Diablo Immortal: jogamos com a nova classe Bruxo, a mais ousada do jogo

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Diablo Immortal, versão mobile do jogo da Blizzard para iOS, Android e PC, está prestes a receber uma de suas atualizações mais importantes desde o lançamento. A atualização 5.0, intitulada A Joia Ensanguentada, chega em 17 de junho e traz como grande destaque o Bruxo, a décima classe jogável do RPG de ação da Blizzard. Mais do que apenas adicionar um novo personagem ao elenco, a novidade parece representar uma mudança de ambição para o jogo: o Bruxo não quer apenas causar dano, ele quer dominar o campo de batalha usando o próprio Inferno como ferramenta.

A proposta é direta, sombria e bastante fiel ao espírito da franquia. Enquanto outras classes enfrentam demônios com armas, fé, disciplina marcial ou magia elemental, o Bruxo escolhe um caminho mais perigoso: invocar criaturas infernais, manipular portais, consumir a própria vitalidade e transformar o caos em vantagem estratégica. É uma fantasia de poder construída sobre risco, controle e corrupção.

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Dentro de um jogo que já conta com classes conhecidas como Bárbaro, Arcanista, Monge, Cruzado, Caçador de Demônios e Necromante, a chegada de uma nova classe precisava ir além do visual chamativo. Felizmente, o Bruxo surge com identidade própria. Ele não parece uma simples variação do Necromante, nem um mago com estética mais pesada. No entanto a grande diferença está no ritmo. O Bruxo é menos sobre formar um exército estável e mais sobre comandar forças instáveis, sacrificáveis e perigosas.

Se você quer saber mais sobre a nova classe, confira a seguir todos os detalhes e nossas percepções a seguir!

História do Bruxo: a classe que nasce da tradição proibida dos Vizjerei

Essa é para quem gosta da lore da franquia. A origem da nova classe de Diablo Immortal está ligada aos Vizjerei, antigos conjuradores conhecidos por se envolverem com práticas de demonologia. No universo de Diablo, esse tipo de conhecimento raramente vem sem punição. A ideia de estudar nomes verdadeiros, pactos e métodos de controle demoníaco coloca o Bruxo numa zona moral desconfortável, algo que combina perfeitamente com o tom da franquia.

Essa escolha narrativa é importante porque ajuda a classe a se diferenciar das demais, mas sem forçar a mão. O Bruxo, tal como em Diablo IV, não é apresentado como herói puro, salvador luminoso ou guerreiro honrado. Ele está mais próximo de alguém que aceita pagar um preço alto para enfrentar ameaças ainda maiores. Em Santuário, onde a sobrevivência costuma exigir decisões brutais, essa figura funciona muito bem.

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A classe chega também em um momento simbólico para a série, dentro das celebrações dos 30 anos de Diablo. O Bruxo apareceu como uma aposta ampla da Blizzard para a franquia, mas em Diablo Immortal ele ganha uma interpretação especialmente voltada para combate rápido, leitura de tela, mobilidade e uso constante de habilidades em sequência.

O Comedor de Almas é o coração da classe

O grande diferencial do Bruxo é o Comedor de Almas, ou Soulgorger, uma criatura demoníaca que acompanha o jogador e funciona como peça central do estilo de combate. Ele não é apenas uma invocação temporária que aparece, bate e desaparece. O Comedor de Almas é parte da identidade do personagem, um companheiro sombrio que ataca, interfere no posicionamento dos inimigos e evolui conforme a luta avança.

A mecânica mais interessante é o sistema de Devorar. Quando certos demônios invocados ou aliados morrem, o Comedor de Almas pode absorver essas forças e ganhar efeitos adicionais. Isso cria uma dinâmica muito diferente da lógica tradicional de invocador. Em vez de apenas manter criaturas vivas pelo maior tempo possível, o Bruxo também se beneficia da perda delas. Morte, aqui, é recurso.

Diablo immortal bruxo comedor de almas Soulgorger
Imagem: Divulgação

Na prática, isso deve tornar a classe mais exigente. O jogador precisa entender quando invocar, quando sacrificar, quando reposicionar o Comedor de Almas e como aproveitar as evoluções temporárias. É um estilo de combate que pede atenção constante, especialmente porque o campo de batalha em Diablo Immortal costuma ficar lotado de inimigos, efeitos visuais e áreas de dano.

