Último Passe BlackCell de Call of Duty: BO7 e Warzone fecha bem o ciclo
Ela está entre nós! A Temporada 6 de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone chega em um momento curioso do jogo. Afinal de contas, Black Ops 7 está na reta final, trazendo aquela sensação de despedida, ao passo em que estamos ansiosos para o lançamento de Call of Duty: Modern Warfare 4. Mesmo assim, a Activision resolveu transformar essa última etapa em uma das temporadas visualmente mais carregadas do ano. A Assombração está de volta, o Halloween domina boa parte da identidade visual e, no meio de tudo isso, temos o último Passe de Batalha Blackcell de Black Ops 7.
Depois de passar algum tempo avançando pelo Passe e testando algumas das novidades, fiquei com a impressão de que a Temporada 6 tenta fazer justamente aquilo que uma temporada final precisa fazer: dar motivos para que os jogadores e jogadoras sigam online. Há armas novas, projetos, operadores, camuflagens, conteúdo para Multijogador, Zumbis e Endgame, além de uma colaboração com DOOM que parece ter sido guardada para o momento perfeito.
O Blackcell entra justamente como a camada mais extravagante desse pacote. Como já aconteceu em temporadas anteriores, ele não transforma o jogo nem oferece uma experiência completamente diferente para quem compra. O atrativo está na quantidade de recompensas, nas variantes exclusivas, nos bônus para acelerar a progressão e, principalmente, em uma identidade visual que desta vez conversa muito melhor com o tema geral da temporada.
Confesso que esse último ponto fez bastante diferença para mim. A seguir, falarei mais sobre minhas impressões. Confira tudo a seguir!

A Assombração combina perfeitamente com o BlackCell
BlackCell nunca foi exatamente conhecido pela discrição. Suas skins costumam misturar muita tecnologia, efeitos chamativos e variações visuais que fazem os operadores se destacarem facilmente durante uma partida. Em uma temporada militar mais tradicional, isso pode parecer exagerado. Em A Assombração, funciona muito melhor.
A Temporada 6 mergulha Black Ops 7 e Warzone novamente em uma estética de terror, com mapas modificados, eventos sobrenaturais, ambientes noturnos e diferentes referências ao Halloween. Nesse contexto, os visuais mais exagerados do BlackCell parecem menos deslocados. Que bom isso, já que em muitos momentos achei as skins extremamente exageradas. Mas há quem goste.
A paleta da temporada, com bastante roxo, efeitos luminosos e elementos que misturam tecnologia com algo quase sobrenatural, cria alguns dos cosméticos mais interessantes desta fase de Black Ops 7. Particularmente, gostei muito mais dessa direção do que de temporadas em que o BlackCell parecia simplesmente adicionar brilho e efeitos em roupas militares. A sensação que fiquei é que essa é uma temporada que claramente abraça o absurdo, e isso beneficia o pacote premium.
Também existe uma boa variedade visual durante a progressão. Em vez de concentrar tudo de interessante no começo ou no final do Passe, projetos, skins e outros cosméticos aparecem ao longo das páginas, criando aquela sensação constante de que falta pouco para desbloquear alguma coisa nova.
Operador Blackjack representa bem o Passe tradicional
No Passe de Batalha padrão, o principal operador é Blackjack. Danny “Blackjack” Li é apresentado como uma figura acostumada a circular entre organizações criminosas, contratos militares e o comércio internacional de armas.
É uma escolha que combina bastante com a identidade de Black Ops. Mesmo em uma temporada tomada por elementos sobrenaturais, Blackjack mantém aquele lado de espionagem, mercado clandestino e operações obscuras que sempre funcionou bem dentro da série.

