ela é propositalmente forçada dentro da cena, antes que ele e Yuna comecem a rir naturalmente.

A ausência de localização para português brasileiro, atualmente, também é difícil de defender. A Square Enix já disponibilizou diversos jogos da franquia em nosso idioma, mas relançou esta coletânea sem traduzir uma narrativa fortemente dependente de diálogos.

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Imagens que têm som! (Imagem: Divulgação)

Recursos facilitam o retorno a Spira

A edição de Nintendo Switch 2 oferece recursos de qualidade de vida que tornam a revisita mais confortável. É possível acelerar o jogo em até quatro vezes, desativar encontros aleatórios, automatizar batalhas e utilizar modificadores relacionados a dinheiro, itens e desenvolvimento.

Essas ferramentas não precisam ser usadas por quem deseja conhecer a aventura originalmente. Para quem já concluiu o jogo e não quer enfrentar novamente todo o grind, entretanto, elas permitem reduzir deslocamentos e acelerar batalhas comuns sem eliminar os momentos narrativos.

É uma adição bem-vinda e uma das poucas diferenças concretas deste lançamento. Ainda assim, ela não compensa sozinha a falta de melhorias mais amplas.

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Quer deixar o jogo mais fácil? Tem como! (Imagem: Reprodução/Nintendo Switch 2/Lucas Soares)

Vale a pena jogar FINAL FANTASY X/X-2 HD Remaster?

Final Fantasy X continua sendo um dos meus jogos favoritos de todos os tempos. Sua narrativa sobre sacrifício, religião, luto e liberdade permanece relevante, enquanto Yuna e Tidus protagonizam, para mim, a história mais marcante da franquia.

O combate por turnos é estratégico, os aeons possuem participação direta nas batalhas e o Sphere Grid oferece uma progressão que pode consumir dezenas de horas. Alguns templos, minigames e desafios opcionais envelheceram mal, mas não apagam a qualidade do conjunto.

Final Fantasy X-2 não alcança o mesmo nível narrativo, porém funciona como complemento para a transformação de Yuna e oferece um sistema de jobs rápido e flexível. Para mim, ele permanece como um bônus dentro de um pacote sustentado principalmente pelo primeiro jogo.

Esta também é a primeira edição da coletânea disponível oficialmente na Nintendo eShop brasileira. A chegada poderia ser celebrada como uma oportunidade para apresentar a obra a um novo público, mas o preço de R$ 284,90 dificulta qualquer recomendação imediata.

Trata-se de uma remasterização antiga, ainda limitada a 30 FPS, sem português brasileiro e já vendida por valores muito menores em outras plataformas. A portabilidade e os novos recursos são vantagens reais, mas não justificam tamanha diferença.

Quem nunca visitou Spira encontrará aqui uma aventura histórica e extensa. Quem deseja especificamente jogar no modo portátil também receberá uma boa experiência. Ainda assim, pelo valor integral, o melhor caminho é aguardar uma promoção.

O tempo não diminuiu a importância de Final Fantasy X. O problema é que a Square Enix decidiu cobrar por essa memória como se estivesse lançando uma produção inédita.

*Review elaborada em um Nintendo Switch 2, com código fornecido pela Square Enix.

FINAL FANTASY X/X-2 HD Remaster

BRL 284,90
8.6

História

10.0/10

Gráficos e Sons

8.5/10

Gameplay

8.5/10

Extras

7.5/10

Prós

  • Narrativa de Final Fantasy X permanece emocionalmente impactante e relevante
  • Combates distintos, estratégicos e bem desenvolvidos nos dois jogos
  • Yuna possui uma das trajetórias mais completas da franquia
  • Trilha sonora continua entre os maiores destaques do pacote
  • Grande quantidade de conteúdo principal e opcional

Contras

  • Preço muito elevado no Nintendo Switch 2
  • Ausência de localização para português brasileiro
  • Visual e dublagem apresentam sinais claros da idade
  • Cloisters of Trials e alguns minigames prejudicam o ritmo
  • Conversão limitada a 30 FPS e sem evolução técnica significativa

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.