Portais, chamas e sacrifícios criam um combate mais arriscado

O Bruxo foi construído como uma classe de longo alcance, mas sua força não está apenas em disparar magia de longe. Ele trabalha com múltiplas camadas de ação. Pode abrir portais demoníacos, comandar criaturas, usar chamas infernais, controlar áreas e consumir a própria vida para aumentar seu potencial ofensivo.

Essa mecânica de vida como recurso é uma das escolhas mais interessantes da classe. Habilidades como Spiteful Sacrifice, Blood Offering e outras técnicas baseadas em poder sacrificial colocam o jogador em uma relação constante com o perigo. Quanto mais agressiva for a rotação, maior pode ser a recompensa, mas também maior o risco de ficar vulnerável no momento errado.

diablo immortal bruxo
Imagem: Divulgação

Isso cria uma sensação de tensão que combina muito com Diablo. O Bruxo não parece uma classe confortável. Ele não foi feito para quem quer apenas apertar botões em segurança. Sua fantasia está justamente em operar no limite: invocar algo que não deveria ser invocado, usar poder demais, perder vida, recuperar vida, mandar o Comedor de Almas avançar e transformar a confusão em massacre.

As habilidades trazem um lado diferente do inferno

Entre as habilidades reveladas, algumas ajudam a entender bem a proposta da classe. O Portal Demoníaco permite trazer criaturas do Inferno para lutar ao lado do jogador. A Erupção Infernal cria uma área de chamas que pode atingir inimigos e ainda fortalecer demônios controlados pelo Bruxo. Já o Golpe de Dobramento faz o Comedor de Almas atravessar um portal e reaparecer no ponto escolhido, causando dano e atrapalhando os adversários.

Há também habilidades voltadas para mobilidade, explosões em área e controle de grupo. Essa variedade sugere que o Bruxo poderá assumir diferentes funções, dependendo da construção escolhida. Ele pode ser um invocador mais focado no Comedor de Almas, um conjurador de dano em área, um personagem de alto risco baseado em sacrifício de vida ou uma mistura de tudo isso.

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Imagem: Divulgação

A Blizzard também preparou mais de 50 itens lendários para a classe, o que deve ampliar bastante as possibilidades de build logo no lançamento. Esse detalhe é essencial. Em um jogo como Diablo Immortal, uma classe nova só se sustenta se tiver espaço para experimentação real, e não apenas uma rotação óbvia que todos copiam no primeiro dia.

Lut Gholein retorna como palco da atualização

A atualização A Joia Ensanguentada não se resume ao Bruxo. Ela também leva Diablo Immortal para Lut Gholein, uma das cidades mais marcantes da história da franquia. Quem jogou Diablo II certamente lembra da chamada Joia do Deserto, cenário do Ato II e ponto de passagem fundamental na jornada contra os males que ameaçavam Santuário.

Em Diablo Immortal, Lut Gholein retorna sob ocupação demoníaca. A cidade aparece tomada por forças ligadas a Andariel, a Donzela da Angústia, e ganha uma nova área explorável, a Divisão Comum. O ambiente promete misturar nostalgia e decadência: docas, tavernas abandonadas, casas destruídas, becos e regiões tomadas por monstros.

Diablo immortal bruxo
Imagem: Divulgação

Esse retorno tem peso especial porque conecta a nova classe ao passado da série. O Bruxo carrega a herança proibida dos Vizjerei, enquanto Lut Gholein guarda ecos desse mesmo tipo de magia. A atualização, portanto, não usa a cidade apenas como fan service. Ela funciona como extensão temática da classe.

Qual a diferença entre o Bruxo e o Necromante?

É inevitável comparar o Bruxo ao Necromante. Afinal, ambos trabalham com criaturas invocadas e forças sombrias. A diferença, porém, é clara. O Necromante é um personagem mais metódico. Ele levanta mortos, organiza lacaios e manipula cadáveres com um senso quase estratégico de controle. Já o Bruxo, por outro lado, parece mais instável e agressivo. Resumindo, a diferença está no caos.

O Bruxo não quer apenas manter suas invocações em campo. Ele aceita perdê-las, sacrificá-las e transformá-las em alimento para alcançar coisas maiores. Além disso, o Comedor de Almas, seu parceiro, muda a lógica da classe, porque cada morte pode alimentar outra camada de poder. Isso torna o personagem mais imprevisível e, possivelmente, mais difícil de dominar.

Para jogadores que gostam de classes simples, talvez o Bruxo cause estranhamento no começo. Mas para quem busca uma experiência mais técnica, cheia de decisões simultâneas e possibilidades de build, ele pode se tornar uma das opções mais interessantes de Diablo Immortal. Na real? Essa é uma classe que muda totalmente o jogo.