Sua progressão também culmina em uma recompensa interessante. Ao concluir todo o Passe, é possível liberar a skin Ultra “Zenith”, acompanhada de outros itens como o projeto lendário “Absortio” para o FG42, COD Points, cartão de visitas, emblema e Perkaholic Ultra GobbleGum.
Gosto quando a última recompensa de um Passe realmente parece uma conclusão. Pode parecer óbvio, mas muitos sistemas desse tipo espalham tantos cosméticos durante a progressão que chegar ao final deixa de ser especial. Aqui existe pelo menos um objetivo visual bastante claro, o que é bem legal. Ao mesmo tempo, o Passe convencional continua contendo mais de 100 recompensas entre cosméticos, projetos, acessórios, GobbleGums, tokens de XP, cartões de visita e outros itens. Para quem simplesmente gosta de completar páginas, existe bastante coisa para perseguir.
Operador Revenant é a cara do Passe de Batalha BlackCell
Já o grande destaque do BlackCell é Revenant, um operador que trabalha muito bem dentro da estética tecnológica e sombria da temporada. Sua descrição envolve intrusão digital, operações clandestinas, equipamentos experimentais e uma armadura com camuflagem de resina reativa capaz de alterar sua aparência. Visualmente, ele parece ter sido construído especificamente para ocupar o centro desse pacote.
Além da versão principal, há variantes como Noxious e Blackwyrm, ampliando as opções durante a progressão. Achei Revenant uma escolha interessante justamente porque ele não parece apenas uma skin exagerada criada para justificar o preço do BlackCell. Há uma direção estética coerente com a temporada. A mistura de tecnologia, operações secretas e aparência ameaçadora encaixa bem com a identidade de A Assombração.

O pacote também começa entregando uma boa quantidade de coisas imediatamente. São 1.100 COD Points, finalização, Gun Screen, tema especial de HUD, tag de clã e bônus de experiência, além do próprio conteúdo relacionado ao operador.
Os 20 avanços de nível também ajudam bastante para quem não pretende passar dezenas de horas por semana jogando. Não substituem a progressão, mas eliminam uma parte considerável do começo. Para mim, esse sempre foi um dos benefícios mais concretos do BlackCell. Cosméticos são totalmente subjetivos. Tempo, nem tanto. Ainda mais para quem curte jogar para distrair, e não para farmar tudo o que é possível.
Projetos de armas são um dos melhores incentivos
Uma das partes que mais gostei nesta BlackCell é a quantidade de projetos de armas espalhados pela progressão. Entre eles estão “Má Sorte” para a MK35 ISR, “Membrana” para a Echo 12, “Lavagem de Sangue” para a MPC-25, “Não Pisque” para a Shadow SK, “Smoke Point” para a TR51 Para, “Aperion” para a VX e “Dor de Dente” para a VMP. São sete projetos BlackCell, muitos deles acompanhados de variantes que mudam consideravelmente sua aparência.
Isso é especialmente interessante porque VMP e TR51 Para são justamente duas das principais armas da Temporada 6. Em outras palavras, o conteúdo premium não está completamente desconectado das novidades jogáveis da atualização. A VMP retorna como uma submetralhadora automática de alta cadência, bastante voltada para mobilidade e confrontos rápidos. Para quem jogou títulos anteriores da série Black Ops, existe também um componente evidente de nostalgia.
Já a TR51 Para segue por um caminho diferente. Trata-se de um rifle de assalto semiautomático, com dano alto, boa precisão e grande velocidade de projétil. Ela também pode ser adaptada para disparo automático, embora pessoalmente ache que isso tire um pouco da personalidade da arma. São duas propostas bastante distintas, o que ajuda a temporada a evitar aquela sensação de simplesmente adicionar duas variações do mesmo equipamento.
As novas armas continuam gratuitas
E aqui existe uma distinção importante na hora de avaliar o BlackCell. A VMP e a TR51 Para não exigem a compra do pacote premium. As duas estão disponíveis por meio da progressão gratuita do Passe. Isso significa que o BlackCell não cria uma barreira essencial para quem quer acompanhar as mudanças de gameplay da Temporada 6. Quem não pretende gastar ainda consegue liberar as armas e experimentar boa parte do conteúdo que realmente altera uma partida. Considero isso fundamental.
O BlackCell precisa funcionar como uma compra voltada principalmente para cosméticos, conveniência e progressão. No momento em que armas indispensáveis ficam presas atrás de um pagamento adicional, a conversa muda completamente.
Aqui, a grande diferença está em como essas armas podem ser personalizadas. Quem possui BlackCell encontra projetos próprios para VMP e TR51 Para, enquanto todos continuam tendo acesso aos modelos básicos. É uma separação que considero muito mais saudável.
Progressão continua sendo parte importante do pacote
Um dos motivos pelos quais Passes de Batalha continuam funcionando tão bem em Call of Duty é aquela sensação constante de progressão. Termino uma partida e alguma barra avançou. Mais algumas e uma nova página está próxima. Depois aparece um projeto, uma skin, um token de XP ou outro item que me dá um motivo mínimo para começar mais uma partida. BlackCell acelera bastante esse processo.
Além dos 20 avanços, existem desafios diários adicionais para Endgame, Multijogador, Zumbis e Warzone. Esses desafios também contam para o bônus diário de XP, tornando a progressão um pouco mais rápida para quem joga vários modos.

