CONTROL Resonant será o maior jogo da Remedy e marca “salto maior” para a franquia, diz diretor

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Durante a gamescom latam 2026, a Remedy Entertainment revelou novos detalhes de CONTROL Resonant, sequência de CONTROL, que promete expandir significativamente o escopo da série. Em entrevista ao Pizza Fria, Mikael Kasurinen, co-diretor criativo da Remedy Entertainment, afirmou que o título representa “o maior jogo” já desenvolvido pelo estúdio e um passo além de tudo o que foi feito anteriormente.

A proposta, segundo ele, é clara: não se trata apenas de continuidade, mas de ampliação. O desenvolvimento da sequência partiu da base estabelecida no primeiro game, com a intenção de levar suas ideias mais longe. Como explica Kasurinen, a equipe buscou “dar um salto maior”, ampliando sistemas já introduzidos e adicionando novas camadas de jogabilidade e progressão.

CONTROL Resonant
CONTROL Resonant promete ser o maior jogo da Remedy (Imagem: Divulgação)

Dylan como protagonista reforça foco em múltiplas perspectivas

Essa evolução também se reflete na mudança de protagonista. Em CONTROL Resonant, o foco deixa de ser Jesse Faden e passa para Dylan, seu irmão, uma decisão que, de acordo com o diretor, está alinhada à proposta original da franquia. Desde o início, CONTROL foi pensado como um universo narrativo mais amplo, no qual diferentes histórias podem ser contadas a partir de múltiplas perspectivas. “É uma IP mais sobre o mundo do que sobre um único personagem”, explica.

Ao assumir o protagonismo, Dylan traz uma abordagem distinta para a narrativa. Diferente de Jesse, que teve maior autonomia ao longo da vida, o personagem carrega uma trajetória marcada pela falta de controle sobre o próprio destino. Esse contraste molda diretamente o tom da história, que se torna mais íntima e centrada na construção de identidade. Como destaca Kasurinen, a jornada do personagem gira em torno de assumir o controle da própria vida, algo que ele nunca teve.

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Dylan Faden é o protagonista de CONTROL Resonant (Imagem: Divulgação)

Combate corpo a corpo muda a dinâmica das batalhas

No gameplay, essa mudança se traduz em uma experiência mais agressiva e próxima. O combate corpo a corpo ganha protagonismo e altera a dinâmica das batalhas, exigindo movimentação constante e enfrentamentos em curta distância. Segundo o diretor, “é quase obrigatório chegar perto”, o que muda a forma como o jogador encara grupos de inimigos em comparação ao primeiro jogo.

Ainda assim, a base da franquia permanece intacta. O sistema continua estruturado na combinação entre habilidades paranormais e combate físico, mantendo a filosofia central do original. A diferença está na execução: a arma de fogo dá lugar a uma arma corpo a corpo, que também pode assumir diferentes formas, preservando a lógica de adaptação vista anteriormente.

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A maior mudança que os jogadores vão sentir é no combate (Imagem: Divulgação)

Estrutura de RPG é ampliada, mas narrativa segue linear

Outro ponto de destaque é a expansão da estrutura de RPG. Elementos como progressão e personalização, que já estavam presentes em CONTROL, agora ganham mais profundidade. Mesmo assim, a narrativa principal segue uma linha definida, sem múltiplos finais.

O jogador poderá tomar decisões em missões secundárias e influenciar aspectos do mundo, mas o arco central da história permanece fixo, priorizando uma jornada clara para o personagem.

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Missões secundárias vão influenciar o mundo em CONTROL Resonant (Imagem: Divulgação)

Nova ambientação leva a ação para as ruas de Nova York

A ambientação também passa por mudanças significativas. O jogo deixa o ambiente fechado da Antiga Casa e se expande para as ruas de Nova York, permitindo mostrar de forma mais direta o impacto dos eventos paranormais na vida cotidiana. Essa transição amplia a escala do universo e reforça a proposta de um mundo mais aberto e dinâmico.

Segundo Kasurinen, essa ambição trouxe desafios importantes durante o desenvolvimento, especialmente na construção do combate corpo a corpo e na criação de um ambiente urbano complexo, com múltiplas camadas e eventos interligados. Ainda assim, o resultado é descrito como o projeto mais robusto da Remedy até hoje.

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CONTROL Resonant se passará em Nova York (Imagem: Divulgação)

Parte de um universo maior e com foco global

Inserido no universo compartilhado do estúdio, que inclui títulos como Alan Wake 2 (veja aqui nossa review), CONTROL Resonant foi pensado para funcionar tanto como uma experiência independente quanto como parte de uma narrativa maior. Para o diretor, não há um ponto único de entrada nesse universo: cada jogo representa uma nova perspectiva dentro de um mesmo conjunto.

Por fim, o título também reforça a estratégia global da empresa. A inclusão de dublagem em português do Brasil reflete o crescimento da base de fãs em diferentes regiões. Segundo Kasurinen, ficou claro ao estúdio que o público da franquia é internacional, e o objetivo é tornar a experiência mais acessível para todos.

CONTROL Resonant será publicado pela Remedy Entertainment, com coprodução e financiamento da Annapurna Pictures, como parte de uma parceria estratégica entre as empresas.

O lançamento está previsto para 2026 para PlayStation 5Xbox Series X|S, PC, via Steam e Epic Games Store, Mac e GeForce NOW.

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.