Vale a pena jogar de Bruxo?

Vale demais, especialmente para quem procura uma classe com identidade forte e estilo de jogo menos convencional. O Bruxo é ideal para aqueles jogadores que gostam de controlar várias variáveis ao mesmo tempo: invocações, posicionamento, vida, efeitos de área, portais e evolução do Comedor de Almas.

Quem já possui um personagem avançado poderá usar a troca de classe para experimentar o Bruxo sem recomeçar completamente. Já quem quiser absorver melhor a fantasia narrativa pode criar um novo personagem ou testar a missão de origem Power’s Price, que apresenta a relação entre o Bruxo e o Comedor de Almas.

A classe também deve movimentar bastante a comunidade nas primeiras semanas. Builds dominantes vão surgir, combinações inesperadas serão descobertas e ajustes de balanceamento provavelmente acontecerão. Isso faz parte de qualquer grande atualização em um jogo vivo. Portanto, use e abuse da classe para tirar o melhor dela. Garanto que vocês não irão se arrepender!

Uma classe que chega para mexer com Diablo Immortal

O Bruxo chega em Diablo Immortal com a missão de fazer algo difícil: reacender a curiosidade dos jogadores em um jogo que já tem quatro anos de estrada. Pelo que foi apresentado, a Blizzard não escolheu o caminho mais seguro. Em vez de entregar apenas uma classe visualmente sombria, criou um personagem com mecânicas próprias, risco real e forte ligação com o lore da franquia.

A atualização 5.0 também reforça esse movimento ao trazer Lut Gholein, novos chefes, eventos temporários, gemas lendárias e ajustes importantes no progresso. Mas o centro das atenções será mesmo o Bruxo. Ele é o tipo de classe que chama atenção não só pelo dano que pode causar, mas pela sensação que transmite: a de manipular algo perigoso demais para estar sob controle humano. Talvez seja exatamente por isso que ele combine tanto com Diablo.

Com isso, o Bruxo chega para mudar as estruturas de Diabo Immortal, apresentando uma classe diferenciada e muito poderosa.

Novos chefes do Helliquário ampliam o endgame

Antes de concluir este artigo, vale lembrar que, para os jogadores de endgame, a atualização além de adicionar a nova classe, também adiciona novos desafios ao Helliquário. Os chefes Gulakht, Shackled Maw e Yradus surgem como ameaças ligadas ao deserto de Aranoch e aos horrores deixados para trás pelos antigos experimentos dos Vizjerei.

Shackled Maw é especialmente interessante por sua relação com o Comedor de Almas. A criatura é descrita como um Soulgorger primordial, uma espécie de versão ancestral e monstruosa da entidade que acompanha o Bruxo. Isso cria uma conexão narrativa forte: o jogador não enfrenta apenas mais um chefe demoníaco, mas uma imagem distorcida do próprio poder que decidiu controlar.

Yradus, o Falso Vidente, traz uma temática ligada ao sol, aos ventos e às serpentes do deserto, enquanto Gulakht, o Trapaceiro do Clã Noturno, aparece como uma criatura moldada por tortura, runas e magia antiga. São encontros que reforçam o clima da atualização: Lut Gholein não é apenas uma cidade invadida, mas um lugar onde erros antigos voltaram para cobrar sua dívida.

Sobre Diablo Immortal

Diablo Immortal é uma experiência social de MMORPG completamente nova na série. Os jogadores explorarão o mundo enorme e compartilhado de Santuário, formarão Grupos Guerreiros com até oito membros, participarão de desafios em grupo, como os chefes de invasão do Infernicário, e entrarão em clãs com até 150 amigos para obter as desafiadoras conquistas de clã.

O jogo também conta com um robusto sistema JxJ baseado em facções. Com o Ciclo de Conflito, os jogadores podem formar equipes para lutar em uma guerra contínua que concederá ao melhor jogador do servidor a Coroa Eterna e a liderança dos Imortais. O líder precisará constantemente defender o reinado em diversos modos, incluindo um confronto brutal 1×30 contra as Sombras. Diablo Immortal já está disponível para AndroidiOS e PC, via Battle.net.

Álvaro Saluan

Completamente apaixonado por videogames, escreve e pesquisa sobre o tema há uns bons anos. Vê os jogos para além do entretenimento, considerando todo o processo como uma grande e diversificada arte. Vai dos jogos de esporte aos RPGs tranquilamente, admirando cada experiência. Seu maior ídolo dos jogos é Hideo Kojima.