Existe ainda o Bônus de Fidelidade BlackCell. Jogadores que adquiriram a Temporada 5 e compram também a Temporada 6 recebem um bônus permanente de 10% de XP de jogador e XP de arma em Black Ops 7. Segundo os materiais enviados, esse bônus pode chegar a 50% para quem acompanhou o BlackCell durante todas as temporadas. É claramente um sistema voltado a recompensar e incentivar quem compra repetidamente.
Para jogadores ocasionais isso dificilmente mudará alguma coisa. Para quem passa centenas de horas desbloqueando armas, camuflagens e níveis, a diferença pode ser relevante.
O BlackCell não é apenas skins, mas continua sendo um luxo
Mesmo com esses bônus, é importante não criar uma expectativa errada. BlackCell continua sendo essencialmente uma compra premium. Ele não muda radicalmente Black Ops 7. Não transforma Warzone. Também não é necessário para competir. Boa parte do valor está nas skins alternativas, projetos, COD Points, avanço acelerado e itens de personalização. Isso torna a análise muito dependente do perfil do jogador.
Eu gosto de completar Passes e testar projetos diferentes, então naturalmente encontro mais valor nesse tipo de conteúdo do que alguém que entra apenas algumas vezes por semana para jogar com amigos.

Também acho que esta temporada específica favorece o BlackCell por causa da temática. Os cosméticos simplesmente funcionam melhor dentro de A Assombração. Mas não existe nada aqui que eu classificaria como indispensável.
DOOM chega na melhor hora possível
Isso não poderia passar batido: a colaboração da Temporada 6 entre DOOM e Call of Duty. Poucas franquias poderiam encaixar tão naturalmente em A Assombração quanto DOOM. Se a temporada já está cheia de horror, criaturas sobrenaturais e ambientes sombrios, colocar Doom Slayer nesse cenário parece quase óbvio.
A colaboração possui seu próprio Passe de Evento, separado do BlackCell, e permite avançar por recompensas acumulando experiência nas partidas. Na faixa gratuita aparecem cosméticos e a arma especial Roc 20 mm. Já os conteúdos premium incluem alguns dos itens mais reconhecíveis da franquia da id Software.

Doom Slayer aparece como operador, acompanhado da skin Doom Guy inspirada no protagonista clássico. Temos ainda DOOM Shotgun, Crucible Blade, um projeto inspirado na BFG e pequenos itens que fazem referência à série, incluindo decalque de DOOM 1993, Mini Slayer e elementos relacionados à armadura Praetor. É uma colaboração realmente recheada.
Até o Inferno entra na partida
O interessante é que a parceria não ficou restrita ao Doom Slayer. Há também um pacote voltado para algumas das criaturas mais famosas da franquia, com visuais inspirados no Marauder e no Icon of Sin, além do Machado do Saqueador, finalização, projetos com traçantes, efeitos de morte e outros cosméticos.
Esse tipo de colaboração sempre divide a comunidade de Call of Duty. Há quem prefira uma identidade militar mais consistente e quem goste de ver praticamente qualquer universo invadindo as partidas. Neste caso específico, porém, acho difícil imaginar momento melhor para fazer isso.

