Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection | Review
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection é um JRPG, baseado no universo do famoso Monster Hunter, desenvolvido e publicado pela CAPCOM. Nele, acompanhamos a jornada de um príncipe que, junto de seus amigos e monstros camaradas, precisa lutar para proteger seu reino da guerra e o mundo todo da devastação. Pesado.
Mas, será que vale a pena acompanhar essa jornada? É o que saberemos agora, em mais uma análise belezinha do Pizza Fria!
Capturando o sucesso
O mundo dos videojogos, leitores e leitoras que me dão o ar da graça neste belo dia (ou noite, vai saber), é uma coisinha realmente maravilhosa. Podemos ser bons jogadores de futebol, heróis imbatíveis e até, e aí entra a real fantasia, ter amigos e mais de oito horas de sono por dia!
Ou, além disso tudo, ser caçadores e treinadores de monstros! E olhem só, se não é essa a proposta de nosso joguinho da vez: Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection. Uma representação um tanto quanto diferente de uma série conhecida por sua ação e lutas cabulosas contra monstros enormes, chefes invocados e outras coisas agradáveis como pescar, assar carne e conversar com gatos.
Admito que nunca havia jogado nenhum desses spin-offs antes, e fiquei muito intrigado sobre como iam levar a essência de um jogo tão focado em ação e momentos explosivos para um esquema mais parado como o dos combates em turnos. Mas, e aí. Será que fui positivamente surpreendido? Ou me decepcionei, como quase sempre ocorre em nossas vidas? É o que veremos agora.

História
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection nos coloca no controle do príncipe, ou princesa, do reino de Azuria. Um camarada que prefere muito mais explorar o mundo em busca de ovos de monstros para criar e treinar, além de proteger o reino, do que ficar lidando com coisas chatas como conselhos de guerra e coisas do tipo. A boa vida, afinal.
Contudo, o nascimento de dois dragões gêmeos, e um conflito iminente de grande escala, colocam o mundo de nosso chegado de pernas para o ar. Além disso, um pesado desbalanceio ecológico também coloca todos em risco, sejam humanos ou monstros. Cai em nosso colo então, como sempre, a missão de reunir aliados, colocar o pé na estrada e dar um jeito nessa parada.
Eu curti bastante a narrativa de Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection, tanto por seus personagens bem desenvolvidos como pela maneira que ela explora suas idas e vindas, além de analisar assuntos como manutenção do ecossistema, relação dos humanos com os monstros e coisas do tipo.
Ainda que seja visto de maneira lúdica, acredito que seja uma boa e, também, nos convida a pensar um pouco sobre paralelos com nosso querido mundinho. Tudo isso, somado, garante que fiquemos engajados com a narrativa durante toda sua duração.

Jogabilidade
De maneira resumida, Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection é um JRPG no qual exploramos mapas semi-abertos, com um tamanho até legal, enquanto lutamos contra monstros, coletamos recursos e roubamos ovos para chocar e ganhar mais monstrinhos amigos. Tudo isso enquanto realizamos missões principais, secundárias e alguns outros desafios que aparecem pelo caminho.
O jogo consegue transportar bem a diversão da exploração do Monster Hunter, com mapas cheio de recursos para encontrar, inimigos para derrotar e lugares para ver. Isso, inclusive, é essencial para termos os recursos necessários para melhorar armas, equipamentos e tudo mais. É uma maneira muito esperta do jogo nos incentivar a explorar e recompensar ao mesmo tempo.
Além disso, os mapas de Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection contam com ninhos de monstros, geralmente uma sala randomizada, cheio de recursos para encontrar e, principalmente, os tão falados ovos. Eles dão origem aos monstros que podemos controlar em combate e montar, e cada um nasce com atributos e habilidades variadas.
Esse sistema é muito legal, e permite que o jogador consiga treinar seu monstro de sua maneira e montar um time do jeitinho que gostar. Eu fiquei horas caçando ovos melhores, e me distraí muito arrumando a composição certa para meu time cobrindo elementos para usar em combate e habilidades de exploração como nadar, voar ou escalar.

Em se tratando de combate, Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection também consegue transportar muito a diversão da série principal. Basicamente temos controle de um personagem e seu monstro, com um parceiro e o dele (controlados por IA) fechando o grupo. Podemos usar uma série de armas diferentes, cada uma com suas habilidades e usos específicos.
Além disso, temos um sistema de pedra, papel e tesoura que também influencia no efeito de certos ataques. Cada arma, ainda, possui características e mecânicas específicas que já conhecemos e amamos. Níveis de carga para espadas grandes, notas musicais para as armas musicais, e por ai vai. São muitas opções, e realmente senti que tinha uma gama considerável de escolhas e oportunidades.
Além disso, o combate de Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection é muito cinemático e legal de se ver, além de rápido e prático com opções inclusive para vencer instantaneamente inimigos mais fáceis, o que é uma benção quando caçamos certos itens nas zonas iniciais. Isso, com tudo que já falei, deixa a jogabilidade muito expansiva e bem arrojada.
De negativo, senti apenas que a IA é meio cabeçuda em alguns momentos, não utilizando certas habilidades nos melhores momentos ou deixando algumas oportunidades passarem. Por fim, senti também que o jogo é um pouco denso em certos momentos por conta da quantidade de mecânicas, podendo assustar um pouco a galera.

Sons e Visuais
Os visuais de Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection estão muito bonitos, com um estilo cel-shaded caprichado, cores vivas e vibrantes, animações de ponta e um mundo muito bonito de se explorar e ver. Eu realmente curti a identidade visual do título, e acho que trabalha muito para o destacar da multidão.
O mesmo segue na trilha sonora, que está dentro do que conhecemos da série e com muita qualidade também. Os efeitos, inclusos, ficaram muito caprichados e conseguem vender bem a ação que vemos na tela. Ah, e temos nossas legendas!

Vale a pena jogar Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection?
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection, minha gente, realmente me surpreendeu. Admito que me aproximei com certa cautela, dado o jogo ser spin-off de uma saga de ação, mas o resultado final me agradou muito e conseguiu me prender com facilidade,
Temos um jogo lindo de se ver e ouvir, com personagens carismáticos, um mundo cheio de coisas para fazer e explorar, um sistema maneiro de combate com profundidade e uma mecânica viciante de criação de monstrinhos. Salvo os vacilos da IA e o susto que a quantidade de mecânicas pode causar realmente não tenho muito do que falar.
Sendo assim, o que sobra é recomendar Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection e dizer que o tempo com ele foi bem gasto. O jogo consegue entregar com facilidade tudo que promete, e pode tomar com orgulho seu lugar entre um dos melhores da série.
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection já está disponível para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam.
*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Capcom.



