The Adventures of Elliot: The Millennium Tales | Review
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é um JRPG de ação desenvolvido pela Square Enix em conjunto com a Claytechworks e publicado pela Square Enix. Nele, acompanhamos a aventura de um cara que precisa viajar no tempo em busca de um vilão que possui, como geralmente é o caso, planos nada agradáveis para nosso mundinho.
E aí, será que vale a pena encarar esse rojão? É o que saberemos agora, em mais uma análise atemporal do Pizza Fria!
Aventureiros do tempo perdido
Saudações, gente bonita que acessa esse que pode ser conhecido como o site mais agradável e cordial que existiu, existe e ainda vai existir! Bom, ao menos em nossas opiniões que, sejamos sinceros, são as que realmente valem de algo não é mesmo?
Hoje trago para vocês The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, um joguinho que promete trazer o charme das aventuras 2D das antigas com algumas ideias e conceitos da modernidade, tudo apresentado em um visual 2.5D muito utilizados em outros títulos como os da série Octapath Traveler, por exemplo. O melhor de dois mundos, honestamente.
Fiquei interessado, principalmente, na proposta do título de trazer uma aventura mais as antigas com uma pegada mais de ação e exploração com uma câmera vista de cima, além das vibes, inegáveis devo dizer, das primeiras aventuras da saga Zelda que o título me deu. Mas, será que fiz bem em colocar todas essas expectativas? É o que saberemos agora.

História
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales acompanha as aventuras e desventuras de Elliot, um aventureiro muito conhecido e adorado no reino de Huther. Em uma tarde qualquer, nosso camarada é chamado pela princesa Heuria e colocado a par de uma situação bem cabulosa: a barreira mágica que protege a capital do reino está em risco, e só nosso chegado pode dar um jeito no problema.
Com isso em mente, o camarada Elinho é instruído a fazer algumas investigações em uma ruína que, acreditem se quiserem, contém uma maquinário capaz de transportar as pessoas pelo tempo. É a partir daí, então, que Elliot começa a saltar pelas eras em busca de uma solução para o problema de Huther, ao mesmo tempo em que descobre que tem coisas muito mais sinistras acontecendo por trás dos panos.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales entrega uma narrativa competente, ainda que familiar demais para jogos do estilo. Além disso, devo dizer que não curti tanto nosso protagonista nem a escrita dele, que me pareceu um pouco sem sal demais durante boa parte da duração.
Contudo, isso é balanceado por personagens secundários interessantes e algumas tramas específicas de cada período que conseguem nos engajar e nos deixam investidos no que está acontecendo, motivando a jornada e atiçando nossa curiosidade.

Jogabilidade
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, em sua essência, é um JRPG 2.5D no qual exploramos diversos biomas e masmorras enquanto lutamos com inimigos e resolvemos alguns puzzles simples. O fazemos para completar missões primárias, secundárias ou para encontrar itens e gemas que sejam de valia para nossa aventura.
Elliot começa o jogo bem limitado, com uma pequena seleção de armas e equipamentos e uma boa quantidade de locais do mapa inacessíveis. Contudo, ao longo da aventura vamos recolhendo itens que nos permitem obter mais opções de movimentação, combate e exploração que, alinhados com a mecânica de viagem no tempo, nos dão uma boa quantidade de lugares para ver e descobrir.
Essa exploração, inclusive, é um dos pontos altos de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales. Eu me diverti um bocado andando pelos cantos do mapa, descobrindo cada coisinha, entrando em cada caverna e explorando cada templo e arena em busca de novas armas, equipamentos ou melhorias para meu personagem e companheira. Essa sensação foi muito boa, e me manteve indo durante todo meu tempo com o título.
Outro bom motivo para explorar envolve encontrar materiais para sintetizar gemas que podem ser equipadas para cada arma que estivermos usando. Elas são essenciais e bem variadas, oferecendo uma boa gama de opções ao jogador. Eu, por exemplo, usava uma que fortalecia um tipo de armas enquanto fazia com que todo dano dado ela aumentasse o dano da primeira. Confuso? Talvez. Efetivo? Sem dúvidas!

Falando em armas, o combate de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é bem frenético e divertido. Ele se comporta bastante como os Zelda das antigas, controlando Elliot de uma vista quase aérea enquanto usamos botões para atacar, defender, trocar de armas e por aí vai. Ele pode ser limitado no começo, mas a cada avanço na aventura ele vai se tornando mais e mais complexo e interessante.
Temos uma boa variedade de armas e equipamentos, dividindo em aquelas de curto e longo alcance. Podemos usar duas ao mesmo tempo, e saber quando aplicar cada uma delas é o segredo do sucesso. Eu, por exemplo, me dei muito bem com o combo de lança para ataque de curto-médio alcance e um bulmerangue para pegar a galera mais de longe.
Além disso, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales une bem a exploração com a treta ao permitir que certos itens e equipamentos sejam usados tanto para abrir novas passagens quanto para nos proteger dos monstrões. Isso, ainda, aumenta nossa alegria de encontrar novos armamentos e, de quebra, recompensa o jogador que se variar e o que usar.
De negativo, minha maior reclamação é referente a variedade de inimigos e suas estratégias, como que pode acabar ficando um tanto quanto repetitivo com o tempo. Por outro lado, as lutas contra chefes foram bem memoráveis e legais de enfrentar.

Sons e visuais
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales conta com visuais bem legais, muito inspirados nas aventuras das antigas e com umas cores e retratos bem legais. De negativo, eu colocaria apenas que temos uma repetição considerável de cenários e, principalmente, masmorras.
Em se tratando de som, a trilha é maneira e cai bem com o que o jogo constrói. O maior negativo, contudo, é a quantidade de falas de nossa fadinha companheira. Ela tem frases para tudo o tempo todo, e acaba sendo bem chato. Tem como diminuir a frequência nas opções, mas ainda continua sendo um tanto quanto invasivo. Além disso, é bom frisar, não temos legendas em português, o que afasta quem não conhece o idioma.

Vale a pena jogar The Adventures of Elliot: The Millennium Tales?
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, minha gente, chegou com a proposta de oferecer uma aventura mais velha guarda, na qual viajamos entre as eras enfrentando perigos, desbravando lugares perdidos e salvando o reino. Acredito que ele foi bem sucedido na empreitada, apesar de alguns deslizes. Vamos recordar o motivo.
Do lado feliz, eu curti bastante a exploração, me enchendo de alegria cada vez que uma nova caverna ou templo aparecia no caminho, principalmente se tivesse uma arma nova ou chefe para encarar. Muito disso, claro, se dá ao combate super agradável. De negativo, ficamos sem legenda, a fada pode ser um pouco falante demais e os inimigos se repetem. E de interface, sinto que foi um pouco lotada demais.
No fim das contas, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales conseguiu entregar uma experiência bem agradável, tanto dentro do estilo que se propôs a representar como como a aventura que queria ser. Sinto falta de jogos no estilo no mercado, e fico feliz de que ele chegue para ajudar a preencher esse vazio em nossos corações. Portanto, se curtir aventuras e JRPGs pode ir sem medo, não vai se arrepender.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales já pode ser jogado para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam.
*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Square Enix.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales
BRL 339,90Prós
- Combate divertido e variado, com muitas armas e equipamentos
- Explorar as diversas cavernas e mapas é bem legal
- Boa junção de exploração com combate
- Gráficos charmosos em glorioso 2.5D
- Chefes divertidos de enfrentar
Contras
- Sem legendas em português
- Interface muito carregada
- Fadinha um tanto quanto chatinha
- Repetição de inimigos e certos cenários