A Assombração já quebra naturalmente a estética militar tradicional. Ver Doom Slayer correndo pelo mapa com armas inspiradas na franquia parece muito menos estranho em uma temporada temática de Halloween.
Não transforma Black Ops 7 em DOOM, naturalmente. A movimentação, as armas e a estrutura das partidas continuam sendo as de Call of Duty. O que muda é a camada visual. E nessa camada a colaboração funciona muito bem.
Há bastante conteúdo fora do próprio Passe
Também é importante destacar que a Temporada 6 não depende exclusivamente de BlackCell e DOOM. O Multijogador recebe conteúdo como Quantum, Bloodstead tem sua versão temática e modos como T.E.D.D. Trials e Hordepoint aproveitam elementos de Zumbis em partidas tradicionais.
Zumbis também recebe Tenshu, enquanto Rex Infernus ganha Directed Mode. Rogue Run é ampliado com Pack-a-Punch Tier IV, armas Ultra, Golden Armor e novas playlists. Endgame leva os jogadores para uma Avalon noturna e adiciona Forbidden Summoning. Há ainda Camo Costume Party, novos desafios, camuflagens e Arcblade.

Isso importa porque cria uma temporada que não parece construída apenas para vender o BlackCell. Há coisas acontecendo ao redor dele. O pacote premium acompanha uma atualização grande em vez de tentar ser a própria atualização.
Vale a pena comprar o Passe de Batalha BlackCell da Temporada 6 de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone?
Depois de acompanhar o conteúdo da Temporada 6, considero este um dos Blackcells visualmente mais interessantes de todo o ciclo de Call of Duty: Black Ops 7. A temática ajuda muito. Revenant combina com A Assombração, as variantes possuem identidade, os projetos de armas são chamativos e ter versões específicas para VMP e TR51 Para faz o conteúdo premium conversar diretamente com duas das principais novidades da temporada.
Os 1.100 COD Points também são importantes. Para quem já pretendia comprar pontos ou continuar investindo no ecossistema de Call of Duty, parte desse valor não fica necessariamente presa a esta temporada. Segundo os materiais enviados, os pontos permanecem vinculados à conta e podem ser utilizados no próximo título quando houver compatibilidade entre conta e plataforma.
Por outro lado, este é justamente o último BlackCell de Black Ops 7. Isso significa que existe menos tempo para exibir e aproveitar alguns desses cosméticos dentro do jogo antes da migração de boa parte da comunidade para a próxima entrada da franquia. É um detalhe que pesa bastante, a gente sabe bem disso.
Sendo assim, se você joga apenas pelas armas novas, eu não vejo razão para comprar. VMP e TR51 Para podem ser desbloqueadas gratuitamente. Se o objetivo é apenas conferir DOOM, também é importante lembrar que a colaboração possui seu próprio Passe de Evento e conteúdos separados.
Agora, para quem joga bastante, gosta de completar todas as páginas, coleciona operadores e projetos e já pretendia investir em COD Points, o BlackCell faz mais sentido. Os avanços de nível, bônus de XP, desafios adicionais e quantidade de variantes deixam a progressão consideravelmente mais recheada. A Assombração também dá ao pacote algo que considero muito importante: personalidade. Em vez de ser apenas mais uma coleção premium, ele parece pertencer à temporada.
No fim, o Passe de Batalha Blackcell da Temporada 6 de Black Ops 7 e Warzone não é essencial, e todos sabem muito bem disso, mas para os fãs mais apaixonados é uma despedida bastante chamativa para o ciclo atual. Entre Revenant, Blackjack, VMP, TR51 Para, projetos exclusivos, uma ótima identidade de terror e a chegada do Doom Slayer, há bastante coisa para perseguir antes que Call of Duty avance novamente para sua próxima guerra.
Sobre Call of Duty: Black Ops 7
Em Call of Duty: Black Ops 7, a Treyarch e a Raven Software trazem aos jogadores o Black Ops mais alucinante de todos os tempos ao longo de uma Campanha Co-op inovadora, uma experiência Multijogador eletrizante e o lendário modo Zumbis por Rodada. O jogo está disponível para Xbox Series X|S, Xbox One, PC, via Game Pass, Microsoft Store, Battle.net e Steam, e PlayStation 5 e PlayStation 4.


